TL;DR: O novo número de What If… da marvel demonstra que, mesmo se os runaways nunca tivessem fugido da família vilã conhecida como pride, eles ainda assim não seriam corrompidos.
O que aconteceu
A edição recente de What If…? intitulada “What if The Runaways Hadn’t Run Away” explora um cenário onde os adolescentes da equipe Runaways permanecem ao lado dos pais, o grupo criminoso conhecido como Pride. Em vez de fugir ao descobrir o sacrifício dos pais ao gibborim, eles aceitam a explicação dos pais, treinam sob sua tutela e são preparados para assumir o controle da Terra após 25 anos.
Mesmo com esse alinhamento, a história revela que a equipe não se corrompe. Alex Wilder lidera, mas sua motivação diverge da versão original: ele tenta impedir que o plano dos pais se concretize, ao invés de ajudá‑los. Os demais membros – Molly, Karolina, Gertrude, Nico e Chase – questionam a missão de exterminar os guardas e de servir aos deuses gigantes, e acabam se voltando contra os pais.
O ponto culminante ocorre quando libertam victor mancha de uma prisão de alta segurança. Victor, que nunca se tornou herói na linha temporal principal, aceita ajudar os pais a matar os Vingadores, mas logo se vê confrontado pela rebelião interna dos Runaways. O watcher, observador onisciente da série, encerra o número com a frase marcante: “Não há nenhum mundo onde as crianças do Pride simplesmente aceitam os planos dos pais. Eles sempre pensam por si mesmos.”
Como chegamos aqui
O conceito de What If…? celebra o 50º aniversário da série original, lançada em 1977. A Marvel anunciou oito one‑shots que revisitam universos alternativos, entre eles histórias como “Se o ciclope não tivesse deixado Madelyne Pryor” e “Se o Symbiote tivesse se ligado ao thor”. A edição dos Runaways surge como parte desse projeto, trazendo à tona a origem da família Pride – um conglomerado de vilões que inclui viajantes do tempo, telepatas, alienígenas, cientistas loucos e feiticeiros.
Na cronologia canônica, os Runaways escapam ao descobrir que seus pais sacrificam uma pessoa ao Gibborim, um gigante de seis dedos que exige sacrifícios humanos para manter o mundo. Ao fugir, eles formam uma equipe de super‑heróis adolescentes que, eventualmente, impedem o ritual conhecido como “Rite of Thunder”, salvando o planeta e provocando a queda dos Pride.
Ao reimaginar esse ponto de virada, a Marvel propõe que, se os adolescentes tivessem aceitado o legado familiar, ainda assim sua independência de pensamento impediria a completa corrupção. Alex Wilder, que na série original trai os amigos para cumprir o plano dos pais, aqui se torna o único que reconhece a necessidade de impedir o sacrifício, mostrando uma inversão de papéis significativa.
O que vem depois
O número de What If…? abre espaço para novas interpretações do multiverso Marvel. A afirmação do Watcher sugere que, independentemente das circunstâncias, a essência dos Runaways — sua capacidade de questionar autoridade — permanece intacta. Isso pode influenciar futuras histórias de “Universos Alternativos” que explorem outras equipes adolescentes ou personagens que enfrentam dilemas morais semelhantes.
Além disso, a Marvel pode usar esse insight para desenvolver spin‑offs que aprofundem a relação entre os Runaways e Victor Mancha, ou até mesmo reintroduzir o conceito de Pride como força dominante em um universo onde o controle total nunca se concretiza.
Para os leitores, a mensagem central é clara: mesmo em um cenário onde o poder é passado de geração em geração, a autonomia individual dos heróis adolescentes impede a completa dominação dos vilões. Essa narrativa reforça o tema recorrente da franquia Marvel — a resistência ao autoritarismo, mesmo nas versões mais sombrias do multiverso.
O que falta saber
Embora o número de What If…? ofereça respostas, ele deixa algumas questões em aberto:
- Qual será o destino final de Victor Mancha após a traição dos Runaways?
- Como o Watcher intervirá em futuros universos alternativos que envolvem a família Pride?
- Haverá um crossover entre esse universo e outras histórias de “What If…?” que também abordam a corrupção de heróis?
Essas perguntas podem ser respondidas em próximas edições da série, mantendo o leitor atento às próximas publicações da Marvel.
"Não há nenhum mundo onde as crianças do Pride simplesmente aceitam os planos dos pais. Eles sempre pensam por si mesmos." – The Watcher
Com a continuidade da celebração dos 50 anos de What If…?, a Marvel demonstra que ainda há muito a explorar no multiverso, especialmente quando se trata de personagens que desafiam expectativas e permanecem inabaláveis diante da corrupção.


