Volume 115 de one piece liderou o ranking mensal da Oricon para julho 2026, ultrapassando a marca de um milhão de cópias vendidas.
O que aconteceu
Em 6 de agosto, a Oricon Inc. divulgou os números de vendas de mangás impressos entre 29 de junho e 2 de agosto. O 115º volume, lançado em 3 de julho, registrou 1.020.422 cópias vendidas, garantindo o primeiro lugar no ranking. Logo atrás, o volume 39 de hunter x hunter ficou em segundo, com 661.825 cópias.
Além de One Piece, a lista trouxe outros títulos como the apothecary diaries, daemons of the shadow realm e one-punch man, mostrando a diversidade de gêneros que ainda conseguem boas vendas no mercado físico.
Como chegamos aqui
O sucesso contínuo de One Piece não é surpresa. Desde que o mangá ultrapassou 600 milhões de cópias mundialmente com o volume 114, a série mantém um ritmo de lançamentos que alimenta a demanda. A estratégia de Eiichiro Oda de entregar capítulos bem estruturados, aliados a arcos narrativos épicos como o recente elbaph, garante que leitores colecionem cada edição.
- Calendário de lançamentos: a publicação mensal cria um ciclo de expectativa que impulsiona as vendas.
- Distribuição física: apesar do crescimento digital, o modelo tradicional de mangás impressos ainda domina o consumo no Japão.
- Sincronização com o anime: a transmissão do arco Elbaph pela Crunchyroll, com dublagem em inglês prevista para o outono, gera um efeito de reforço nas vendas do mangá.
Por outro lado, a retomada de Hunter X Hunter após 22 meses de hiato demonstra que o público ainda tem sede por títulos clássicos, ainda que não alcancem o patamar de One Piece. A presença de obras como The Apothecary Diaries indica que adaptações de light novels continuam relevantes.
O que vem depois
Com o volume 115 no topo, a expectativa recai sobre o próximo lançamento. Se Oda mantiver o ritmo de vendas, o volume 116 deverá novamente disputar o primeiro lugar, reforçando a hegemonia da série. Contudo, a concorrência está se aquecendo: títulos como blue lock e record of ragnarok mostram crescimento constante.
Além das vendas, o desempenho de One Piece tem implicações para a indústria editorial japonesa. A prova de que mangás impressos ainda podem superar um milhão de cópias mensais serve como argumento contra a ideia de que o formato digital substituirá totalmente o papel nos próximos anos.
Onde isso pode dar
Se a tendência continuar, poderemos observar um reforço de estratégias de marketing que enfatizam o lançamento sincronizado entre mangá e anime, além de edições limitadas que incentivam a compra física. Por outro lado, a dependência de um título tão dominante pode gerar vulnerabilidades: qualquer atraso ou mudança de direção criativa poderia abrir espaço para concorrentes.
Em última análise, o ranking da Oricon para julho 2026 não é apenas um número; é um termômetro da saúde do mercado de mangás e um indicativo de como fãs, editores e plataformas de streaming estão interligados.


