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Lanterns: 5 razões pelas quais a série escapou do trope "fridging" e mudou tudo

· · 4 min de leitura
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TL;DR: lanterns quase matou a xerife kerry, mas evitou o trope "fridging" para não transformar a heroína em mero objeto narrativo, preservando a qualidade da série.

Por que a escolha da morte importa em Lanterns?

A estreia de Lanterns na HBO trouxe um choque de proporções épicas: hal jordan aparece morto, sem seu anel, e o mistério se instala. Nos bastidores, porém, a equipe quase optou por outra vítima – a xerife Kerry, interpretada por Kelly Macdonald. Essa decisão quase teria marcado a série com o famigerado trope "fridging", que tem raízes sombrias nos quadrinhos de green lantern. Vamos analisar os sete motivos que fizeram a produção recuar dessa escolha e como isso beneficiou a narrativa.

  1. Respeito à origem do trope. O termo "fridging" nasceu da morte de Alexandra DeWitt, esposa de Kyle Rayner, em Green Lantern #54 (1994). Ela foi assassinada e deixada em um refrigerador, servindo apenas para impulsionar o sofrimento do herói masculino. Ao reconhecer essa história, a produção de Lanterns evitou repetir um erro que ainda incomoda leitores e fãs há décadas.
  2. Evitar um clichê ultrapassado. O "fridging" é considerado um artifício narrativo antiquado e sexista. Matar a xerife Kerry, que representa uma figura de autoridade feminina, teria reforçado a ideia de que personagens femininas só existem para catalisar a dor masculina, algo que o público atual já rejeita em massa.
  3. Manter a coerência temática. A série se propôs a ser um drama de investigação estilo True Detective, focado em mistérios intertemporais. A morte de Hal Jordan – o mais icônico lanterna verde – cria um ponto de virada inesperado e mais alinhado ao tom investigativo, enquanto a morte de Kerry teria parecido um sacrifício barato para gerar drama.
  4. Preservar a representatividade. Kelly Macdonald traz à tela uma xerife forte, inteligente e central ao enredo. Eliminar sua personagem teria diminuído a presença de mulheres em papéis de liderança dentro do universo DC, algo que a própria DC Studios tem buscado melhorar nos últimos anos.
  5. Potencial de desenvolvimento futuro. Ao manter Kerry viva, os roteiristas deixam espaço para arcos de redenção, traições ou alianças inesperadas nas temporadas seguintes. Uma morte prematura teria fechado essas portas narrativas.
  6. Impacto emocional mais forte. A morte de Hal Jordan, um nome conhecido por fãs casuais e hardcore, gera um choque maior que o de um personagem secundário. Isso aumenta a sensação de risco e mantém o público vidrado, sem recorrer a sacrifícios fáceis.
  7. Evitar críticas de fãs. Desde que o termo "fridging" ressurgiu nas discussões online, fãs têm sido vigilantes quanto a representações problemáticas. Ao escolher não matar Kerry, a produção antecipou e mitigou uma onda de reações negativas que poderiam ofuscar outros méritos da série.

Como a decisão mudou o rumo da série?

Com Hal Jordan como ponto central do mistério, Lanterns conseguiu criar duas linhas narrativas paralelas: a investigação de John Stewart sobre o desaparecimento e a busca pelo anel perdido. Essa dualidade oferece espaço para exploração de temas como culpa, legado e redenção, que seriam diluídos se a trama tivesse se concentrado apenas na morte da xerife.

Além disso, a escolha reforçou a reputação da HBO de produzir dramas inteligentes, capazes de subverter expectativas sem recorrer a artifícios baratos. A série, portanto, ganha credibilidade tanto entre críticos quanto entre a comunidade geek.

A escolha da redação

Ao analisar o que poderia ter sido um fiasco de representação, vemos que Lanterns deu um passo importante rumo a narrativas mais inclusivas e conscientes. A série mostrou que, mesmo em um universo tão antigo quanto o da DC, ainda há espaço para evolução. A decisão de poupar a xerife Kerry não foi só uma questão de evitar críticas; foi um movimento estratégico que enriqueceu a trama, ampliou o leque de personagens e reforçou o compromisso da produção com histórias que realmente importam.

Se você ainda está curioso sobre como a série vai lidar com o legado de Hal Jordan ou quais caminhos a xerife Kerry pode trilhar, fique de olho nas próximas semanas. O que está garantido é que a série continuará a desafiar convenções – sem precisar recorrer ao velho truque de colocar personagens femininas em geladeiras.

Perguntas frequentes

  • O que é o trope "fridging"? É um termo cunhado por Gail Simone que descreve a prática de matar ou traumatizar personagens femininas para avançar a história de um protagonista masculino, originado em Green Lantern #54.
  • Por que a xerife Kerry foi considerada para morrer? Os roteiristas acharam que sua morte poderia criar um gancho emocional forte, mas reconheceram que seria um exemplo clássico de "fridging".
  • Qual o impacto da morte de Hal Jordan? A morte do Lanterna mais famoso gera um mistério central, eleva o risco narrativo e permite explorar temas de legado e sacrifício de forma mais profunda.

Perguntas frequentes

O que é o trope "fridging"?
É um termo criado por Gail Simone que descreve a prática de usar a morte ou sofrimento de personagens femininas como mero catalisador para o desenvolvimento de um herói masculino, originado em Green Lantern #54.
Por que a xerife Kerry quase morreu em Lanterns?
A equipe considerou sua morte como um ponto de virada dramático, mas percebeu que isso reproduziria o trope "fridging", além de reduzir a representatividade feminina na série.
Como a morte de Hal Jordan afeta a trama de Lanterns?
Ela cria um mistério central que impulsiona a investigação de John Stewart, reforça o tom de suspense da série e evita soluções narrativas simplistas.
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