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Parque Dragon Ball na França: Macron anunciou, mas Toei e Shueisha ainda não deram o 'sim'

· · 3 min de leitura
Jovens praticando artes marciais em traje de Goku, com kettlebells e bandeira da Toei ao fundo
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O governo francês soltou o anúncio bombástico: um parque temático de mangá orçado em 6 bilhões de euros — cerca de 37 bilhões de reais na cotação atual — vai nascer em Cergy-Pontoise, nos arredores de Paris. O problema? Os donos de dragon ball — a Bird Studio (estúdio do falecido Akira Toriyama), a editora Shueisha e a Toei Animation — ainda não assinaram embaixo. O Le Monde furou a reportagem: fontes anônimas confirmam que a licença essencial não foi concedida, "pelo menos não ainda".

O que aconteceu

Tudo começou com o presidente Emmanuel Macron subindo no palco para vender o projeto como "maior coisa desde a Disneyland Paris" e prometendo 22 mil empregos novos. A The Japan Times e a BBC reforçaram que uma das áreas seria temática de Dragon Ball. Só que o Le Monde foi checar os bastidores e descobriu que a Qiddiya Investment Company, fundo saudita por trás do empreendimento, não tem o "golden ticket" — a licença oficial — nas mãos. Sem o aval do trio japonês, não tem goku, não tem freeza, não tem kamehameha no parque.

Como chegamos aqui

A ideia de um parque de mangá na França não nasceu ontem. O mercado europeu de anime e mangá explodiu nos últimos anos — a França é o segundo maior consumidor de mangá do mundo, só perde para o Japão. Macron vê o projeto como moeda de troca cultural e econômica: atrai turistas, gera emprego, posiciona o país como hub geek da Europa. A Qiddiya, por sua vez, é o braço de entretenimento da Arábia Saudita, que vem comprando fatias de tudo quanto é IP japonês (eles têm participação na Nintendo, na SNK, na Capcom...). O casamento parecia perfeito no papel.

Mas propriedade intelectual japonesa não funciona no "aperto de mão". A Bird Studio guarda o legado do Akira Toriyama com unhas e dentes — o homem criou Dragon Ball, Dr. Slump, desenhou Chrono Trigger, Dragon Quest. A Shueisha controla o mangá na Weekly Shonen Jump. A Toei Animation manda no anime, nos filmes, nos jogos, no merchandising. Qualquer uso de imagem, nome, transformação, ataque — tudo passa por aprovação tripla. E japonês não assina contrato corrido só porque um presidente fez discurso bonito.

O que vem depois

O projeto não morreu — mas entrou em limbo. A Qiddiya pode negociar, pagar o que for pedido, ajustar o escopo (talvez use só IPs de domínio público ou franquias que já topem). Ou o parque sai genérico: "mangá land" sem Dragon Ball, One Piece, Naruto. Seria como abrir um parque da Disney sem Mickey. O Le Monde diz que as conversas continuam "em andamento". Enquanto isso, 22 mil vagas de emprego e 6 bi de euros ficam no "aguardando aprovação".

  • Bird Studio, Shueisha e Toei Animation são os três pilares que precisam dizer "sim".
  • Sem licença, o parque não pode usar nenhum elemento de Dragon Ball — nem logo, nem personagem, nem ataque.
  • A Qiddiya Investment Company é o dinheiro por trás; a Arábia Saudita já tem parques temáticos em construção (Qiddiya City, perto de Riad).
  • França é o maior mercado de mangá da Europa — 48 milhões de volumes vendidos só em 2023.

O que falta saber

Três perguntas vão ditar o próximo capítulo: (1) A Qiddiya topa pagar o que os japoneses pedem — e o preço costuma ser salgado? (2) Se Dragon Ball ficar de fora, quais IPs sobram para segurar um parque de 6 bi? (3) Macron vai segurar o cronograma ou o projeto vira mais uma "obra do PAC" francesa? Por enquanto, o Kamehameha continua no papel. E a gente fica no aguardo — sem scouter pra medir o power level dessa negociação.

Perguntas frequentes

Por que o parque de Dragon Ball na França não tem aprovação ainda?
Os direitos de Dragon Ball pertencem a três entidades — Bird Studio (legado de Akira Toriyama), Shueisha (editora do mangá) e Toei Animation (direitos do anime). Todas precisam autorizar o uso, e nenhuma assinou contrato até agora.
Quem está financiando o parque temático de mangá na França?
A Qiddiya Investment Company, fundo de investimento da Arábia Saudita voltado para entretenimento, é a empresa por trás do aporte de 6 bilhões de euros.
O parque pode abrir sem a licença de Dragon Ball?
Pode abrir, mas não poderá usar nenhum elemento da franquia — nem nomes, nem personagens, nem logos, nem ataques icônicos. Seria um parque genérico de mangá sem a maior IP do meio.
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