Jujutsu Kaisen volume 1 ficou em 7º lugar na lista de best‑sellers de Graphic Books & Manga do New York Times em setembro.
O que aconteceu
A lista mensal da The New York Times de Graphic Books & Manga, publicada no início de setembro, trouxe três títulos de mangá que vêm ganhando força no mercado internacional. O volume 1 da série Jujutsu Kaisen, criado por Gege Akutami, alcançou a posição #7. Logo atrás, o volume 8 de Kagurabachi, obra de Takeru Hokazono, ficou em #9. Por fim, o volume 1 de The Summer Hikaru Died, da autoria de Mokumokuren, ocupou o #15.
Esses três títulos já haviam aparecido nas edições anteriores da lista, mas o destaque de setembro reforça a tendência de que o público ocidental está consumindo cada vez mais mangás que antes eram considerados nicho. O New York Times iniciou a categoria de Graphic Books & Manga em outubro de 2019, e desde então tem sido um termômetro importante para medir a aceitação global de obras japonesas.
Como chegamos aqui
O crescimento de Jujutsu Kaisen no cenário internacional tem raízes em duas frentes: o sucesso do anime, que estreou em 2020 e recebeu distribuição em plataformas de streaming como Crunchyroll e Netflix, e a estratégia de publicação da Viz Media nos Estados Unidos, que investiu em traduções rápidas e em campanhas de marketing direcionadas ao público geek. A editora japonesa Shueisha, responsável pela publicação original, também ampliou a distribuição física em livrarias norte‑americanas, o que ajudou a elevar as vendas de tiragem impressa.
Já Kagurabachi chegou ao topo das listas de mangás digitais graças ao seu formato de “shonen” com temática de fantasia urbana, que tem atraído leitores que buscam algo diferente dos clássicos de ação. O autor, Takeru Hokazono, tem sido citado em entrevistas como alguém que prioriza ritmo acelerado e personagens carismáticos, fatores que combinam bem com o consumo de conteúdo via dispositivos móveis.
The Summer Hikaru Died representa um caso mais singular: a obra de Mokumokuren mistura horror psicológico com drama adolescente, o que a posiciona como um título de culto. Embora tenha ficado em #15, sua presença na lista demonstra que há espaço para mangás de nicho em meio a grandes franquias.
Para ilustrar a composição da lista de setembro, segue um resumo dos três títulos que se destacaram:
- #7 – Jujutsu Kaisen volume 1 (Gege Akutami)
- #9 – Kagurabachi volume 8 (Takeru Hokazono)
- #15 – The Summer Hikaru Died volume 1 (Mokumokuren)
O que vem depois
O próximo passo para esses mangás está diretamente ligado ao calendário de lançamentos de novos volumes e à continuação das adaptações para outras mídias. Jujutsu Kaisen tem um calendário de lançamentos bastante agressivo no Japão, com novos volumes a cada dois a três meses. Cada novo volume tem potencial para subir novamente nas listas do New York Times, especialmente se houver um arco narrativo que gere buzz nas redes sociais.
Para Kagurabachi, a expectativa gira em torno da conclusão da saga principal, prevista para o final de 2027. O encerramento de uma série costuma gerar picos de vendas, já que leitores que ainda não iniciaram a leitura tendem a comprar os volumes restantes para acompanhar o final.
Quanto a The Summer Hikaru Died, a editora ainda não anunciou planos de adaptação para anime ou live‑action, mas a presença na lista NYT pode abrir portas para projetos de mídia cruzada. Caso a obra consiga manter o interesse do público, é plausível que surjam propostas de streaming ou de edição especial.
Do ponto de vista dos colecionadores brasileiros, a inclusão desses títulos na lista NYT aumenta a demanda por edições físicas importadas, o que pode elevar os preços nos marketplaces. Por outro lado, as versões digitais permanecem mais acessíveis, o que pode impulsionar assinaturas de plataformas como Kindle e comiXology.
Para ficar no radar
Os fãs que acompanham a cena de mangás devem ficar atentos a três fatores principais:
- Calendário de lançamentos: Verifique as datas de publicação dos próximos volumes de Jujutsu Kaisen e Kagurabachi nos sites da Viz Media e da Shueisha.
- Promoções de plataformas digitais: Serviços como Crunchyroll, Kindle Unlimited e comiXology costumam oferecer períodos de teste gratuito ou descontos em bundles de mangás.
- Eventos de cultura geek: Feiras como a CCXP e Anime Friends costumam ter estandes de editoras que trazem edições exclusivas ou pré‑vendas de volumes que ainda não chegaram às lojas.
Manter-se informado sobre esses pontos ajuda a garantir que você não perca nenhuma oportunidade de adquirir os volumes antes que eles se tornem itens de colecionador.


