Zach Cregger entregou o primeiro grande teste de fogo do seu Resident Evil: um clipe de 3 minutos liberado por sony e playstation em que chove zumbi — literalmente — sobre o protagonista Bryan, vivido por Austin Abrams. A sequência, batizada de "It's Raining (Dead) Men", é a mesma zombie gauntlet anunciada em trailers, spots de TV e materiais promocionais anteriores, agora exibida em forma estendida. O longa chega aos cinemas em 18 de setembro, e o material divulgado confirma a aposta do diretor em traduzir a tensão dos jogos para o cinema.
O que o clipe de 3 minutos revela sobre o filme
O vídeo liberado pela Sony em parceria com o PlayStation não é um teaser curto: são três minutos contínuos do que o estúdio chama de "algumas das cenas de horror zumbi mais insanas que você nunca viu". Em vez de cortes rápidos de trailer, o clipe aposta em one-shot e em coreografia física para fazer a chuva de mortos virar um pesadelo sensorial — algo raro em adaptações de jogos, onde o ritmo costuma ser fragmentado por efeitos digitais. Para o fã brasileiro, acostumado a adaptações game-to-film com口碑 duvidoso, o tom é uma mudança clara de registro.
Os 6 pontos que importam no novo Resident Evil de Cregger
- A premissa não é uma adaptação direta dos jogos. Cregger avisou desde o anúncio: o roteiro é original, centrado em Bryan, um entregador médico que vira protagonista de uma noite de caos. Não espere Leon, Jill ou Chris como conheces na mitologia de Capcom.
- O foco é "sentir o jogo", não contar a lore. A direção quer capturar a sensação claustrofóbica e desesperadora dos títulos survival horror, especialmente os clássicos da era PS1, em vez de copiar enredos canônicos. Isso divide a base, mas abre espaço para surpresas.
- A cena do gauntlet zumbi é o cartão de visita. Prometida em todos os materiais de marketing desde o primeiro trailer, a sequência da "chuva de homens mortos" finalmente aparece em forma completa. É o momento que vai definir a identidade do longa.
- Zach Cregger já tem crédito com o público de terror. Depois de Barbarian e do vencedor do Oscar Weapons, o diretor carrega um passe de confiança raro em Hollywood. Parte da hesitação dos fãs mais hardcore de Resident Evil foi neutralizada por essa bagagem.
- Austin Abrams carrega o filme nas costas. O ator de Euphoria e Paper Towns interpreta Bryan, o ponto de entrada do espectador comum numa história sem Leon Kennedy ou Alice. A escolha de um nome menos óbvio sugere que Cregger quer口碑 da crítica, não só de fanservice.
- A parceria Sony + PlayStation virou máquina de hype. A liberação do clipe pelos dois braços da mesma gigante (Sony Pictures + PlayStation) mostra o quanto o projeto é estratégico para a marca. É um termômetro do peso que Resident Evil tem hoje no entretenimento global.
Por que Cregger é a aposta certa (e por que divide)
Cregger construiu carreira fazendo terror autoral em orçamento baixo: Barbarian (2022) virou cult instantâneo, e Weapons consolidou o estilo com premissa high-concept e execução clínica. Quando ele assumiu Resident Evil, o movimento foi tratado como ousado por parte do estúdio, que confiou numa marca bilionária a um cineasta de horror independente. O risco é parte do apelo.
A comunidade mais hardcore, porém, não engoliu bem a ideia de um filme sem os personagens icônicos de Capcom. Fãs de Resident Evil no Brasil cresceram jogando RE2, RE4 e RE Village, e a perspectiva de uma "experiência" em vez de uma adaptação literária gerou thread semanas nas redes. A estratégia de Cregger — ouvir o feedback mas segurar a visão — lembra o que James Wan fez em Jogos Mortais e em Invocação do Mal: agradar o público novo sem alienar o velho.
Como assistir e o que esperar até setembro
Resident Evil segue Bryan, um entregador médico que se vê no meio de uma noite fatídica cercado por caos — sem parar. É a descrição oficial divulgada junto com o clipe, e resume bem a promessa: corrida contra o relógio, sobrevivência pura.
A estreia está marcada para 18 de setembro nos cinemas. No Brasil, a expectativa é que a Sony Pictures Brasil confirme datas de pré-estreia e sessões especiais nas próximas semanas, padrão para títulos de terror voltados ao público jovem-adulto. Fãs que quiserem maratonar antes podem revisar Weapons e Barbarian nas plataformas de streaming — é a forma mais rápida de entender o vocabulário visual que Cregger traz para Raccoon City (ou para o que quer que ele tenha renomeado).
A conta regressiva até o lançamento também inclui novos materiais promocionais esperados: trailers finais, spots de TV e possíveis clipes estendidos como o desta semana. Para o fã brasileiro, vale acompanhar os canais oficiais da Sony Pictures Brasil e do PlayStation Brasil — costumam soltar materiais localizados em português antes da estreia.
O que separa hype de fato neste anúncio
- Fato confirmado: o clipe de 3 minutos existe, foi liberado por Sony e PlayStation, e mostra a cena do gauntlet zumbi em forma completa.
- Fato confirmado: a estreia é 18 de setembro nos cinemas.
- Promessa (não verificada): que o filme vai capturar "a experiência dos jogos" — só dá para confirmar com a sessão de cinema.
- Premissa repetida: Austin Abrams vive Bryan, protagonista original; não há personagens canônicos de Capcom confirmados.
Vale a pena acompanhar de perto?
Para o fã de terror que acompanha o renascimento do gênero pós-Hereditary e Barbarian, o novo Resident Evil é um dos lançamentos mais monitorados do ano. Cregger ainda não errou em escala relevante, e o material divulgado mostra que a sequência da chuva de zumbis é tratada como highlight do filme, não como easter egg. Se você gosta de survival horror, anote a data de 18 de setembro e prepare o coração.
Para o fã mais velho de Resident Evil, que cresceu esperando ver Leon e Claire no cinema com fidelidade aos jogos, o filme continua sendo uma aposta: não vai entregar a adaptação literal que muita gente queria, mas pode oferecer algo diferente — e, dependendo do resultado, até melhor. A resposta sai em setembro. Até lá, o clipe já está disponível no canal oficial da Sony Pictures e do PlayStation no YouTube, e vale assistir mais de uma vez antes de cravar opinião.


