O protótipo do dinossauro ultimasaurus, projetado para a linha Jurassic Park: Chaos Effect em 1998, está oficialmente à venda na Heritage Auctions, com lances que já ultrapassam o preço inicial.
Ultimasaurus protótipo vs. figuras padrão da linha Chaos Effect
Quando a Hasbro anunciou a linha Chaos Effect, a ideia era criar criaturas híbridas que misturassem DNA de diferentes espécies. O Ultimasaurus era o ápice dessa proposta, combinando partes de t‑rex, Tricerátopo, Ankylosaurus e Stegosaurus. Em contraste, as figuras padrão da linha — como o T‑rex clássico ou o velociraptor — eram reproduções fiéis dos dinossauros vistos nos filmes.
| Característica | Ultimasaurus protótipo | Figuras padrão Chaos Effect |
|---|---|---|
| Estado de produção | Final Engineering Pilot (único exemplar) | Produção em massa (milhares de unidades) |
| Design | Híbrido de quatro espécies, detalhes exclusivos | Recriação de um único dinossauro |
| Preço de mercado (2026) | Início em US$ 2.500, potencial de valorização alta | Entre US$ 30 e US$ 80, dependendo da condição |
| Disponibilidade | Único exemplar conhecido, leilão único | Amplamente disponível em lojas de colecionáveis |
O ponto de inflexão para quem coleciona é a escassez. Enquanto as figuras padrão são fáceis de encontrar, o Ultimasaurus aparece como um “holy grail” – um objeto que pode definir uma coleção.
Ultimasaurus vs. outros itens raros de Jurassic Park
Além do Ultimasaurus, o mercado de colecionáveis de Jurassic Park tem outros itens que também alcançaram status de lenda: a miniatura original de um Velociraptor com caixa de edição limitada, o conjunto de figuras da série "Night Hunter" que nunca saiu, e os primeiros protótipos de brinquedos da franquia da década de 1990. Cada um tem seu apelo, mas o Ultimasaurus se destaca por ser a única peça que realmente tentou criar um novo predador, algo que nem os filmes da época ousaram.
- Velociraptor de edição limitada: valor estável, mas não apresenta inovação de design.
- conjunto night hunter não lançado: inclui várias figuras, porém a maioria são variações de dinossauros já existentes.
- Protótipos de 1995: interessantes historicamente, mas menos impactantes visualmente que o Ultimasaurus.
Em termos de potencial de valorização, o Ultimasaurus tem a vantagem de ser o único híbrido da série, o que o coloca em um nicho totalmente inexplorado.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Não há dúvida de que o Ultimasaurus não é para todos. Abaixo, analisamos três perfis de colecionadores e indicamos se o investimento vale a pena.
- Investidor de longo prazo: busca peças que possam multiplicar valor em 10‑15 anos. O Ultimasaurus, por ser único e altamente desejado, encaixa perfeitamente.
- Fanático por Jurassic Park: prefere ter o maior número possível de figuras da franquia. Embora o Ultimasaurus seja incrível, ele pode não ser tão “canônico” quanto os dinossauros dos filmes.
- Colecionador casual: quer montar uma exposição sem gastar fortunas. Nesse caso, as figuras padrão da Chaos Effect ou os kits de edição limitada oferecem melhor custo‑benefício.
Em resumo, quem tem grana para investir e quer algo verdadeiramente singular deve apostar no Ultimasaurus. Os demais perfis podem encontrar opções mais acessíveis que ainda trazem a magia de Jurassic Park.
Onde isso pode dar
O leilão do Ultimasaurus pode mudar a forma como o mercado de brinquedos licenciados vê protótipos “cancelados”. Se o preço final ultrapassar expectativas, veremos um aumento de interesse por itens nunca lançados, incentivando casas de leilão a buscar mais arquivos de empresas como a Hasbro. Por outro lado, se o leilão falhar, pode sinalizar que a obsessão por raridades tem limites e que o valor real ainda está ancorado na nostalgia dos produtos que realmente chegaram às prateleiras.
Independentemente do resultado, o fato de um dinossauro de 1998 estar competindo por atenção em 2026 demonstra que a febre Jurassic Park ainda tem dentes afiados.


