Kill Blue estreia com ação estilosa e um visual marcante, mas a qualidade da animação despenca a partir do quarto episódio, comprometendo a experiência.
Como a série se comporta em dub e sub?
| Aspecto | Versão Dublada | Versão Legendada |
|---|---|---|
| Nota geral | C | C- |
| História | C | C |
| Animação | C- | C- |
| Arte | C- | C- |
| Música | B | B |
Qual a primeira impressão dos episódios iniciais?
Os dois primeiros episódios entregam sequências de tiro e perseguição bem coreografadas, com cores em tons de azul que reforçam a atmosfera noir. A trilha sonora jazzy acompanha as cenas de ação, gerando ritmo e energia. A dublagem de Juzo, feita por Caitlyn Elizabeth, traz um tom rouco que combina com o perfil de assassino veterano.
Onde a animação começa a falhar?
A partir do quarto episódio, a qualidade da animação sofre um declínio notório. As cenas esportivas – principalmente o jogo de futebol indoor – apresentam movimentos rígidos, quase estáticos, e fundos borrados que lembram pinceladas grosseiras. A tentativa de usar cores contrastantes (amarelo, verde e laranja) para destacar o ambiente não compensa a falta de fluidez.
Como as sequências esportivas se comparam ao mangá?
No mangá, as partidas são desenhadas com dinamismo e detalhes que evidenciam a paixão do autor por esportes. Na adaptação, essas mesmas sequências são simplificadas, perdendo a intensidade e a emoção. A batalha no estádio, que deveria ser o clímax da temporada, apresenta animação irregular e cores saturadas que distraem ao invés de impressionar.
O que a história tenta equilibrar?
Juzo Ogami, um assassino experiente, é transformado em estudante do ensino médio após ser picado por uma vespa química. O enredo mistura missões de assassinato com a rotina escolar – aulas, clubes de culinária e competições esportivas. Essa dualidade gera momentos curiosos, mas a execução costuma ser arrastada, sobretudo nas cenas de “home ec” onde o ritmo da narrativa desacelera.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Para fãs de ação estilizada: os episódios iniciais valem a pena, especialmente se você aprecia sequências de tiro bem animadas e trilha sonora jazz.
Para quem busca drama escolar: a série oferece momentos de comédia leve, mas a falta de desenvolvimento dos personagens secundários pode ser frustrante.
Para quem acompanha o mangá: a adaptação deixa a desejar nas cenas esportivas e nas lutas que são destaque no original.
Em resumo, Kill Blue tem potencial, mas a queda de qualidade na animação impede que se torne um título memorável.
O que falta saber
A série está licenciada pela amazon prime video, então o acesso ao catálogo completo depende da assinatura da plataforma. Ainda não há confirmação oficial sobre uma segunda temporada, e o diretor Yasunori Ide ainda não comentou planos futuros.


