TL;DR: Nicolas Cage confirmou na New York Comic Con que o terceiro filme de National Treasure está em desenvolvimento, mas ainda sem contrato assinado, deixando o futuro da saga em aberto.
O que aconteceu
Durante sua participação na NYCC, o premiado ator Nicolas Cage – conhecido por papéis que vão de Con Air a Leaving Las Vegas – respondeu a perguntas sobre o futuro da franquia National Treasure. Cage revelou que o diretor Jon Turteltaub está trabalhando em um roteiro finalizado e que a Disney parece satisfeita com o material apresentado. No entanto, ele enfatizou que ainda não assinou nenhum contrato e que a produção depende de acordos formais.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Cage ainda comentou que, apesar de ter sido mencionado como parte da quinta temporada de True Detective, ele está mais interessado em projetos que façam sentido para ele, como a ideia de “correr atrás dos arquivos Epstein”, que ele descreveu como uma possível trama para o terceiro filme. A declaração gerou confusão, porque Turteltaub havia afirmado anteriormente que tudo estava “realmente Hollywood real”, sugerindo que o projeto estava pronto para avançar.
Além da conversa sobre National Treasure, Cage aproveitou a ocasião para criticar o uso excessivo de inteligência artificial por estúdios de cinema, citando sua experiência negativa com a Amazon Studios. Ele também anunciou sua participação em novos projetos, como Parish – um thriller pós-apocalíptico – e Lords of War, sequência do clássico de 2005.
Como chegamos aqui
A franquia National Treasure estreou em 2004, com Ben Gates (interpretado por Nicolas Cage) desvendando enigmas históricos para encontrar tesouros lendários. O sucesso do primeiro filme gerou a sequência National Treasure: Book of Secrets em 2007, que também foi bem recebida pelo público. Desde então, rumores sobre um terceiro capítulo circulam há mais de uma década, alimentados por entrevistas esporádicas de Turteltaub e por pedidos de fãs nas redes sociais.
Em agosto do ano passado, Turteltaub comentou em um podcast que o projeto estava “finalmente real” e que a Disney estava pronta para produzir. Essa declaração criou expectativas, mas nenhum anúncio oficial foi feito. A NYCC de 2026 trouxe a primeira confirmação verbal de Cage, que, ao contrário de muitos atores que evitam falar sobre projetos ainda em negociação, decidiu ser transparente com o público.
O clima de incerteza também foi alimentado por declarações contraditórias: enquanto Turteltaub falava de um roteiro concluído, Cage mencionou que ainda não havia assinado contrato e que ainda precisava “tirar os microfones das mãos dos diretores”. Essa tensão reflete a realidade de grandes produções de estúdios, onde o desenvolvimento pode avançar rapidamente, mas a assinatura de contrato ainda é o ponto decisivo.
O que vem depois
Para os fãs brasileiros, a principal questão é se o filme avançará para a fase de produção. Alguns indicadores são importantes:
- Roteiro concluído: Turteltaub afirmou que o script está pronto, o que costuma ser um passo essencial antes da aprovação final.
- Aprovação da Disney: A empresa parece satisfeita, mas ainda não houve anúncio oficial de financiamento.
- Elenco original: Sem a confirmação de retorno de Hannah Swensen (Diane Kruger) ou Riley Poole (Justin Bartha), a produção pode enfrentar resistência dos fãs.
- Calendário de lançamentos: Não há data prevista, o que indica que o projeto ainda está em fase de negociação.
Enquanto o contrato não for assinado, a comunidade pode esperar mais declarações de Cage ou de Turteltaub, possivelmente em podcasts ou eventos como a Comic Con de San Diego. Caso o filme siga adiante, a estratégia de marketing provavelmente envolverá teasers nas redes sociais e parcerias com plataformas de streaming, já que a Disney tem investido fortemente em conteúdo exclusivo.
Além disso, o interesse de Cage em abordar “os arquivos Epstein” pode indicar uma mudança de tom para a franquia, trazendo elementos mais sombrios e contemporâneos. Se isso acontecer, o público brasileiro, acostumado a narrativas de aventura leve, pode precisar se adaptar a um estilo mais investigativo e político.
O que falta saber
Embora a NYCC tenha trazido clareza sobre a existência de um roteiro, ainda há lacunas que podem definir o futuro de National Treasure 3:
- Contratos com o elenco principal: A presença de Cage não garante que os demais personagens retornem.
- Direção criativa: Se Turteltaub permanecer à frente ou se a Disney trouxer um novo diretor, o tom do filme pode mudar drasticamente.
- Distribuição: A Disney pode optar por um lançamento tradicional nos cinemas ou direto no Disney+; a escolha impactará a recepção no Brasil.
Para os fãs que acompanham de perto a franquia, a recomendação é ficar atento às redes sociais oficiais da Disney e dos atores envolvidos, bem como a podcasts de entretenimento que costumam trazer spoilers antes dos anúncios oficiais.
Em resumo, a notícia traz esperança, mas ainda há muito a ser definido. Enquanto o contrato não for assinado, o futuro de National Treasure 3 permanece em suspense, e os fãs brasileiros devem acompanhar de perto os próximos passos anunciados pelos estúdios.


