WhatsApp Instagram YouTube
Culpa do Lag CULPA DO LAG
Cinema e Series

Quit Laughing, Shijima: o one‑shot que conclui a história LGBTQ+ que My Hero Academia deixou em aberto

· · 4 min de leitura
Jovem atleta em corrida na esteira, vestindo roupa esportiva azul, segurando garrafa de água
Compartilhar WhatsApp

TL;DR: Kohei horikoshi, criador de My Hero Academia, lançou o one‑shot Quit Laughing, shijima, que combina horror e romance para concluir a história de amor LGBTQ+ que a série principal apenas insinuou.

O que aconteceu?

Em agosto de 2026, a editora shueisha publicou Quit Laughing, Shijima, um one‑shot de My Hero Academia escrito e ilustrado por Kohei Horikoshi. O mangá, embora mantenha o estilo visual característico da série, abandona o gênero shōnen para explorar um tom de horror semelhante ao de Jujutsu Kaisen. A trama acompanha azumi, que tenta salvar Shijima, uma jovem designada como sacrifício em um ritual antigo da cidade. Ao desafiar o destino da garota, Azumi cria um vínculo que se transforma em um romance explícito.

O destaque da obra está na subtexto romântico entre Shijima e Azumi, que remete diretamente à relação não confirmada entre uraraka Ochaco e Himiko toga, duas personagens de My Hero Academia cujos sentimentos mútuos foram sugeridos ao longo da série, mas nunca concretizados.

Como chegamos aqui?

Desde o fim do mangá de My Hero Academia – concluído há mais de dois anos – e o encerramento da adaptação anime, a comunidade de fãs tem buscado respostas para a dinâmica entre Uraraka e Toga. Diversas entrevistas e capítulos do mangá mostraram Toga expressando afeto por Uraraka, culminando em um momento emotivo onde Uraraka aceita Toga como ela é, oferecendo sangue e apoio. Contudo, a morte de Toga antes de um desfecho romântico deixou a história incompleta.

Horikoshi, reconhecido por inserir mensagens sociais sutis em sua obra, utilizou Quit Laughing, Shijima como um veículo para concluir essa narrativa. Ao criar uma personagem feminina que enfrenta um sacrifício imposto pela sociedade – similar ao papel de Toga como “outcast” – e ao introduzir um protetor que aceita sua identidade, Horikoshi espelha o arco emocional de Uraraka e Toga.

  • Azumi: representa o aliado que reconhece a humanidade da protagonista, contrastando com a pressão social que exige conformidade.
  • Shijima: simboliza a vítima de expectativas tradicionais, mas também a pessoa capaz de romper o ciclo ao ser aceita por quem a vê além do rótulo.
  • Ritual de sacrifício: ecoa a temática de marginalização que Toga enfrenta por causa de seu Quirk.

Além do romance, o one‑shot apresenta cenas de terror que lembram a atmosfera de Jujutsu Kaisen, reforçando a versatilidade de Horikoshi ao transitar entre gêneros sem perder sua assinatura artística.

O que vem depois?

Embora Quit Laughing, Shijima seja um conto autônomo, sua publicação abre espaço para discussões sobre representatividade LGBTQ+ nos mangás shōnen. A obra demonstra que, mesmo fora do formato de série longa, um autor pode oferecer encerramentos simbólicos a narrativas subentendidas pelos fãs.

Para o público, a principal consequência é a validação da interpretação de que Uraraka e Toga possuem um vínculo romântico, agora confirmada de forma implícita pelo criador. Isso pode influenciar futuras obras de Horikoshi ou de outros mangakás que desejam explorar relações não heteronormativas sem comprometer o apelo comercial.

Do ponto de vista editorial, a estratégia de lançar um one‑shot como complemento de um universo já consolidado pode servir de modelo para outras franquias que buscam manter o engajamento da base de fãs após o término de suas histórias principais.

Para ficar no radar

Os leitores que desejam aprofundar a análise da relação entre Uraraka e Toga podem revisitar os capítulos finais do mangá de My Hero Academia, especialmente as cenas em que Uraraka oferece sangue a Toga. Além disso, acompanhar as próximas publicações de Horikoshi em Weekly Shōnen Jump será essencial para identificar possíveis novas incursões em temáticas semelhantes.

Com Quit Laughing, Shijima, Horikoshi demonstra que há espaço para histórias de amor LGBTQ+ mesmo em universos predominantemente voltados para ação e heroísmo. O one‑shot pode ser visto como um marco simbólico que encerra uma lacuna emocional deixada pelos fãs, ao mesmo tempo que abre portas para narrativas mais inclusivas no futuro.

"Ao aceitar Toga como ela é, Uraraka não só salvou uma amiga, mas também mostrou que o amor pode transcender expectativas de gênero." – análise de crítica de anime.
Culpa do Lag
Curtiu? Recebe as próximas no WhatsApp.

Games, animes, filmes e tech — as notas quentes direto no nosso canal, sem depender de algoritmo.

Seguir no canal

Veja tambem

Compartilhar WhatsApp