Você já percebeu que alguns filmes de ficção científica recebem sequência mesmo quando ninguém pediu?
TL;DR: Quatro sequências de sci‑fi – The predator, solo: A star wars Story, terminator Salvation e independence day: Resurgence – foram lançadas sem clamor dos fãs e acabaram em flop de crítica e bilheteria.
4) The Predator (2018)
O clássico de 1987, Predator, ainda é reverenciado por sua mistura de ação e suspense alienígena. Depois de Predator 2 (1990) e Predators (2010), a franquia parecia ter esgotado seu potencial. Ainda assim, em 2018 chegou The Predator, dirigido por Shane Black. O filme tentou ser mais cômico, mas acabou exagerando nas piadinhas e perdendo a tensão que definia os primeiros títulos.
Críticas foram duras, e o público não respondeu. O resultado? Uma sequência que não trouxe nada de novo e que, segundo muitos, até enfraqueceu a reputação da série.
3) Solo: A Star Wars Story (2018)
Han Solo, o contrabandista carismático, sempre teve um ar de mistério. A ideia de revelar sua origem parecia interessante, mas o público já estava satisfeito com as aparições pontuais do personagem nos filmes principais. Solo tentou preencher esse vazio, mas acabou sendo uma produção que muitos fãs nem lembraram de assistir.
Mesmo com performances de donald glover e emilia clarke, o filme não conseguiu justificar sua existência. A ausência de will smith, que era parte essencial do charme do primeiro Independence Day, ecoa aqui: o protagonista original era a alma da franquia.
2) Terminator Salvation (2009)
Depois de The Terminator (1984) e Terminator 2: Judgment Day (1991), a série se tornou um ícone. Terminator 3: Rise of the Machines (2003) já mostrava sinais de desgaste, mas ainda havia expectativa para um quarto filme. Quando Terminator Salvation chegou, sem James Cameron nem Arnold Schwarzenegger, o público percebeu que o coração da saga havia sido deixado de lado.
O filme tentou focar numa guerra futura entre humanos e máquinas, mas a falta de carisma dos personagens principais fez com que a experiência fosse morna. Críticos e bilheteria concordaram: a sequência não era necessária.
1) Independence Day: Resurgence (2016)
O blockbuster de 1996, Independence Day, ainda é lembrado como um marco dos efeitos especiais dos anos 90. Em 2016, Roland Emmerich trouxe Resurgence para tentar reviver a magia. Sem Will Smith – o astro que carregou o primeiro filme – a sequência perdeu a energia que fez o original tão icônico.
Além da ausência de Smith, a trama parecia forçada, como se fosse apenas um pretexto para colocar mais explosões na tela. O resultado foi um filme que poucos fãs assistiram, e quem assistiu não sentiu falta de nada.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Nem todo fã de sci‑fi reage da mesma forma a sequências indesejadas. Aqui vai um pequeno guia para quem ainda está curioso:
- Para quem curte nostalgia pura: evite The Predator e Independence Day: Resurgence. Eles não trazem nada que justifique revisitar o universo.
- Se a sua diversão vem das performances: dê uma chance a Solo. Apesar do enredo questionável, Donald Glover e Emilia Clarke entregam momentos divertidos.
- Para quem gosta de ação futurista: Terminator Salvation tem boas cenas de batalha, mas só se você não se importar com a falta de Arnold.
- Se você é um completista: assistir a todas as sequências pode ser um exercício de paciência, mas ajuda a entender onde a franquia perdeu o rumo.
O que falta saber
Essas quatro sequências mostram um padrão perigoso: estúdios que confiam demais em marcas estabelecidas e esquecem que o público valoriza qualidade acima de tudo. Quando um filme funciona como um universo fechado, forçar uma continuação pode acabar manchando a memória coletiva.
Fica a lição para os produtores: antes de colocar mais um nome na tela, pergunte se os fãs realmente querem mais da história. Caso contrário, o risco é acabar como The Predator – um tiro que falha no meio da ação.


