O que é Songs of the Past e por que a CD Projekt Red insiste no termo "expansão"?
A CD Projekt Red, desenvolvedora polonesa responsável por sucessos como The Witcher 3: Wild Hunt (RPG de ação aclamado pela crítica) e Cyberpunk 2077 (RPG futurista de mundo aberto), está traçando uma linha clara na areia. Com o anúncio de Songs of the Past, o estúdio reforçou que não estamos falando de um conteúdo adicional comum, mas de uma expansão de grande fôlego. A terminologia não é apenas marketing; ela serve para alinhar expectativas com o que vimos anteriormente em Cyberpunk 2077: Phantom Liberty.
A distinção é importante para o fã brasileiro que já se frustrou com "DLCs" que mal adicionam uma hora de jogo ou algumas skins cosméticas. Paweł Sasko, diretor associado do jogo, utilizou um trecho de entrevista com o ator Idris Elba — que participou de Phantom Liberty — para ilustrar o conceito: expansões são massivas, adicionam camadas narrativas profundas e mecânicas que expandem o core do gameplay, enquanto DLCs menores costumam ser apenas complementos pontuais.
Qual é o tamanho esperado para essa nova aventura de Geralt?
Embora os detalhes específicos ainda sejam escassos, a promessa é que Songs of the Past siga o padrão de qualidade (e volume) de Hearts of Stone e Blood and Wine, as expansões originais de The Witcher 3. Se tomarmos Phantom Liberty como régua, podemos esperar cerca de 30 horas de conteúdo total, incluindo uma campanha principal robusta que deve girar em torno de 13 a 15 horas, além de missões secundárias, novos personagens e, possivelmente, regiões inéditas.
O retorno ao papel de Geralt de Rivia, o icônico bruxo caçador de monstros, é o grande chamariz. O projeto está sendo liderado pela Fool's Theory, estúdio conhecido por The Thaumaturge (RPG isométrico com foco em narrativa) e que também está à frente do remake do primeiro The Witcher. Ter um estúdio que já demonstra domínio em RPGs de narrativa complexa à frente da produção é um sinal positivo de que a essência da franquia será preservada.
O que já sabemos sobre a produção e o lançamento?
O projeto está em desenvolvimento para playstation 5, xbox series x|S e PC, com previsão de lançamento para 2027. A colaboração entre a Fool's Theory e a CD Projekt Red sugere uma estrutura de trabalho onde a expertise em mecânicas de RPG se une ao polimento técnico necessário para um título de alto orçamento.
- Desenvolvedora principal: Fool's Theory.
- Suporte: CD Projekt Red.
- Plataformas: PS5, Xbox Series X|S e PC.
- Previsão: 2027.
- Escopo: Nova história, novos personagens e mecânicas expandidas.
É importante notar que, apesar da empolgação, a cautela é uma virtude. A indústria de jogos passou por altos e baixos nos últimos anos, e promessas de "expansões massivas" precisam se traduzir em execução técnica impecável. O fato de termos que esperar até o final do verão (no hemisfério norte) para ter mais detalhes oficiais indica que a CD Projekt Red prefere manter o silêncio até ter algo concreto para mostrar, evitando o erro de criar um hype insustentável cedo demais.
Para ficar no radar
O que realmente importa para o fã é se Songs of the Past conseguirá capturar o mesmo sentimento de conclusão e profundidade que as expansões anteriores de The Witcher 3 entregaram. O mercado de RPGs mudou, e o público hoje exige mais do que apenas "mais do mesmo".
Por enquanto, o que temos é a promessa de uma experiência que respeita o legado de Geralt. O que falta saber e que vamos monitorar de perto nas próximas atualizações:


