Entrevista concedida a Japan Expo Paris traz respostas diretas de Shoji Gatoh sobre as origens de amagi brilliant park e full metal panic!, além de pistas sobre seus projetos em andamento.
O que aconteceu
Durante a edição recente da Japan Expo em Paris, o novelista e roteirista Shoji Gatoh – conhecido por Amagi Brilliant Park, Full Metal Panic!, Cop Craft e MOON FIGHTERS! – sentou-se com a equipe da anime Corner para responder perguntas com o auxílio de um intérprete.
Gatoh destacou que suas visitas frequentes a parques temáticos, como Tokyo Disneyland, Disney World na Flórida e o antigo Toshimaen, foram fundamentais para a concepção de Amagi Brilliant Park. Ele também mencionou a influência de atrações baseadas em franquias como Star Wars e Indiana Jones no parque da Disney.
Sobre a escolha de nomes para personagens principais, o autor revelou que se inspirou em CDs que escutava na juventude, citando artistas como James Brown, Ice Cube, Kanye West, 50 Cent e Queen Latifah. Embora tenha usado esses nomes como referência, ele assegurou que não há correspondência direta.
Gatoh ainda comentou a colaboração com kyoto animation para a adaptação de Amagi Brilliant Park. Por ser amigo do diretor Takemoto, ele pôde conversar livremente sobre expectativas, sem precisar impor exigências técnicas específicas.
Na parte dedicada a Full Metal Panic!, o autor explicou que a continuação Full Metal Panic! Family surgiu a pedido da editora Fantasia Bunko, que buscava celebrar o 25º aniversário da série. O sucesso da primeira história curta levou a novas entregas, até que Gatoh sugeriu encerrar o projeto.
Como chegamos aqui
Gatoh traçou um panorama de sua carreira, apontando marcos que influenciaram seu estilo narrativo:
- Experiências em parques temáticos: visitas regulares a Tokyo Disneyland, Disney World e o parque japonês Toshimaen, que forneceram o cenário visual e a atmosfera de Amagi Brilliant Park.
- Referências musicais: a trilha sonora pessoal – funk, hip‑hop e rock – moldou nomes de personagens, criando um contraste cultural entre o Japão e a cultura pop ocidental.
- Parcerias de estúdio: a amizade com Takemoto‑san (Kyoto Animation) garantiu que a adaptação animada mantivesse a qualidade esperada, sem necessidade de diretrizes formais.
- Comemorações de aniversário: a editora Fantasia Bunko solicitou material comemorativo para o 25º aniversário de Full Metal Panic!, resultando em Full Metal Panic! Family.
O autor também abordou diferenças entre escrever light novels e romances tradicionais. Ele ressaltou a presença de ilustrações e a proximidade com o formato de mangá, que cria uma experiência de leitura mais visual e interativa.
Em relação ao processo criativo, Gatoh afirmou que, ao iniciar Full Metal Panic!, a história era pensada como uma produção única, mas a popularidade permitiu a expansão para novas narrativas, como a série de isekai Reincarnated as a Giant‑Mech (publicada sob a linha Fantasia Bunko).
O autor ainda compartilhou suas preferências pessoais: ele gosta de filmes de ação como Die Hard e Deadpool, e recentemente elogiou o anime Cyberpunk: Edgerunners como sua produção favorita do momento.
O que vem depois
Ao ser questionado sobre futuros projetos, Gatoh indicou que está focado em Reincarnated as a Giant‑Mech, sem revelar planos específicos para sequências. Ele manteve a postura de que a escrita deve ser guiada pelo que está sendo desenvolvido no momento, sem pressões externas para definir um arco completo desde o início.
Gatoh também mencionou que, embora tenha interesse em tecnologias de “camuflagem eletrônica”, ainda não tem projetos concretos nessa área. Ele permanece aberto a explorar novas ideias, mas sem compromissos definidos.
Por fim, o autor deixou um conselho para sua versão mais jovem: “Você está indo bem, só não exagere no álcool”. Essa frase resumiu a atitude descontraída que permeou toda a entrevista.
Para ficar no radar
Os leitores que acompanham o trabalho de Shoji Gatoh devem observar os lançamentos futuros de Reincarnated as a Giant‑Mech e eventuais anúncios de adaptações animadas. A parceria com Kyoto Animation, embora não tenha gerado pedidos específicos nesta entrevista, continua como um ponto de referência para a qualidade de produção.
Além disso, a celebração dos 25 anos de Full Metal Panic! demonstra que a franquia ainda tem potencial para spin‑offs e projetos comemorativos, mantendo a base de fãs engajada.
Com a Japan Expo Paris servindo como palco para esta conversa, fica evidente que Gatoh mantém uma presença ativa em eventos internacionais, o que pode abrir portas para colaborações fora do Japão.


