O episódio 3 de Lanterns foi ao ar em 31 de agosto de 2026 e trouxe à tona a origem genética de John Stewart, mas a explicação se apoia em um trope já saturado de franquias.
Por que o episódio 3 de Lanterns gerou críticas sobre a trama de DNA?
Ao iniciar a narrativa, a série mostra John Stewart Sr. sendo testado por um anel de poder que busca coragem. Quando ele falha, o anel ainda reconhece algo em seu DNA, sugerindo que a coragem pode ser herdada. Essa lógica, apresentada como justificativa para o futuro heroísmo de John Jr., foi vista como rasa porque não oferece detalhes concretos sobre habilidades ou treinamento, limitando‑se a um conceito de “destino genético”.
Qual é o histórico de John Stewart nos quadrinhos e como ele chegou ao poder?
John Stewart apareceu pela primeira vez em Green Lantern (Volume 2) #87 em dezembro de 1971, criado como substituto de Hal Jordan pelos Guardiões. Sua seleção foi baseada em integridade: ele confrontou policiais corruptos defendendo dois homens que jogavam um jogo de tabuleiro na rua. Essa atitude demonstrou coragem e responsabilidade, atributos que justificaram sua escolha como lanterna de reserva. Com o tempo, Stewart assumiu o posto principal de Lanterna terrestre, ganhando reputação de um dos mais poderosos, embora nunca tenha superado oficialmente Hal em força.
Que trope de "destino genético" está sendo repetido em Lanterns?
O uso de um elemento hereditário como justificativa de heroísmo não é exclusivo de Lanterns. Vários universos de mídia já recorreram a essa fórmula:
- Star Wars: A Ascensão Skywalker – a linhagem de Rey sugere que seu potencial deriva de sangue.
- Homem-Aranha (filmes) – Peter Parker é escolhido por um acidente que o torna “o escolhido”.
- Marvel Cinematic Universe – a ideia de que o sangue de um herói garante poderes (ex.: o sangue de Loki).
- Spider‑Verse – embora critique o trope, ainda menciona a herança como ponto de partida.
Em todos esses casos, a narrativa costuma aprofundar o motivo ou oferecer treinamento intenso, algo que Lanterns ainda não fez para John Stewart.
Como a série explicou (ou falhou em explicar) o potencial de John Stewart?
O episódio demonstra que o anel viu algo no DNA de John Sr., mas não detalha quais atributos foram detectados. A Guardiã, interpretada por Laura Linney, menciona que “o que o anel viu está no seu DNA” e que isso pode se manifestar em John Jr. Contudo, não há demonstração de habilidades específicas, nem de como seu treinamento futuro poderia transformar essa predisposição genética em poder real. A falta de exemplos concretos – como demonstrações de controle de energia ou estratégias táticas – deixa a explicação superficial.
O que os fãs podem esperar dos próximos episódios?
Com a morte de Hal Jordan no episódio 1, John Stewart está posicionado como protagonista central da série. A expectativa é que os roteiristas aprofundem seu treinamento, talvez mostrando mentores, missões de prova ou revelações sobre a origem da energia dos anéis. Se a série quiser evitar o trope de “é só o DNA”, precisará apresentar desafios que forcem John a desenvolver habilidades além da herança genética, como estratégias de combate, liderança de equipe e controle avançado do anel.
Para ficar no radar
Até o momento, Lanterns esclareceu a cronologia da DC Universe e a história de Hal Jordan, mas ainda não definiu claramente o que torna John Stewart singular. Os próximos lançamentos da HBO Max, incluindo possíveis spin‑offs ou crossovers dentro do DCU, podem oferecer respostas. Enquanto isso, a comunidade de fãs continua a debater se a série seguirá o caminho do desenvolvimento de personagem ou continuará recorrendo ao clichê do “destino genético”.


