Matmos lançou um novo álbum que mistura hipnose, cura e esperança, enquanto anuncia uma colaboração inesperada com The Soft Pink Truth.
O que aconteceu?
O duo experimental Matmos – formado por M.C. (Megan) e Drew Daniel – surpreendeu a comunidade sonora ao publicar um álbum intitulado Shall We Go On Sinning So That Grace May Increase? O trabalho, descrito como hipnótico, curativo e esperançoso, traz texturas sonoras que remetem a rituais de meditação e a experimentos de campo gravado. Simultaneamente, Drew Daniel, que também atua sob o pseudônimo The Soft Pink Truth, revelou que o novo projeto contará com faixas colaborativas, ampliando ainda mais o espectro sonoro da dupla.
Como chegamos aqui?
Matmos construiu sua reputação ao longo de duas décadas, alternando entre projetos solo e produções de grande porte. Seu álbum A Chance to Cut Is a Chance to Cure (2018) consolidou a ideia de que a música pode ser terapêutica, utilizando sons de hospitais e batimentos cardíacos. Além disso, a parceria com Björk nos álbuns Vespertine (2001) e Biophilia (2011) mostrou a capacidade do duo de integrar tecnologia avançada e estética pop experimental.
Nos últimos anos, Drew Daniel tem se destacado como um criador incansável de novos gêneros, lançando faixas virais que misturam glitch, techno e sons de objetos cotidianos. Essa produtividade culminou na criação de The Soft Pink Truth, um projeto que explora a música eletrônica de forma mais direta, porém ainda carregada de humor e crítica social.
- 2015 – Álbum Treasure State explora sons de objetos de uso diário.
- 2018 – A Chance to Cut Is a Chance to Cure mistura sons hospitalares e música ambient.
- 2022 – The Soft Pink Truth lança Am I Free?, álbum de house underground.
- 2024 – Novo álbum de Matmos anunciado, com colaboração The Soft Pink Truth.
O que vem depois?
O futuro imediato de Matmos inclui turnês em festivais de música experimental, como o Mutek (Montreal) e o Sonar (Barcelona). A parceria com The Soft Pink Truth promete lançar singles nos próximos meses, possivelmente acompanhados de videoclipes que exploram visualmente o conceito de “grace” (graça) como um processo de redenção sonora.
Para o público brasileiro, a relevância está na possibilidade de shows em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, que costumam receber artistas de vanguarda. Além disso, a comunidade de produtores de música eletrônica no Brasil pode se inspirar nas técnicas de gravação de campo usadas por Matmos, que permitem transformar ruídos urbanos em texturas musicais.
Vale a pena?
Para fãs de música experimental, o álbum entrega exatamente o que se espera de Matmat: camadas complexas, uso criativo de fontes sonoras e uma narrativa que flui entre o introspectivo e o transcendental. A colaboração com The Soft Pink Truth adiciona um tempero de dancefloor que pode atrair ouvintes menos acostumados ao avant‑garde.
Entretanto, quem busca melodias convencionais ou estrutura pop pode sentir o álbum como excessivamente abstrato. O ponto forte está na capacidade de envolver o ouvinte em um estado quase meditativo, algo que pode ser apreciado em sessões de headphone ou em ambientes de instalação sonora.
Para ficar no radar
Os próximos passos de Matmos ainda não têm data confirmada, mas a expectativa é que os singles colaborativos surjam antes do final do ano. Fique atento aos canais oficiais da banda no instagram e twitter, onde anúncios de turnês e lançamentos costumam aparecer primeiro.
Enquanto isso, colecionadores de vinil podem esperar edições limitadas do álbum, já que Matmos costuma lançar versões físicas com arte exclusiva e inserts explicativos sobre as fontes sonoras usadas.
"A música pode ser um remédio, e Matmos está nos oferecendo a receita" – crítica de revista especializada.
Em resumo, o novo álbum de Matmos reforça sua posição como referência em experimentação sonora, enquanto a parceria com The Soft Pink Truth abre portas para uma sonoridade mais acessível e dançante. O cenário geek brasileiro tem muito a ganhar com essa mistura de hipnose, cura e esperança.


