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Road Kings: simulador vira filme de desastre – o que muda?

· · 5 min de leitura
Entregador em roupa esportiva faz alongamento ao volante, segurando controle de jogo e mapa de rotas
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road kings chegou ao mercado prometendo transformar a rotina de entregas em um cenário de catástrofe, mas será que o jogo cumpre a proposta ou fica só na ideia? A experiência mistura o estilo de american truck simulator com missões de desastre, trazendo um tempero novo ao gênero.

O que aconteceu

Ao iniciar a partida em abril, o autor do artigo recebeu instruções claras dos organizadores de evento: depois de concluir a fase padrão de entrega, o jogo deveria acionar a sequência de desastre. Passados cinquenta minutos dirigindo entre cidades fictícias da Geórgia e da Flórida, o jogador ainda não havia percebido a mudança de tom.

Road Kings, desenvolvido pela Saber Interactive e publicado pela Focus Entertainment, utiliza a mesma estrutura de base de um simulador de caminhões: aceitar contratos, percorrer rotas, ganhar dinheiro e expandir a frota. Contudo, um “diretor de IA” aparece ao fundo, disparando chamadas de rádio que solicitam ajuda, inspeções de peso ou intervenções emergenciais. Essas interrupções podem transformar um trajeto tranquilo em um teste de reflexos.

Um exemplo típico: enquanto transporta bicicletas ergométricas, um colega motorista pede ajuda para entregar um carregamento extra. O jogador precisa reorganizar a rota, encaixar o novo ponto de entrega e ainda respeitar limites de peso e tempo. Se ignorar a chamada, pode perder reputação com os corretores; se aceitar, corre o risco de ser multado por excesso de carga.

Além das missões aleatórias, o jogo inclui “set pieces” mais elaborados, como a famosa missão de entrega de materiais de reparo a um parque eólico durante uma tempestade. O percurso se transforma em um verdadeiro filme de desastre: ventos fortes, turbinas explodindo, blocos de madeira caindo e estradas inundadas.

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Como chegamos aqui

A ideia de colocar eventos de desastre em um simulador de caminhões não surgiu do nada. A Saber Interactive tem um histórico de experimentar gêneros, como visto em World War Z e Metro Exodus. Já a SCS Software, criadora de American Truck Simulator, consolidou o modelo de sandbox logístico ao longo de mais de dez anos, oferecendo um mapa que cobre quase metade da América do Norte.

Road Kings, ao contrário, apresenta um mapa bem menor, focado nas rotas da costa sudeste dos EUA. A escolha de limitar a área permite que a equipe concentre recursos em eventos dinâmicos, ao invés de expandir o mundo aberto. Essa decisão tem prós e contras:

  • Pró: Missões de desastre são mais detalhadas, com efeitos climáticos e obstáculos físicos que exigem atenção ao motorista.
  • Contra: A sensação de exploração livre, tão apreciada em ATS, fica comprometida.
  • Pró: O sistema de IA cria situações imprevisíveis, aumentando a rejogabilidade.
  • Contra: A IA ainda apresenta falhas de detecção, como elogiar “Great driving” logo após colidir com um ônibus escolar.

Do ponto de vista técnico, Road Kings herda a física de peso e momentum dos simuladores de caminhões, proporcionando frenagens bruscas e sensação de inércia realista. Contudo, o jogo ainda apresenta inconsistências nas avaliações de velocidade, algo que pode irritar os jogadores mais exigentes.

Para o público brasileiro, a proposta tem um apelo especial. A maioria dos fãs de simuladores aqui costuma buscar desafios que vão além da simples entrega de carga – eles querem histórias, riscos e, claro, a possibilidade de criar rotas personalizadas que reflitam o caos das ruas de São Paulo ou Rio de Janeiro. Road Kings oferece um primeiro passo nessa direção, embora ainda esteja longe de incorporar cidades brasileiras ou regras de trânsito locais.

O que vem depois

O futuro de Road Kings depende de duas linhas principais: expansão de conteúdo e refinamento da IA. A Saber Interactive ainda não confirmou planos de DLCs que incluam novas regiões ou veículos, mas a comunidade já pede mapas que cubram o interior do Brasil ou a América do Sul.

Além disso, a empresa pode melhorar a precisão das avaliações de condução, corrigindo o bug que recompensa comportamento perigoso. Uma IA mais robusta também poderia introduzir missões de resgate mais elaboradas, como evacuação de áreas inundadas ou suporte a equipes de emergência.

Para os fãs que já jogam Road Kings, vale a pena explorar as missões de desastre ao máximo – elas são o grande diferencial do título. Já para quem ainda está indeciso, a recomendação é: experimente a versão demo (se disponível) e veja se o mix de logística e caos climático combina com seu estilo de jogo.

Para ficar no radar

Road Kings ainda está em fase inicial, mas já demonstra que o gênero de simuladores de caminhões pode se reinventar ao incorporar elementos narrativos de desastre. Enquanto a comunidade brasileira aguarda por mapas locais e ajustes finos, o título serve como um laboratório de ideias que pode influenciar futuros lançamentos. Se a Saber Interactive conseguir equilibrar a profundidade da simulação com a adrenalina das emergências, o jogo tem potencial para se tornar um clássico cult entre os amantes de logística e ação.

Travel, meals, and accommodation were provided by Focus Entertainment.

Perguntas frequentes

Road Kings vale a pena para quem gosta de simuladores de caminhões?
Sim, especialmente se você curte missões dinâmicas e situações de desastre que dão um tempero a mais à rotina de entregas.
O jogo tem suporte para mapas brasileiros?
Ainda não. Até o momento, Road Kings oferece apenas um mapa da costa sudeste dos EUA, mas a comunidade pede expansões para a América do Sul.
Quais são as principais diferenças entre Road Kings e American Truck Simulator?
Road Kings tem um mapa menor, mas inclui um diretor de IA que gera eventos de desastre e missões de emergência, algo que ATS não oferece.
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