Rainbow Six Tactics chega ao Gamescom com destruição de ambientes que permite abrir linhas de visão, mudando a clássica necessidade de flanquear. Enquanto XCOM 2 e Gears Tactics mantêm a cobertura como ponto fixo, o novo título da Ubisoft transforma paredes em ferramentas estratégicas.
Rainbow Six Tactics: destruição como ferramenta tática
Segundo o diretor criativo Elie Benhamou, a destruição foi pensada desde o início como um recurso para resolver situações, não apenas como efeito visual. Cada operador tem ao menos um jeito de quebrar paredes ou coberturas, e os buracos criados são realmente gaps pelos quais se pode atirar. Isso abre duas possibilidades:
- Criação de linhas de visão instantâneas, permitindo eliminar alvos sem precisar contornar o corredor.
- Risco de exposição: ao abrir um buraco, você também pode ser alvo de armas de curta distância ou gadgets inimigos.
Operadores como Ash (com seu lançador de granadas de impacto) e Sledge (com o martelo gigante) podem derrubar praticamente qualquer obstáculo, enquanto Nøkk precisa chegar mais perto e gastar munição para abrir brechas.
XCOM 2: destruição limitada, foco em posicionamento
Em XCOM 2, a maioria dos cenários apresenta paredes indestrutíveis. A estratégia gira em torno de encontrar ângulos de ataque seguros, usar habilidades de cobertura e esperar o turno do inimigo para contra‑ataque. A única forma de “quebrar” a cobertura costuma ser através de habilidades específicas, como a explosão de um soldado suicida, mas isso é raro e não altera a dinâmica de flanco.
Gears Tactics: habilidades ao invés de explosões
Gears Tactics aposta em habilidades de classe que podem mover ou empurrar inimigos, mas não destrói o cenário. O foco está em combinar poderes como “Overwatch” e “Rage” para controlar áreas, mantendo a tradição de flanquear por trás de portas ou paredes fixas. A ausência de destruição deixa o jogador dependente de posicionamento tradicional.
Comparativo de recursos
| Recurso | Rainbow Six Tactics | XCOM 2 | Gears Tactics |
|---|---|---|---|
| Destruição de ambiente | Sim, em quase todas as paredes e coberturas | Não, paredes são estáticas | Não, foco em habilidades de classe |
| Criação de linhas de visão | Sim, ao abrir buracos | Não, depende de ângulos predefinidos | Não, depende de habilidades de visão |
| Risco de exposição | Alto – buracos podem ser usados contra você | Baixo – cobertura fixa protege | Médio – habilidades podem atrair fogo |
| Operadores especializados | Ash, Sledge, Nøkk (destruição pesada) | Soldados padrão, poucas habilidades de demolir | Classes com poderes únicos, mas sem destruição |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você curte táticas dinâmicas e quer sentir que cada tiro pode mudar o mapa, Rainbow Six Tactics é a escolha óbvia. A destruição acrescenta uma camada de imprevisibilidade que deixa o jogador constantemente avaliando risco x recompensa.
Para quem prefere jogos mais previsíveis, onde o desafio está em escolher a posição correta antes de cada rodada, XCOM 2 ainda oferece a experiência mais refinada, com seu foco em planejamento e gestão de recursos.
Já os fãs de combos de habilidades e de um ritmo mais agressivo, sem se preocupar com paredes quebráveis, vão achar Gears Tactics mais alinhado ao estilo de jogo, graças ao seu sistema de classes e poderes explosivos.
Em resumo, a destruição de Rainbow Six Tactics não só amplia o leque de estratégias, como também coloca o jogador em uma zona de conforto instável – exatamente o que o diretor criativo prometeu: “mudar a noção de segurança tanto para o inimigo quanto para você”.
Para ficar no radar
A Ubisoft ainda não revelou data oficial de lançamento, mas a demonstração na Gamescom já deixou claro que a destruição será um ponto central da jogabilidade. Enquanto isso, vale acompanhar as atualizações da desenvolvedora e testar as mecânicas em builds de acesso antecipado, caso estejam disponíveis.
Se você já está cansado das mesmas rotinas de flanco em jogos de turno, dê uma olhada em Rainbow Six Tactics e veja se a quebra de paredes realmente traz a sensação de “não estar seguro” que o título promete.
"Para nós, a destruição foi uma feature chave desde o começo" – Elie Benhamou, diretor criativo.


