TL;DR: Naoko Yamada, diretora executiva da Science SARU, viajou à Mongólia para coletar referências de vida cotidiana, arte e história que fundamentam o novo anime Jaadugar: A Witch in Mongolia. A pesquisa foi apresentada na anime expo 2026 e promete trazer autenticidade cultural ao público.
Quem é Naoko Yamada e qual seu papel em Jaadugar?
Naoko Yamada é uma das diretoras mais reconhecidas do cenário de anime contemporâneo, famosa por retratar emoções sutis em obras como Sound! Euphonium e Liz and the Blue Bird. No projeto Jaadugar: A Witch in Mongolia, ela atua como diretora executiva, coordenando a visão geral da série e garantindo que a narrativa visual mantenha o padrão de delicadeza que a caracteriza.
Por que a equipe escolheu a Mongólia como cenário?
O mangá original, publicado pela tomato soup, situa a trama no século XIII, período em que impérios persas e mongóis se entrelaçavam. A escolha da Mongólia oferece um pano de fundo pouco explorado nos animes, permitindo que a série destaque aspectos históricos, como a expansão do Império Mongol e as rotas comerciais da Rota da Seda.
Como foi a experiência de campo de Yamada e Abel Góngora na Mongólia?
Yamada e o diretor Abel Góngora passaram duas semanas em Ulaanbaatar e nas estepes do norte. Entre as atividades, participaram de um homestay em um ger tradicional, praticaram equitação nômade e observaram demonstrações de falcoaria. O objetivo era sentir a ausência de conexões digitais e absorver a atmosfera de isolamento que permeia a vida nômade.
Quais elementos culturais e históricos foram incorporados na série?
A pesquisa resultou em uma lista de detalhes que aparecerão nos episódios, como:
- Motivos de arte persa e iraniana nas roupas e nos objetos de cena.
- Arquitetura de yurts e técnicas de construção nômade.
- Práticas de caça com falcões e técnicas de manejo de cavalos.
- Rituais de celebração de solstício e festivais nômades.
- Uso de instrumentos tradicionais de corda e percussão nas trilhas sonoras locais.
Especialistas mongóis e persas foram consultados como supervisores de história, garantindo que a representação seja fiel à época.
Como a colaboração com Yuri Kabasawa e Koshiro Hino influenciou a estética e a trilha sonora?
Yuri Kabasawa, responsável pela direção de arte, trabalhou para que os elementos “exóticos” fossem apresentados de forma natural, evitando exageros visuais. A paleta de cores combina tons terrosos da estepe com matizes vibrantes inspirados em manuscritos persas. Já o compositor Koshiro Hino trouxe uma mistura de sons eletrônicos e instrumentos de sopro nômades, criando uma trilha que reflete tanto a modernidade quanto a tradição.
O que os fãs podem esperar do lançamento na Anime Expo?
O primeiro episódio, que já foi exibido em prévia, destaca a personagem Sitara correndo pelas ruas de Tus, uma sequência que combina ação rápida com detalhes de arquitetura mongol. Yamada afirmou que a cena foi projetada para prender a atenção do espectador e introduzir o conflito cultural central da série. Além disso, a equipe espera receber feedback direto dos fãs americanos para ajustar nuances antes da estreia global.
O que falta saber?
Embora a produção esteja avançada, ainda não foram divulgadas datas oficiais de lançamento fora da Anime Expo. A expectativa é que a série estreie nos serviços de streaming japoneses no segundo semestre de 2027, acompanhada de material promocional que destaque a pesquisa de campo. Enquanto isso, os fãs podem acompanhar atualizações nos canais oficiais da Science SARU e da Tomato Soup.


