TL;DR: John Stewart carrega a culpa pela destruição de Xanshi, mas aprende a humildade, se reconcilia com seus companheiros e, ao final, prova ser um verdadeiro green lantern tanto nos quadrinhos quanto na série lanterns.
O que aconteceu
Nos quadrinhos, John Stewart aparece pela primeira vez em 1972, durante a parceria de Denny O'Neil e Neal Adams em Green Lantern e Green Arrow. Décadas depois, ele assume o lugar de Hal Jordan durante o evento Crisis on Infinite Earths. O ponto de inflexão da sua história ocorre em Cosmic Odyssey, uma minissérie escrita por Jim Starlin (criador de Thanos) e ilustrada por Mike Mignola (criador de Hellboy). Nessa trama, Stewart, junto com o Martian Manhunter (J'onn J'onzz), é enviado ao planeta Xanshi para impedir a explosão de uma bomba amarela, que na época ainda era vulnerável ao anel verde.
A arrogância de Stewart o leva a agir sozinho, ignorando a colaboração de J'onn. Ele tenta desarmar a bomba, mas o anel verde não funciona contra o amarelo, resultando na destruição total de Xanshi. O peso da culpa o faz considerar o suicídio e, posteriormente, dedicar sua vida a reparar o erro, assumindo a responsabilidade de proteger o planeta Mosiac até o fim da green lantern corps. Depois, ele passa pelos darkstars, recebe um novo anel de Kyle Rayner e retorna ao justice league, consolidando seu papel como um dos membros mais importantes da Corps.
Na série de animação Lanterns, John Stewart tem uma origem diferente, mas o arco tem paralelos claros: ele é criado para ser o Green Lantern perfeito, mas seu orgulho o coloca em situações como Rushville, onde ele falha ao enfrentar um Hal Jordan mais cínico e endurecido. Ao longo da série, Stewart aprende a abandonar a arrogância, aceita suas limitações e cria um novo juramento para o Corps, demonstrando que o caminho para ser um verdadeiro Lantern é tão interno quanto externo.
Como chegamos aqui
A trajetória de John Stewart pode ser dividida em três fases distintas:
- Introdução e ascensão: Sua estreia nos anos 70 como parte da iniciativa de diversificar os personagens da DC, seguida da passagem para o posto de Green Lantern nos anos 80.
- Queda e redenção nos quadrinhos: O desastre de Xanshi em Cosmic Odyssey revela sua falha de arrogância. A culpa o transforma, levando-o a servir como Darkstar, a receber um novo anel e a retornar ao Corps como líder mais humilde.
- Reinterpretação na série Lanterns: A série adapta o arco de orgulho e perda, mas coloca John em um contexto de treinamento rigoroso e conflitos com Hal Jordan. O ponto de virada ocorre quando ele aceita que não possui todas as respostas, culminando na criação de um juramento próprio.
Essas etapas mostram como a escrita de diferentes mídias — quadrinhos e animação — convergem para reforçar um tema central: o heroísmo de John Stewart nasce da capacidade de reconhecer e superar suas próprias falhas.
O que vem depois
Após os eventos de Cosmic Odyssey e da série Lanterns, John Stewart continua a evoluir como um dos pilares da Green Lantern Corps. Nos quadrinhos, ele assume papéis de liderança, inclusive como membro da Justice League, e sua experiência com a perda de Xanshi o torna um mentor para novos Lanterns. Na série, seu novo juramento — que enfatiza a escolha pessoal sobre a tradição — abre espaço para histórias que exploram a individualidade dentro da Corps.
Para os fãs, isso significa que futuras narrativas podem explorar:
- O impacto da liderança de Stewart em missões intergalácticas.
- Conflitos internos entre a tradição dos Lanterns e a nova visão de Stewart.
- Possíveis cruzamentos com outros personagens da DC, como Darkseid, que já esteve presente em Cosmic Odyssey.
Além disso, a série Lanterns demonstra que adaptações podem manter a essência de um personagem ao mesmo tempo que introduzem elementos originais, garantindo que novas gerações descubram a profundidade de John Stewart sem perder a conexão com suas raízes nos quadrinhos.
Para ficar no radar
John Stewart se consolidou como um dos Green Lanterns mais complexos e admirados da DC. Seu caminho — marcado por arrogância, perda, redenção e inovação — serve de exemplo para quem acompanha tanto os quadrinhos clássicos quanto as adaptações recentes. A mensagem central é clara: ser um herói não é sobre nunca falhar, mas sobre aprender com os erros e usar essa experiência para proteger o universo.


