A Marvel Studios confirmou os roteiristas Amit Cohen e Ron Leshem para a série live‑action Zodiac, que será lançada no Disney+ em 2028.
O que aconteceu
Durante a cobertura da Deadline, a produtora revelou que a nova série Zodiac seguirá um par de agentes secretas que persegue alvos dotados de habilidades extraordinárias. A escolha de Cohen e Leshem não foi aleatória: o duo já trabalhou juntos em No Man’s Land, da Hulu, e traz experiência tanto em narrativas de guerra quanto em drama de espionagem.
Além disso, a sinopse indica que a trama gira em torno de uma conspiração envolvendo superpoderes, o que coloca o projeto em um território próximo ao de Agents of SHIELD, mas com um tom mais sombrio e focado em operações clandestinas.
Como chegamos aqui
Nos últimos anos, a Marvel tem alternado entre séries de super‑heróis e projetos mais experimentais. Depois de VisionQuest e do encerramento da 7ª temporada de Agents of SHIELD, surgiram dúvidas sobre o futuro das produções live‑action da marca. A confirmação de Zodiac trouxe alívio para os fãs que temiam uma migração total para animações.
O anúncio também coincidiu com a divulgação do logotipo da série, que incorpora o símbolo da SHIELD, alimentando especulações sobre possíveis crossovers com personagens já estabelecidos. Entre os nomes que a comunidade mais deseja ver retornarem estão:
- Lance Hunter (interpretado por Nick Blood)
- Bobbi Morse (interpretada por Adrianne Palicki)
- Melinda May (Ming‑Na Wen)
- Daisy Johnson / Quake (Chloe Bennet)
Essas expectativas são reforçadas pelo fato de que Zodiac será um thriller de espionagem, um gênero que combina bem com a expertise de Leshem, criador da série israelense Euphoria (da qual a HBO tirou a versão americana).
Enquanto isso, o universo cinematográfico da Marvel tem investido em projetos de alto risco, como Spider‑Man: Brand New Day, que mostrou a agência Damage Control caçando super‑humanos como recursos. Zodiac parece posicionar‑se como um contraponto, apresentando agentes que não apenas monitoram, mas também combatem ameaças sobrenaturais de forma mais direta.
O que vem depois
Com produção prevista para iniciar em 2027, a série deve entrar em cena quando o MCU já estiver consolidado com várias fases concluídas. Isso abre espaço para:
- Integração de personagens de Agents of SHIELD que ainda não foram oficialmente encerrados.
- Exploração de linhas narrativas que ligam a série ao Departamento de Damage Control, criando um universo mais interconectado entre TV e cinema.
- Possibilidade de spin‑offs focados nos próprios agentes, caso a recepção seja positiva.
Para o público brasileiro, a série traz duas expectativas principais: a presença de atores conhecidos da fase anterior da TV Marvel e a promessa de um tom mais adulto, alinhado com a demanda crescente por narrativas de espionagem sombria. Caso a produção mantenha o padrão de qualidade das temporadas finais de Agents of SHIELD, Zodiac pode se tornar a maior série de espionagem do MCU.
Para ficar no radar
Embora ainda não haja confirmação oficial de elenco, rumores apontam para a volta de personagens como Lance Hunter e Bobbi Morse, que foram deixados em aberto na terceira temporada de Agents of SHIELD. A presença desses agentes poderia servir como ponte entre o universo televisivo antigo e o novo, reforçando a estratégia da Marvel de manter fãs de longa data engajados.
Além disso, a escolha de Cohen e Leshem sugere que a série pode adotar uma abordagem mais realista e menos caricata, algo que pode agradar ao público que acompanha séries de espionagem como Homeland ou The Night Manager. Se a série conseguir equilibrar ação super‑poderosa com drama de espionagem, ela tem potencial para se tornar um marco dentro do catálogo Disney+.
Até o próximo anúncio oficial, os fãs devem ficar atentos às divulgações de teaser e ao calendário de produção, que deve ser atualizado ao longo de 2027. Enquanto isso, a expectativa já está alta, e a comunidade geek brasileira tem motivos para acreditar que Zodiac será um dos grandes lançamentos da próxima década.


