TL;DR: Rupert Grint, conhecido como ron weasley, tem se reinventado com quatro papéis que fogem da imagem de bruxo. De servant a knock at the cabin, o ator prova que pode ser tão versátil quanto o próprio universo geek.
O que aconteceu
Após a conclusão da saga harry potter em 2011, Grint começou a buscar projetos que lhe permitissem explorar novas facetas. O resultado foi uma série de trabalhos em filmes independentes e séries de streaming que, embora nem sempre tenham tido grande visibilidade, renderam elogios de críticos e mostraram um lado mais sério e arriscado do ator.
- Servant (2020‑presente) – Série de horror psicológico da Apple TV+, dirigida por M. Night Shyamalan. Grint interpreta Julian Pearce, o irmão sarcástico e cínico de Dorothy, que gradualmente revela camadas mais sombrias.
- cherrybomb (2009) – Filme irlandês que acompanha Malachy, um adolescente de Belfast que tenta provar sua coragem ao lado de amigos problemáticos. Grint entrega um desempenho carregado de insegurança e rebeldia.
- driving lessons (2006) – Primeiro grande esforço para se distanciar de Ron, onde interpreta Ben, um jovem tímido que trabalha como assistente de uma atriz excêntrica (Julie Walters) e aprende a encarar o mundo.
- Knock at the Cabin (2023) – Thriller de M. Night Shyamalan em que Grint encarna Redmond, um intruso agressivo e imprevisível que força uma família a fazer um sacrifício para impedir o apocalipse.
Esses quatro papéis formam um percurso que vai do drama adolescente ao terror psicológico, passando por comédias dramáticas e thrillers de alto conceito.
Como chegamos aqui
O ponto de partida foi Driving Lessons, filmado enquanto Grint ainda atuava como Ron nos últimos anos de Harry Potter. A escolha de trabalhar ao lado de Julie Walters, vencedora de Oscar, foi estratégica: o contraste entre a energia exuberante de Walters e a timidez de Grint gerou uma química que recebeu elogios, mesmo que o filme tenha tido recepção mista.
Em seguida, Cherrybomb levou o ator a um cenário totalmente diferente – as ruas de Belfast e um elenco de jovens britânicos que ainda estavam construindo suas carreiras. A produção, embora não tenha sido um sucesso de bilheteria, destacou a capacidade de Grint de assumir um sotaque regional (Belfast) e de transmitir a vulnerabilidade de um adolescente que busca aprovação.
A grande virada ocorreu com a parceria com M. Night Shyamalan. Primeiro em Servant, Grint passou a integrar um universo de horror psicológico que exige sutileza. Seu personagem, Julian, começa como o “irmão engraçado” da família, mas aos poucos se torna peça central nos mistérios da casa, mostrando que Grint pode transitar entre humor e tensão sem perder a credibilidade.
Em Knock at the Cabin, a fórmula mudou novamente: Grint interpreta Redmond, um antagonista que, apesar de seu comportamento violento, carrega uma insegurança subjacente que o ator consegue transmitir em poucos minutos de tela. Críticos apontaram que, embora o papel seja secundário, a presença de Grint eleva a cena, tornando-a memorável.
Essas escolhas revelam um padrão: Grint tem preferido projetos de menor escala, onde a liberdade criativa é maior, ao invés de grandes franquias que poderiam consolidá-lo como “Ron”. O resultado é um portfólio que, embora não seja repleto de blockbusters, demonstra maturidade artística e disposição para experimentar.
O que vem depois
Até o momento, não há anúncios oficiais de novos projetos para Grint, mas seu envolvimento contínuo com séries de streaming e diretores de horror indica que ele pode seguir nessa linha. A tendência de atores de franquias gigantescas migrarem para conteúdos mais nichados tem se fortalecido, principalmente entre o público brasileiro que valoriza performances autênticas em plataformas como Apple TV+ e Netflix.
Para os fãs que acompanharam a trajetória de Grint desde Hogwarts, o que importa agora é observar como ele escolhe seus próximos desafios. Se a estratégia continuar, podemos esperar mais papéis que misturem humor negro, drama adolescente e terror psicológico – gêneros que têm ganhado destaque no cenário de streaming.
Além disso, a repercussão das séries de horror tem aberto portas para colaborações com outros diretores de renome, o que pode resultar em projetos ainda mais ambiciosos. Enquanto isso, o ator mantém uma presença discreta nas redes sociais, focando em seu ofício ao invés de alimentar o hype.
O que falta saber
O grande desafio de Rupert Grint agora é consolidar essa nova imagem sem se afastar completamente de seu legado. A indústria brasileira tem acompanhado de perto essas transições, e a aceitação do público local dependerá da capacidade do ator de entregar performances que ressoem tanto em produções internacionais quanto em possíveis projetos nacionais.
Em resumo, a jornada de Grint pós‑Harry Potter é um estudo de caso sobre como um ator pode redefinir sua carreira ao escolher papéis que desafiam o estereótipo. Para o fã brasileiro, vale a pena acompanhar essas obras, pois elas oferecem uma visão mais completa do talento por trás do querido Ron Weasley.
FAQ
- Quais são os quatro papéis mais destacados de Rupert Grint fora de Harry Potter? Servant (Julian Pearce), Cherrybomb (Malachy), Driving Lessons (Ben) e Knock at the Cabin (Redmond).
- Rupert Grint já trabalhou novamente com M. Night Shyamalan? Sim, ele atuou em Servant e depois em Knock at the Cabin, ambos dirigidos por Shyamalan.
- Existe algum projeto futuro confirmado para Rupert Grint? Até o momento não há anúncios oficiais de novos projetos; ele continua focado em séries de streaming e papéis de nicho.


