O que aconteceu
Em 2026, o filme backrooms, dirigido por Kane Parsons, estreou na A24 e rapidamente se tornou um fenômeno de bilheteria, alimentado por uma comunidade de fãs que adorava a atmosfera claustrofóbica do copypasta que inspirou o roteiro. A obra, que mistura horror psicológico com estética de escritório, mostrou que, mesmo em um mercado dominado por franquias gigantes, há espaço para histórias originais que falam diretamente ao público. Kane, então com apenas 20 anos, já havia ganhado notoriedade ao transformar seu canal do youtube em um ponto de referência para o gênero. O sucesso do filme colocou-o em meio a ofertas de grandes estúdios, que queriam que ele dirigisse sequências ou adaptações de IPs consolidados. Porém, ele recusou a proposta de trabalhar com franquias conhecidas, afirmando que prefere criar narrativas que reflitam sua própria experiência de vida.
Como chegamos aqui
Para entender a decisão de Parsons, é preciso voltar alguns anos. Durante a adolescência, ele produzia curtas no YouTube, explorando o universo do Backrooms em formato de web series. A viralidade dessas produções chamou a atenção de produtores independentes, que o convidaram para a A24. Ele aceitou, mas não sem antes definir um contrato que lhe garantisse liberdade criativa. Quando a A24 ofereceu um contrato para dirigir um filme baseado no seu próprio material, Parsons viu uma oportunidade de quebrar o ciclo de dependência de IPs. Ele já havia percebido que a maioria dos projetos de Hollywood que dependem de franquias acabam sacrificando a originalidade em prol de fórmulas de sucesso comprovado. Assim, ele se posicionou como um diretor que valoriza a autenticidade acima do lucro imediato.
Além disso, Parsons revelou em um podcast que ele não tem interesse em adaptar IPs que não tenham significado pessoal. Ele citou apenas “algumas coisas da minha infância dos anos 2000” como possíveis exceções. Isso indica que, embora seja seletivo, ele não está totalmente fechado a projetos que o toquem de forma profunda. A menção de que “as coisas podem estar se movendo um pouco” sugere que ele está ciente de oportunidades que surgem, mas que ainda não decidiu abraçá-las.
O que vem depois
A partir de agora, a trajetória de Parsons parece se concentrar em dois caminhos principais:
- Projetos originais: Ele pretende continuar desenvolvendo histórias que emergem de suas próprias experiências e visões de mundo, mantendo a autenticidade que o trouxe ao sucesso.
- Exceções pessoais: Se algum IP que tenha marcado profundamente sua infância surgir, ele pode considerar adaptá-lo, desde que o projeto seja fiel à sua perspectiva.
Para os fãs de Backrooms, isso significa que mais conteúdo no universo original pode estar a caminho. Para a indústria, Parsons serve como exemplo de como jovens diretores podem resistir à pressão de trabalhar com franquias e ainda assim alcançar sucesso comercial. O que resta é observar se a A24 respeita sua decisão de manter a liberdade criativa e se ele conseguirá manter a qualidade e o tom único que caracterizou seu primeiro filme.
Onde isso pode dar
Ao optar por projetos originais, Parsons pode abrir caminho para um novo estilo de cinema indie que mistura horror com introspecção. Ele pode inspirar outros diretores a buscar narrativas que não dependam de franquias, criando uma onda de filmes que valorizam a inovação. No entanto, há o risco de que, sem o apoio financeiro de IPs consolidados, ele enfrente desafios de orçamento e distribuição. Se a A24 continuar a investir nele, o futuro pode ser promissor, mas ele precisará equilibrar a independência criativa com as exigências do mercado.


