O ps5 pro — versão turbinada do console da Sony lançada por US$ 900 — sumiu do varejo oficial nos Estados Unidos. Revendedores terceiros na Amazon pedem até US$ 1.300 pelo aparelho, um ágio de quase 45% sobre o preço sugerido. A corrida acontece enquanto um boicote organizado por jogadores mantém consoles desligados em protesto contra políticas da plataforma.
Fato: PS5 Pro esgota e preço dispara no mercado paralelo
O modelo mais potente da geração atual da Sony não está mais disponível nas principais lojas americanas pelo preço de tabela. Quem quiser garantir o hardware agora precisa recorrer a revendedores — conhecidos como scalpers — que aproveitam a escassez para cobrar valores muito acima do MSRP (preço sugerido pelo fabricante).
O console chega a US$ 1.300 na Amazon americana, valor que inclui o aparelho com 1 TB de armazenamento interno, mas sem leitor de disco físico — item vendido separadamente. A versão base do PS5 Pro não inclui drive óptico, o que já gerava reclamações antes mesmo da alta de preços.
Contexto: por que o gta 6 move mais que o protesto
Grand Theft Auto 6 — o próximo capítulo da franquia mais lucrativa da história dos games, desenvolvida pela Rockstar Games — tem lançamento previsto para 2025. A expectativa é tão grande que jogadores estão dispostos a pagar prêmio pelo hardware mais capaz de rodar o título com melhor desempenho gráfico e taxa de quadros.
O PS5 Pro oferece GPU mais potente, tecnologia de upscaling PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution) e ray tracing aprimorado. Para quem quer a melhor experiência possível no dia do lançamento do GTA 6, o console virou item de desejo — mesmo sem leitor de disco e mesmo custando quase o dobro de um PS5 padrão.
Enquanto isso, o movimento de boicote — batizado de "blackout permanente" — pede que jogadores mantenham seus consoles desligados e não comprem jogos ou assinaturas da PSN. A reclamação central envolve políticas de preços, remoção de conteúdos comprados e falta de retrocompatibilidade ampla. Mas a adesão real ao protesto parece insuficiente para frear a demanda.
Reação dos fãs e do mercado: divisão entre princípio e vontade
A comunidade está rachada. Em fóruns como Reddit e ResetEra, há quem critique quem "fura o boicote" comprando o Pro. Outros argumentam que o protesto não tem pautas claras nem liderança organizada, o que dificulta adesão em massa.
- Jogadores que aderiram ao boicote relatam manter PS5 e PS4 desligados há semanas.
- Revendedores comemoram: estoques comprados no lançamento agora rendem lucro alto.
- Analistas de mercado apontam que a Sony já vendeu a maior parte da produção inicial do Pro.
- VocêTubers de tecnologia mostram unboxings do console comprado por US$ 1.300.
Não há dados oficiais de quantas unidades do PS5 Pro foram produzidas neste primeiro lote. A Sony não divulga números de sell-through (vendas ao consumidor final) por modelo. O que se sabe é que o varejo oficial — Best Buy, Walmart, Target, GameStop — mostra "indisponível" ou "esgotado" nas páginas do produto.
O que esperar: reposição, bundles e a sombra do GTA 6
A Sony costuma repor estoques de hardware em ondas. Novos lotes do PS5 Pro devem chegar às lojas americanas nas próximas semanas, mas não há data confirmada. Historicamente, a empresa lança bundles (pacotes) com jogos de peso para impulsionar vendas em feriados como Black Friday e Natal.
Se GTA 6 mantiver a janela de 2025, a pressão por hardware potente só aumenta. A Rockstar ainda não confirmou requisitos técnicos nem se haverá modo desempenho a 60 fps no PS5 base — o que faria o Pro menos essencial. Por ora, a promessa de "melhor versão possível" sustenta o ágio.
Para quem não quer pagar US$ 1.300, a alternativa é esperar a reposição oficial ou avaliar se o PS5 padrão (com ou sem leitor de disco) atende às necessidades. O leitor de disco avulso custa US$ 80 nos EUA e também sofre com estoque instável.
Para ficar no radar
A disputa entre princípio e desejo expõe um dilema moderno: boicotes de consumidores em games funcionam quando a adesão é massiva e coordenada. O caso do PS5 Pro mostra que, diante de um lançamento do calibre de GTA 6, a vontade individual costuma falar mais alto que o coletivo. Fique atento a três pontos nas próximas semanas:
- Anúncio oficial de reposição do PS5 Pro no varejo americano.
- Possível bundle de fim de ano incluindo GTA 6 (quando o jogo tiver data firme).
- Movimento dos scalpers: se a Sony inundar o mercado, os preços no paralelo caem rápido.
Enquanto isso, a fila virtual para comprar um console de US$ 900 por US$ 1.300 segue andando. E o boicote? Continua no escuro, com consoles desligados — mas sem impedir que as prateleiras esvaziem.


