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Poor Things: 5 motivos que o tornam um dos melhores filmes da década

· · 4 min de leitura
Jovem faz cardio na esteira, segurando pipoca e garrafa de água, enquanto a tela exibe cenas de Poor Things
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TL;DR: Poor Things (2023) combina humor ácido, estética steampunk e a atuação vencedora de oscar de Emma Stone, garantindo seu lugar entre os melhores filmes da década. A adaptação do romance de Alasdair Gray traz um frescor inesperado ao gênero de ficção científica, enquanto o diretor Yorgos Lanthimos oferece uma visão única que divide críticos.

Por que Poor Things merece estar entre os melhores da década?

  1. Humor irreverente que escapa ao padrão de Lanthimos. Diferente das comédias sombrias habituais do diretor, o filme abraça uma comicidade vibrante que equilibra o grotesco com o encantador, tornando a experiência mais acessível sem perder a assinatura autoral.
  2. Adaptação ousada do romance de Alasdair Gray. Ao transpor a história de 1992 para um cenário vitoriano londrino, Lanthimos cria um contraste cultural que amplia o alcance temático, ao mesmo tempo em que preserva a essência post‑moderna da obra.
  3. Performance de Emma Stone que transcende o convencional. Stone entrega uma Bella Baxter que mistura a inocência de um bebê com a elegância de uma adulta, garantindo-lhe o Oscar de Melhor Atriz e provando sua versatilidade ao lado de papéis mais comerciais.
  4. Estética steampunk impecável. O design de produção mergulha o espectador em um universo retro‑futurista, onde máquinas a vapor e dispositivos elétricos criam um cenário visualmente rico que complementa a narrativa de reconstituição da vida.
  5. Temas universais de identidade e emancipação. A jornada de Bella, que aprende a viver com um corpo adulto e uma mente infantil, abre espaço para reflexões sobre autonomia, gênero e o que significa ser humano em um mundo artificial.

Os pontos que ainda geram debate

Apesar dos elogios, Poor Things não escapou das críticas. Alguns espectadores apontam que a mudança de cenário de Glasgow para Londres dilui a carga política original do romance escocês, reduzindo a presença da identidade nacional que Alasdair Gray tanto valorizava. Outros argumentam que o ritmo narrativo, por vezes, parece arrastado, especialmente nas sequências que exploram a gradual maturação de Bella.

  • Remoção dos temas escoceses pode afastar fãs da obra original.
  • Algumas cenas de desenvolvimento são excessivamente lentas.
  • O tom híbrido entre comédia e drama pode confundir expectativas do público.

Como a parceria entre Lanthimos e Stone evoluiu

Desde The Favourite (2018), Lanthimos e Stone construíram uma química que se fortaleceu a cada projeto. Em Kinds of Kindness (2024) e Bugonia (2025), a atriz assumiu papéis ainda mais desafiadores, incluindo a encarnação de uma CEO farmacêutica desprovida de empatia. Essa trajetória demonstra que a colaboração deles não é apenas recorrente, mas também um laboratório de experimentação artística que eleva ambos os nomes.

O lado que ninguém está vendo

O sucesso de Poor Things vai além da crítica especializada. O filme conseguiu atrair um público que normalmente evita o cinema de autor, graças ao apelo visual e à presença de uma estrela de Hollywood. Essa ponte entre o mainstream e o experimental pode ser vista como um modelo para futuros projetos que buscam equilibrar integridade criativa e acessibilidade comercial.

Além disso, a escolha de Lanthimos de excluir as nuances políticas escocesas abre espaço para que a história seja reinterpretada globalmente, permitindo que espectadores de diferentes contextos encontrem significado próprio na narrativa de renascimento e libertação. Essa universalização, embora controversa, pode ser a chave para o legado duradouro do filme.

Em suma, Poor Things não é apenas um filme que agradou ao Oscar; ele representa um ponto de inflexão onde a ficção científica encontra o teatro de absurdos, tudo isso conduzido por uma das performances mais memoráveis da década.

FAQ

  • Q: Por que Poor Things foi considerado um dos melhores filmes de ficção científica de 2023?
    A: O filme combina humor ácido, visual steampunk e uma narrativa de identidade que se destaca entre os lançamentos de sci‑fi, além de contar com a atuação premiada de Emma Stone.
  • Q: A mudança de cenário de Glasgow para Londres prejudicou a adaptação?
    A: Alguns fãs da obra original criticam a perda das referências escocesas, mas a decisão ampliou o apelo universal da história, facilitando a conexão com audiências internacionais.
  • Q: Qual foi o impacto da parceria entre Lanthimos e Emma Stone nos filmes posteriores?
    A: A colaboração gerou projetos cada vez mais ousados, como Kinds of Kindness e Bugonia, consolidando a atriz como referência em papéis desafiadores e o diretor como inovador do cinema contemporâneo.
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