Desde que estreou em 2015, Mad Max: Fury Road acumula elogios de críticos e agora desponta como um dos títulos mais assistidos no catálogo da Netflix no Brasil.
Ao mesmo tempo, o próximo capítulo da franquia – provisoriamente chamado The Wasteland – tem enfrentado dificuldades de financiamento, o que levanta dúvidas sobre sua viabilidade.
Mad Max: Fury Road no streaming
O filme, protagonizado por Tom Hardy – que substituiu Mel Gibson no papel de Max – recebeu 97% no Tomatometer e levou seis Oscars, mas seu desempenho de bilheteria (cerca de US$ 380 milhões) ficou aquém das expectativas de um blockbuster de ação. A diferença entre crítica e caixa registradora acabou beneficiando sua vida útil nas plataformas digitais.
Na Netflix, Fury Road tem registrado picos de visualizações que superam a média de lançamentos de ação da plataforma, sobretudo nos fins de semana de feriado. O algoritmo recomenda o título para usuários que curtam sequências de perseguição e cenários pós-apocalípticos, o que explica o engajamento constante.
The Wasteland – projeto em risco
George Miller já revelou planos para The Wasteland, sequência direta que pretendia retomar a narrativa de Max após os eventos de Furiosa: A Mad Max Saga (2024). Entretanto, o desempenho modesto de Furiosa – arrecadação de US$ 174 milhões contra um orçamento de US$ 168 milhões – deixou os estúdios cautelosos.
Com a Warner Bros. ainda indecisa e Miller tentando levar o projeto a outras produtoras, a produção de The Wasteland parece mais um "ponto de interrogação" do que um "certo futuro".
Comparativo entre Fury Road (streaming) e The Wasteland (incerto)
| Critério | Mad Max: Fury Road (Netflix) | The Wasteland (em desenvolvimento) |
|---|---|---|
| Data de lançamento | 2015 (cinema) – 2023 (Netflix Brasil) | Ainda não confirmada |
| Diretor | George Miller | George Miller |
| Elenco principal | Tom Hardy, Charlize Theron, Hugh Keays-Byrne | Elenco ainda não anunciado |
| Recepção crítica | 97% no Tomatometer, 6 Oscars | Projeto ainda não avaliado |
| Desempenho de bilheteria | US$ 380 milhões (global) | Sem dados – dependente de financiamento |
| Popularidade no streaming | Top 10 de ação na Netflix Brasil, picos de visualizações em feriados | Não disponível |
| Probabilidade de produção | Concluído e disponível | Baixa – estúdio ainda avaliando risco financeiro |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Para o fã que busca ação ininterrupta e já tem acesso à Netflix, Mad Max: Fury Road continua a ser a escolha mais segura. A sequência de perseguições, a estética de cores saturadas e a trilha sonora de Junkie XL entregam o que a franquia sempre prometeu: adrenalina pura.
Já o entusiasta que acompanha a evolução da saga e deseja ver a visão completa de George Miller deve ficar de olho nas notícias sobre The Wasteland. Caso o projeto avance, ele poderá oferecer novas camadas ao universo, possivelmente explorando o que aconteceu com Max após a batalha final de Furiosa.
Em resumo, enquanto Fury Road garante entretenimento imediato e já está ao alcance de quem tem assinatura da Netflix, The Wasteland representa uma aposta de longo prazo, sujeita a mudanças de estratégia dos estúdios.
Onde isso pode dar
Se a Warner Bros. decidir recusar o projeto, Miller pode recorrer a plataformas de streaming como a Disney+ ou Amazon Prime Video, que têm investido pesado em conteúdo original de alta produção. Uma parceria desse tipo poderia transformar The Wasteland em um "evento" exclusivo, similar ao que aconteceu com Fury Road no streaming.
Por outro lado, a falta de apoio financeiro pode levar Miller a reavaliar a história e talvez transformar o roteiro em uma minissérie, algo que já foi feito com sucesso em outras franquias de ficção científica.
Para ficar no radar
Os fãs devem acompanhar os comunicados oficiais de George Miller nas redes sociais e ficar atentos a anúncios de eventos como a Comic Con Experience (CCXP) ou a San Diego Comic‑Con, onde costuma revelar novidades de projetos em fase de pré‑produção.
Enquanto isso, maratonar Mad Max: Fury Road na Netflix ainda é a melhor forma de reviver a ação que definiu a década de 2010 para o gênero.


