Marvel's Wolverine chega ao PS5 prometendo ação visceral com o icônico logan, mas acaba entregando um título que perde o brilho da franquia. O combate impressiona nos primeiros minutos, porém a narrativa rasa e o design excessivamente guiado tornam a experiência cansativa.
O que aconteceu
O jogo coloca Logan de volta ao Team X, um grupo de mutantes que inclui sabretooth, mystique e jean grey, após três anos afastado. A trama gira em torno de um conflito interno causado pela saída abrupta de Logan e da ameaça externa representada por bolivar trask, um bilionário que comanda os reavers, um exército de caçadores de mutantes. Apesar da premissa promissora, a história avança de forma apressada, com diálogos superficiais e poucos momentos de desenvolvimento emocional.
Os pontos altos são a dinâmica entre Logan e Jean Grey, que oferece um vislumbre de profundidade, e algumas cenas de confronto que conseguem capturar a brutalidade esperada de Wolverine. No entanto, o vilão principal carece de presença marcante, e as interações entre os membros do Team X raramente evoluem além de trocas de farpas genéricas.
Como chegamos aqui
insomniac games, conhecida por títulos como Ratchet & Clank: Into the Nexus e Marvel's Spider-Man 2, decidiu mudar de fórmula ao apostar em um jogo linear e focado em ação. A expectativa era que a experiência mais direta destacasse o poder das garras de Logan, algo que a desenvolvedora já havia demonstrado com maestria em Spider‑Man. Contudo, a escolha por um design linear acabou limitando a exploração e a sensação de descoberta.
O combate, embora inicialmente gratificante, baseia‑se em parry e dodge simples. As habilidades de Logan são desbloqueadas rapidamente, mas não trazem variações significativas ao estilo de luta. Os chefões exigem alguma estratégia, mas sua variedade de ataques é limitada, o que reduz a sensação de desafio nos estágios avançados.
- Brutalidade das garras: finalizações são visualmente impactantes e dão sensação de poder.
- Variedade de inimigos: escassa, o que gera repetição rápida.
- Progressão de habilidades: rápida, porém pouco diferenciada.
A performance técnica do título é sólida: sem quedas de frame, bugs ou travamentos notáveis. Os ambientes são bem detalhados, porém não se destacam em termos de criatividade ou identidade própria.
O que vem depois
Para os fãs de Wolverine que buscam uma experiência de combate fiel ao personagem, o jogo oferece momentos de pura adrenalina. Contudo, quem espera uma narrativa envolvente ou um mundo que recompense a exploração pode se sentir desapontado. A falta de desafios reais, a orientação excessiva (trilhas azuis que apontam o caminho) e a ausência de segredos escondidos limitam a rejogabilidade.
Se a Insomniac pretende lançar futuras expansões ou DLCs, seria crucial introduzir novos tipos de inimigos, mecânicas de combate mais profundas e missões que realmente explorem o passado fragmentado de Logan. Sem essas melhorias, o título corre o risco de ser lembrado apenas como um esforço mediano dentro do catálogo da desenvolvedora.
Para ficar no radar
Marvel's Wolverine demonstra que, mesmo com uma base sólida de combate, um jogo precisa equilibrar ação, narrativa e liberdade de exploração para se destacar. Enquanto a execução técnica é impecável, a falta de ambição nas áreas de história e design de níveis faz com que o título pareça mais um teste de conceito do que um produto final refinado. Para jogadores casuais ou fãs ocasionais da Marvel, pode ser uma diversão curta; para os entusiastas da franquia, a experiência deixa a desejar.


