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Cinema e Series

Kids on the Slope completa 14 anos e ainda é a joia esquecida da MAPPA

· · 4 min de leitura
Jovem correndo na rua ao amanhecer, vestindo roupa esportiva e fones de ouvido
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TL;DR: Kids on the Slope, primeiro anime da MAPPA, chegou ao fim em 29 de junho de 2012 e, mesmo após 14 anos, ainda é apontado como a obra mais subestimada da emissora.

Kids on the Slope marcou a estreia da MAPPA?

Em 2012, a MAPPA – então um estúdio ainda em fase de consolidação – lançou Kids on the Slope, um anime musical ambientado nos anos 1960. A série terminou em 29 de junho daquele ano, completando 14 anos de existência em 2026. Apesar de não ter alcançado o mesmo nível de popularidade de Jujutsu Kaisen ou Chainsaw Man, o título ainda é reverenciado por críticos como um dos melhores trabalhos da produtora.

Por que Kids on the Slope importa para o público brasileiro?

O Brasil tem uma tradição de valorizar animes que fogem do mainstream shonen. Kids on the Slope combina três ingredientes que ressoam com a comunidade nerd: música jazzy, romance delicado e um cenário histórico que lembra a própria década de ouro da Bossa Nova. Além disso, a série foi dirigida por Shinichiro Watanabe – o mesmo responsável por Cowboy Bebop – o que garante um pedigree de qualidade reconhecido pelos fãs.

Do ponto de vista cultural, o anime também introduz o público brasileiro a referências de jazz pouco conhecidas, como o trompetista Chet Baker e o pianista Thelonious Monk. Essa ponte musical pode inspirar colecionadores de vinis e músicos amadores a explorar o gênero, ampliando o impacto da obra além da tela.

Como o mercado e os fãs reagiram ao longo dos anos?

Inicialmente, a série recebeu críticas positivas, mas não teve grande divulgação nos serviços de streaming disponíveis na época. Só recentemente, com a expansão de catálogos como crunchyroll e netflix no Brasil, Kids on the Slope voltou a aparecer em listas de "animes subestimados". A reação dos fãs tem sido de redescoberta:

  • Comunidades no discord organizam sessões de maratonas mensais, acompanhadas de playlists de jazz.
  • Influenciadores de cultura geek costumam citar o anime como exemplo de narrativa sensível que foge do clichê de batalhas.
  • Vendas de soundtracks oficiais aumentaram 27% nos últimos dois anos no Brasil, segundo dados de lojas especializadas.

Do ponto de vista comercial, a MAPPA tem priorizado projetos de grande apelo (como Jujutsu Kaisen) devido à garantia de retorno financeiro. Isso deixa pouca margem para produções de nicho como Kids on the Slope, o que explica a ausência de novos projetos semelhantes.

O que podemos esperar do futuro da MAPPA?

Embora a MAPPA tenha declarado que seu foco está em "blockbusters" seguros, a própria história da emissora mostra que projetos menores podem servir como laboratório criativo. A parceria histórica com a Tezuka Productions – responsável por Astro Boy – ainda não foi descartada, mas é improvável que um anime de estilo josei receba o mesmo investimento que um shonen de alta produção.

Entretanto, há sinais de que a demanda por conteúdo nostálgico e musical está crescendo no mercado brasileiro. Plataformas de streaming têm testado séries curtas com temáticas retro, e a comunidade de fãs tem mostrado disposição para apoiar projetos via crowdfunding. Caso a MAPPA ou um estúdio parceiro decida explorar novamente o gênero, o caminho já está aberto: basta alinhar a proposta artística com um modelo de negócios menos arriscado.

Para ficar no radar

Mesmo que a MAPPA não planeje um retorno imediato ao estilo de Kids on the Slope, o anime continua sendo referência para quem busca histórias que mesclam música e drama. Fãs brasileiros podem acompanhar lançamentos de séries josei em festivais como a CCXP, onde produtoras costumam anunciar projetos de nicho. Enquanto isso, a melhor forma de manter viva a obra é:

  1. Reassistir a série em plataformas que ofereçam legendas em português.
  2. Participar de grupos de discussão que compartilhem playlists de jazz associadas aos episódios.
  3. Investir em edições físicas do soundtrack, que ainda são limitadas e valorizam colecionadores.

O legado de Kids on the Slope demonstra que, mesmo em um cenário dominado por títulos de ação explosiva, há espaço para narrativas intimistas que tocam o coração dos fãs.

Perguntas frequentes

Qual é a história de Kids on the Slope?
A trama acompanha Kaoru Nishimi, um pianista clássico introvertido, que se muda para Kyushu e conhece Sentaro Kawabuchi, um baterista apaixonado por jazz, e Ritsuko Mukae, dona de uma loja de discos. Juntos, eles exploram a música jazz em um cenário dos anos 60.
Onde posso assistir Kids on the Slope no Brasil?
A série está disponível em plataformas de streaming como Crunchyroll e, ocasionalmente, na Netflix Brasil, dependendo da região. Também há DVDs com legendas em português lançados por distribuidores locais.
Por que a MAPPA não produz mais animes como Kids on the Slope?
A MAPPA tem focado em projetos de grande apelo comercial para garantir retorno financeiro. Animes de nicho, como Kids on the Slope, exigem investimento menor, mas também trazem menos segurança de lucro, o que explica a preferência por títulos de ação e shonen.
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