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Rampart: Roger Ebert deu nota perfeita ao filme

· · 5 min de leitura
Imagem de Rampart — Rampart: Roger Ebert deu nota perfeita ao filme
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Roger Ebert concedeu nota máxima a Rampart, o thriller policial de 2012 estrelado por Woody Harrelson, destacando a atuação do ator e a ausência de justificativas para o comportamento do protagonista.

O que aconteceu

Em 2012, o filme Rampart chegou aos cinemas dos Estados Unidos com pouca divulgação e acabou se tornando um verdadeiro fracasso de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 1,5 milhão frente a um orçamento estimado em US$ 12 milhões. Apesar do desempenho comercial desastroso, a obra recebeu avaliações favoráveis da crítica especializada, alcançando 74% de aprovação no Rotten Tomatoes.

O ponto alto da recepção crítica veio de Roger Ebert, crítico de cinema da Chicago Sun‑Times, que concedeu ao longa‑série quatro estrelas – a nota máxima em seu sistema de avaliação. Em sua resenha, Ebert elogiou a interpretação de Harrelson como o veterano da polícia de Los Angeles, Dave Brown, e destacou a escolha do diretor de não oferecer explicações fáceis para as ações do personagem.

O filme narra a história de Brown, um policial da divisão Rampart da LAPD, envolvido em um escândalo de corrupção que marcou a década de 1990. O enredo mostra o agente sendo pressionado por autoridades para servir de exemplo, enquanto ele mergulha cada vez mais em comportamentos violentos e imprevisíveis, sem que a trama revele claramente suas motivações internas.

Como chegamos aqui

Oren Moverman, cineasta nascido em Israel e naturalizado americano, dirigiu Rampart. Antes disso, ele havia sido indicado ao Oscar por escrever The Messenger (2009) e, posteriormente, dirigiu Time Out of Mind (2014). Rampart representa o único drama policial entre esses três filmes, e contou com a colaboração do renomado escritor de ficção criminal James Ellroy, conhecido por obras que retratam o submundo de Los Angeles.

O elenco principal inclui Woody Harrelson como Dave Brown e Ben Foster em um papel de apoio. A produção também trouxe Richard Gere ao elenco, embora seu papel seja menos central. A fotografia de Bobby Bukowski utilizou locações reais de Los Angeles, conferindo ao filme uma atmosfera autêntica que reforça a sensação de documentário.

Antes de seu lançamento nos cinemas, Rampart estreou no Festival Internacional de Toronto em 2011, onde recebeu atenção de críticos interessados na abordagem realista da história policial. No entanto, ao chegar aos cinemas em fevereiro de 2012, o filme foi rapidamente apagado das bilheterias, possivelmente devido à sua temática sombria e à falta de campanha de marketing.

A crítica de Ebert destacou um aspecto que costuma passar despercebido: a recusa da narrativa em justificar as ações de Brown. Em vez de atribuir seu comportamento a traumas passados, ganância ou vingança, o filme apresenta um anti‑herói que simplesmente age de forma corrupta. Essa escolha, segundo Ebert, torna o filme mais “absorvente” porque o espectador é forçado a conviver com a incompreensibilidade do vilão.

O que vem depois

Apesar de seu fracasso comercial, Rampart ganhou status de cult entre os amantes de cinema policial. A obra ainda está disponível em plataformas de streaming, como o Tubi, que costuma hospedar títulos menos conhecidos mas de alta qualidade.

Para quem deseja revisitar o filme ou descobrir o que o crítico de Ebert tanto apreciou, a recomendação é prestar atenção nos detalhes de direção – a câmera que acompanha o protagonista de forma quase voyeurista – e na atuação de Harrelson, que combina intimidade e frieza ao mesmo tempo.

Além disso, o legado de Rampart pode ser visto como um ponto de partida para discussões sobre a representação da corrupção policial no cinema contemporâneo. Outros diretores têm explorado temáticas semelhantes, como The Shield (série da FX) e Training Day (filme de 2001). A abordagem de Moverman, ao recusar explicações fáceis, oferece um modelo de como o gênero pode evoluir para narrativas mais ambíguas e desconfortáveis.

Com a morte de Roger Ebert em 2013, sua avaliação de Rampart permanece como um dos últimos exemplos de sua famosa “nota perfeita”. O reconhecimento de Ebert ainda serve como um convite para que novos públicos descubram o filme, reforçando a ideia de que um crítico pode, em certos casos, mudar a percepção de uma obra que de outra forma seria esquecida.

Para ficar no radar

Se você ainda não assistiu Rampart, vale a pena reservar um tempo para analisar a performance de Woody Harrelson e a direção de Oren Moverman. A obra oferece uma visão crua e sem filtros da corrupção policial, algo que ainda ressoa nos debates atuais sobre justiça e responsabilidade institucional.

  • Assista ao filme em plataformas de streaming como Tubi.
  • Releia a resenha completa de Roger Ebert para entender seu ponto de vista.
  • Compare Rampart com outras obras de James Ellroy e com séries como The Shield para perceber as nuances do gênero.

Ao fazer isso, você não apenas descobrirá um thriller policial subestimado, mas também entenderá por que um dos críticos mais influentes da história do cinema concedeu-lhe a tão rara nota máxima.

Perguntas frequentes

Por que Roger Ebert deu nota perfeita a Rampart? ▾
Ebert elogiou a atuação de Woody Harrelson e a decisão do filme de não justificar as ações do protagonista, tornando a história mais absorvente e perturbadora.
Onde posso assistir Rampart hoje? ▾
O filme está disponível para streaming na plataforma Tubi, que oferece acesso gratuito com anúncios.
Qual é a relação de James Ellroy com Rampart? ▾
James Ellroy, escritor conhecido por romances policiais ambientados em Los Angeles, co‑escreveu o roteiro de Rampart, trazendo sua expertise sobre o submundo da cidade.
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