O que esperar de M.I.A., a nova aposta do Peacock?
Alberto Guerra, veterano das telas e rosto conhecido de quem maratonou Narcos: Mexico (série sobre o tráfico no México) e Griselda (docudrama sobre a 'Madrinha da cocaína'), está de volta. Desta vez, ele protagoniza M.I.A., o novo drama criminal do Peacock que promete colocar o espectador no meio do caos de Miami. A trama foca em Etta Tiger Jonze, interpretada pela revelação Shannon Gisela, uma jovem cujo sonho de uma vida tranquila é destruído por uma tragédia familiar, forçando-a a encarar o submundo neon da cidade.
Se você acha que já viu tudo sobre o gênero criminal, Guerra garante que o seu personagem, Elias Perez, é um bicho diferente. Esqueça a sede de poder ou a ganância desenfreada que costumamos ver em vilões de cartéis; aqui, o papo é outro. O ator revelou que Elias é movido por um código de honra e lealdade, algo que o diferencia drasticamente de suas atuações anteriores. Conversamos (metaforicamente, claro) sobre como essa produção está sendo estruturada e o que faz dela um ponto fora da curva no catálogo do streaming.
Por que Elias Perez é um personagem diferente?
- Motivação além da ganância: Enquanto a maioria dos personagens nesse universo quer apenas subir na vida e acumular zeros na conta bancária, Elias é um cara complexo. Ele mata por profissão, sim, mas seu motor interno é a lealdade e um senso de moralidade bastante específico, o que o torna, ironicamente, alguém por quem você acaba torcendo.
- Parceria com mentes brilhantes: Guerra não poupou elogios a Bill Dubuque (criador de Ozark, série aclamada sobre lavagem de dinheiro) e à showrunner Karen Campbell (de Dexter, o clássico sobre o serial killer justiceiro). O ator destacou que a colaboração criativa foi intensa, com a dupla adaptando ideias em tempo real baseadas na performance dos atores no set.
- A química com o lendário Edward James Olmos: Trabalhar com um ícone como Olmos é o sonho de qualquer um, e para Guerra, a experiência foi além do roteiro. Ele conta que as pausas para almoço, onde conversavam sobre vida, família e história, foram tão valiosas quanto as cenas gravadas, reforçando o status de Olmos como mentor para a comunidade latina em Hollywood.
- A ascensão de Shannon Gisela: Mesmo sendo o primeiro grande papel da novata, a energia de Gisela no set impressionou o elenco veterano. Guerra destacou que ela demonstrou uma confiança natural, provando que nasceu para o ofício e entregando uma performance sólida que sustenta o peso dramático da série.
- Miami como personagem principal: A escolha de filmar na Flórida não foi apenas estética. Para Guerra, que é cubano, estar em Miami trouxe uma conexão pessoal profunda. A atmosfera da cidade, com seu calor, o oceano e o contraste entre a beleza tropical e o perigo do submundo, ajudou a dar uma identidade única para a série.
"Elias tem um código, uma honra. Ele não quer ser o rei do mundo, ele quer apenas seguir suas próprias regras em um lugar que não perdoa erros", comenta Guerra sobre a construção do seu papel.
Além do trio principal, o elenco de M.I.A. é um verdadeiro time de peso, contando com nomes como Cary Elwes e Danay Garcia. Com uma produção que mistura a expertise de criadores de sucessos como Ozark e a vivacidade de um elenco que transita entre veteranos e novas promessas, a série se posiciona como um dos títulos mais interessantes para quem curte um bom drama criminal com camadas psicológicas.
Para ficar no radar
- Onde assistir: A série está disponível no catálogo da Peacock.
- O que falta saber: Ainda não há confirmações oficiais sobre uma renovação para uma segunda temporada, então o foco agora é observar a recepção do público e a audiência inicial.
- Destaque técnico: A direção de Alethea Jones promete um visual que aproveita muito bem a estética neon de Miami, fugindo um pouco daquela coloração amarelada clichê de produções sobre o México ou Colômbia.


