Quais são as 5 lições de NANO para artistas japoneses que querem tocar o mundo?
TL;DR: NANO, cantora com raízes americanas e japonesas, conta que o caminho para shows fora do Japão passa por coragem, presença em convenções, networking e, sobretudo, amar a música acima de rótulos.
Se você já ficou imaginando como seria levar seu som do Japão para o palco de um festival europeu, ou se a ideia de cantar em um anime te deixa em dúvida, a entrevista da NANO no DoKomi traz respostas que valem ouro. A artista, que já fez turnês nos EUA e na Europa, fala abertamente sobre os perrengues e as vitórias de quem tenta cruzar fronteiras. Abaixo, organizamos as dicas dela em um ranking de cinco passos práticos – tudo no estilo "lista de 5 coisas que eu faria diferente se fosse você".
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Comece em convenções, não em arenas gigantes.
Para NANO, o ponto de partida foi o DoKomi, um evento que ainda hoje ela considera "a primeira pedra" da sua carreira internacional. Convenções são ambientes onde o público já tem afinidade com cultura pop japonesa, facilitando a aceitação do seu som. Além disso, o custo de produção costuma ser menor e a logística mais simples.
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Seja um "chameleon singer": não se limite a um gênero.
A cantora admite que se vê como rock & roll, mas entende que, em convenções, os fãs esperam ouvir as músicas de anime que eles amam. Não se rotule; adapte seu setlist ao público, mas mantenha sua identidade musical. Essa flexibilidade gera mais oportunidades de shows futuros.
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Vá além do sucesso financeiro imediato.
Ela alerta que buscar shows só porque eles parecem lucrativos pode afastar fãs reais. NANO recomenda aceitar convites que ainda não garantem bilheteria cheia, pois a presença física cria laços que não se compram. O retorno pode ser medido em fãs que seguem seu trabalho depois do evento.
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Construa networking com outras bandas e produtores.
Durante a entrevista, NANO menciona o apoio de MADKID, que viu seu percurso como inspiração. Trocar cartões, participar de jam sessions e colaborar em projetos (como a canção "Dream Big" com STEREO DIVE FOUNDATION) abre portas e legitima seu nome no exterior.
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Abraçe a multiculturalidade do seu próprio background.
Com raízes americanas e japonesas, NANO sente que a música transcende barreiras linguísticas. Ela recomenda que artistas explorem suas heranças – seja falando alguns versos em inglês, seja incorporando instrumentos típicos – porque isso cria uma conexão instantânea com públicos diversos.
Como a experiência de NANO no DoKomi mudou a percepção da indústria japonesa?
Quando NANO chegou ao DoKomi há 13 anos, poucos artistas japoneses ousavam cruzar o oceano. Ela foi uma das primeiras "pinguins" a se aventurar, provando que há fãs dispostos a viajar para ouvir música ao vivo. Essa pioneirismo ajudou a mudar a mentalidade de gravadoras que antes acreditavam que o mercado interno era suficiente.
Hoje, vemos um aumento gradual de turnês internacionais, e o sucesso de artistas como NANO serve de case study: a presença física gera demanda por lançamentos digitais, merchandising e até colaborações com produtores estrangeiros.
O que NANO pensa sobre o rótulo de "anisong artist"?
Ela admite que muitos músicos japoneses evitam ser rotulados como cantores de anime, temendo ser encurralados a um nicho estreito. Contudo, NANO vê o anime como uma porta de entrada poderosa. Quando ela sobe ao palco de uma convenção, o público já espera ouvir aquele tema que marcou a série. O truque, segundo ela, é usar essa plataforma para mostrar seu repertório mais amplo – de baladas rock a pop indie – sem perder a identidade que os fãs adoram.
Quais são os próximos passos de NANO e como isso pode inspirar outros artistas?
Com 15 anos de carreira, NANO planeja um pequeno world tour, ainda sem datas confirmadas. Ela menciona interesse em tocar na Espanha e em outras capitais europeias, reforçando que o caminho ainda está aberto para quem quiser seguir. O ponto chave: "se eu consegui, você também pode". A mensagem final dela é simples: vá, arrisque e curta cada momento, porque a música tem o poder de unir culturas.
O ranking pode mudar
Esta lista reflete a visão de NANO no momento da entrevista. À medida que novas convenções surgirem e a indústria musical evoluir, outros caminhos podem aparecer. Mas, por enquanto, esses cinco passos são o mapa que a cantora recomenda para quem quer transformar o sonho de tocar fora do Japão em realidade.
FAQ
- Qual foi a primeira convenção que NANO participou fora do Japão? DoKomi, em 2013, foi o ponto de partida da sua carreira internacional.
- É necessário falar inglês para fazer turnês no exterior? Não é obrigatório, mas ter algum domínio da língua ajuda na comunicação com fãs e organizadores.
- Como encontrar oportunidades de shows em convenções? Pesquise eventos como Anime Expo, Comic-Con e DoKomi, entre em contato com os organizadores e ofereça um setlist que combine anime e seu próprio material.


