O status atual de Scary Stories to Tell in the Dark 2
A possibilidade de uma sequência para Scary Stories to Tell in the Dark (Histórias Assustadoras para Contar no Escuro), filme de terror lançado em 2019, permanece incerta. Embora o diretor André Øvredal tenha expressado publicamente seu desejo de retornar à franquia, o projeto enfrenta um obstáculo técnico complexo: uma disputa de propriedade intelectual envolvendo estúdios que, na prática, deixaram de existir ou foram absorvidos.
Em entrevista exclusiva, Øvredal esclareceu que o roteiro para a sequência está pronto e que a equipe criativa está preparada para iniciar a produção assim que o impasse for resolvido. No entanto, a decisão final não depende do mérito artístico, mas sim de departamentos jurídicos que precisam conciliar os direitos remanescentes da CBS Films e da Entertainment One (eOne).
O imbróglio dos direitos autorais
A confusão jurídica tem origem na reestruturação corporativa sofrida pelas empresas que produziram o primeiro longa. A eOne foi adquirida pela Hasbro em 2019 e posteriormente vendida em 2022, enquanto a CBS Films encerrou suas operações próprias no mesmo período. Esse cenário deixou os direitos de adaptação dos livros de Alvin Schwartz — autor da antologia de terror que inspirou o filme — fragmentados entre diferentes entidades.
De acordo com Øvredal, o processo de negociação ocorre de forma intermitente, com reuniões realizadas a cada poucos meses. O desafio central é garantir que as empresas detentoras dos direitos cheguem a um acordo sobre a custódia da propriedade intelectual. Sem essa definição, o projeto permanece em um estado de estagnação burocrática, apesar do interesse comercial e criativo envolvido.
| Fator | Status atual |
|---|---|
| Roteiro | Concluído e pronto para filmagem |
| Direção | André Øvredal (confirmado) |
| Produção | Guillermo del Toro (vinculado) |
| Situação Jurídica | Em negociação entre estúdios |
Viabilidade comercial e histórico da franquia
O primeiro filme, que contou com a produção e roteiro de Guillermo del Toro — cineasta renomado por obras como O Labirinto do Fauno —, obteve um desempenho financeiro sólido. Com um orçamento de produção estimado em 25 milhões de dólares, a obra arrecadou 104 milhões de dólares mundialmente. Historicamente, números dessa magnitude seriam suficientes para garantir uma sequência imediata em Hollywood.
- Potencial de mercado: O gênero de terror mantém uma performance consistente nas bilheterias globais.
- Fonte de material: A vasta coleção de contos de Alvin Schwartz oferece material suficiente para expandir o universo cinematográfico.
- Perfil do público: O primeiro filme funcionou como uma porta de entrada para o terror, atraindo um público jovem e criando uma base de fãs engajada.
Apesar de o mercado cinematográfico ter sofrido mudanças estruturais significativas desde 2020, devido à pandemia de COVID-19, o gênero de terror provou ser uma das categorias mais resilientes. A franquia ainda é vista como uma aposta de baixo risco e alto potencial de retorno, caso os entraves legais sejam superados.
O que falta saber
Para que o projeto saia do papel, é necessário que as partes envolvidas alcancem um consenso definitivo sobre a propriedade do título. Enquanto isso não ocorre, André Øvredal segue com outros projetos, incluindo o lançamento de seu novo longa, Passenger, previsto para maio de 2026. A resolução deste caso depende exclusivamente de acordos entre advogados e executivos, deixando os fãs da franquia em uma posição de espera indefinida. Até o momento, não há qualquer previsão de data de início de filmagens ou cronograma de lançamento.


