TL;DR: A NASA acabou de escolher a Relativity Space, empresa de foguetes fundada por Eric Schmidt, ex‑executivo do Google, para levar o payload Aeolus a Marte em 2028. O acordo inclui foguete, nave e operação de cruzeiro.
O que aconteceu
A agência espacial americana anunciou que a Relativity Space foi a vencedora do contrato para colocar o payload Aeolus em órbita marciana. O projeto, que ainda está nos estágios iniciais, prevê o lançamento de um foguete totalmente fabricado com impressão 3d, tecnologia que a empresa tem aperfeiçoado desde 2015. O objetivo do Aeolus é gerar a primeira visão integrada e diária dos ventos, temperaturas, poeira e nuvens de Marte, algo que pode mudar drasticamente a forma como entendemos o clima do Planeta Vermelho.
Segundo o comunicado oficial da NASA, a parceria público‑privada cobre "spacecraft, rocket, and cruise operations" – ou seja, a própria nave, o foguete que a impulsionará e todo o controle de cruzeiro até o planeta. A escolha da Relativity Space coloca a companhia ao lado de nomes como SpaceX, que já tem missões planejadas para o mesmo destino.
Como chegamos aqui
Para entender por que a NASA bateu o martelo na Relativity Space, vale lembrar alguns marcos da empresa:
- 2015: fundação da Relativity Space por Tim Ellis e Jordan Noone, com apoio de investidores do Vale do Silício.
- 2020: lançamento do terran 1, primeiro foguete totalmente impresso em 3D, embora ainda não tenha sido usado em missão orbital.
- 2022‑2023: testes de motores Aeon, que prometem ser mais leves e reutilizáveis que os convencionais.
- 2024: aquisição de um contrato de teste de micro‑satélites com a US Air Force, demonstrando confiança do governo dos EUA na tecnologia.
O ponto de virada foi a entrada de Eric Schmidt, ex‑CEO da Google, como presidente do conselho em 2025. Schmidt trouxe não só capital, mas também a mentalidade de "software‑first" para a indústria aeroespacial, acelerando a integração de IA nos processos de design e produção. Essa mudança foi crucial para a NASA, que busca parceiros capazes de reduzir custos e prazos com soluções inovadoras.
Além disso, a NASA tem reforçado sua estratégia de parcerias com empresas privadas para dividir riscos e acelerar a exploração. O programa Artemis, por exemplo, já conta com múltiplos contratos para módulos lunares. O contrato com a Relativity Space segue essa lógica, mas agora focado em Marte.
O que vem depois
Com o contrato assinado, o cronograma preliminar indica:
- 2025‑2026: finalização do design do foguete e início da produção em massa dos componentes impressos.
- 2027: testes integrados de voo, incluindo simulações de cruzeiro interplanetário.
- Final de 2027: preparação do payload Aeolus e integração à nave.
- 2028: lançamento oficial, seguido de um trajeto de cerca de 7‑8 meses até Marte.
Se tudo correr como o planejado, o Aeolus começará a enviar dados quase em tempo real assim que entrar na atmosfera marciana, permitindo que cientistas de todo o mundo monitorem o clima do planeta com uma frequência nunca antes vista. Esse fluxo de informações pode ser a base para futuras missões tripuladas, já que entender o clima marciano é essencial para garantir a segurança de astronautas.
É claro que ainda há riscos. A impressão 3D em escala de foguetes ainda é relativamente nova, e falhas catastróficas podem acontecer. Contudo, a NASA parece confiante de que a redundância e os testes extensivos vão mitigar esses perigos. A parceria também abre espaço para que a Relativity Space concorra a outros contratos de exploração, possivelmente até missões de retorno de amostras.
Para ficar no radar
Fique de olho nos próximos anúncios da NASA e da Relativity Space. Eles devem divulgar:
- Detalhes técnicos do foguete terran 2, que será a base da missão.
- Parcerias com fornecedores de componentes eletrônicos e de IA.
- Possíveis colaborações com outras empresas privadas, como a SpaceX, para missões conjuntas ou competições de lançamento.
Enquanto isso, a comunidade geek pode esperar muitos memes sobre "impressão 3D de foguetes" e debates acalorados nos fóruns de tecnologia. Se você curte acompanhar cada passo de missões espaciais, vale a pena seguir as contas oficiais da NASA, da Relativity Space e de Eric Schmidt nas redes sociais – eles costumam soltar spoilers antes de qualquer comunicado oficial.
O veredito
Do ponto de vista tecnológico, a escolha da Relativity Space indica que a NASA está disposta a apostar em inovação disruptiva, mesmo que isso signifique arriscar em tecnologias ainda em fase de maturação. Para os entusiastas de exploração espacial, isso significa mais conteúdo, mais dados e, claro, mais oportunidades de criar teorias conspiratórias nos chats de streamer.
Se a missão for bem‑sucedida, a Relativity Space ganhará um selo de aprovação que pode abrir portas para contratos ainda maiores, enquanto a NASA avançará um passo importante rumo a uma presença humana permanente em Marte. Em resumo: a corrida espacial está mais viva do que nunca, e agora tem um novo competidor que chegou com um foguete feito de “pasta de impressão”.


