Rhaenyra Targaryen finalmente sentou no trono de ferro no episódio 2 da terceira temporada de House of the Dragon, tornando‑se a primeira rainha regente de Westeros.
O momento ocorre após uma longa jornada de perdas, guerras e traições, culminando na morte de Otto Hightower, o primeiro assassinato direto cometido pela personagem. A conquista, porém, chega envolta em lágrimas mais do que em triunfo, refletindo o alto preço pago por cada passo rumo ao trono.
Rhaenyra Targaryen: a primeira rainha regente
Desde a Conquista de Aegon, Westeros viu seis homens sentarem no Trono de Ferro antes de Rhaenyra. Nenhuma mulher havia ocupado o cargo de monarca regente, apesar de figuras como Visenya Targaryen terem exercido grande influência como guerreiras e conselheiras. A ascensão de Rhaenyra quebra esse padrão, mas também expõe a resistência profundamente enraizada contra o governo feminino nos Sete Reinos.
Nos livros de Fire & Blood, seu reinado dura apenas seis meses antes de ser expulsa por levantes populares causados pela falta de recursos e pelos altos impostos impostos para financiar a guerra. Mesmo assim, ela consegue o que nenhuma outra mulher conseguiu: sentar‑se no trono e ser reconhecida, ainda que brevemente, como soberana.
Daenerys Targaryen: a rainha que nunca sentou no trono
Daenerys chega a porto real com dragões e fogo, destruindo exércitos e a própria população civil. Embora seja proclamada rainha após a tomada da cidade, ela nunca consegue sentar‑se no Trono de Ferro, pois é morta por Jon Snow antes de poder consolidar seu governo. Seu legado fica marcado pela destruição e pela questão de se o fim justifica os meios.
Para o público brasileiro, a trajetória de Daenerys costuma gerar debates acalorados: enquanto alguns a veem como libertadora, outros a consideram tirana cujo desejo de quebrar a roda acabou por gerar mais caos do que ordem.
Cersei Lannister: a rainha que manteve o poder por mais tempo
Cersei assume o Trono de Ferro após a explosão do Septo de Baelor e a morte de Tommen Baratheon. Seu reinado, embora curto em termos absolutos, dura mais tempo que o de Rhaenyra e Daenerys combinados, já que ela consegue se manter no poder até ser derrotada por Daenerys (e posteriormente por seus próprios aliados). Sua força reside na manipulação política e na ausência de oposição imediata em Porto Real.
Entretanto, seu governo é lembrado principalmente pela repressão e pela falta de visão de longo prazo, culminando em sua morte perante um rival que nunca teve a chance de sentar‑se no trono.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Para fãs que valorizam a quebra de barreiras de gênero e a coragem de enfrentar um sistema patriarcal, Rhaenyra Targaryen representa o marco mais significativo. Seu feito é histórico dentro da cronologia de Westeros e não será repetido por mais de 170 anos, conforme a narrativa indica.
Se o critério for o impacto visual e a espetacularidade da conquista de poder, Daenerys Targaryen lidera com suas cenas de dragões e fogo, ainda que seu governo nunca tenha se materializado plenamente no trono.
Já para quem avalia a capacidade de manter o controle e administrar um reino em tempos de crise, Cersei Lannister se destaca pela longevidade de seu reinado, embora seu legado seja manchado por táticas de medo e repressão.
Em síntese, cada rainha oferece uma lição diferente: Rhaenyra mostra a dificuldade de ser aceita como líder; Daenerys alerta sobre os perigos do poder absoluto sem legitimidade; Cersei demonstra que a manutenção do poder pode ser possível, mas frequentemente custa a alma do governante.
Os novos episódios de House of the Dragon Season 3 são lançados todo domingo às 21h (horário do leste dos EUA) na HBO e HBO Max, permitindo que os espectadores brasileiros acompanhem a continuação dessa disputa pelo Trono de Ferro em tempo quase real.


