A estreia de "Made in Korea 2" está marcada para 9 de setembro, com os dois primeiros episódios lançados simultaneamente na Disney+. A série traz de volta Hyun Bin e Jung Woo Sung, agora frente a frente em uma disputa que promete redefinir o equilíbrio de poder estabelecido na primeira temporada.
O que aconteceu
Na primeira temporada, acompanhamos Baek Ki Tae (interpretado por Hyun Bin), um ambicioso magnata dos anos 70, e o incansável promotor Jang Geon Young (interpretado por Jung Woo Sung), que dedicou sua vida a impedir os planos do empresário. O confronto culminou em um impasse que deixou o público sedento por respostas. Nove anos depois, a segunda temporada retoma a história com três personagens centrais:
- Baek Ki Tae: agora no auge de seu império, mais implacável e sedento por poder.
- Jang Geon Young: ressurgiu das sombras, armado com uma vingança que ainda não revelou.
- Baek Ki Hyun (Woo Do Hwan): irmão mais novo de Baek Ki Tae, que tenta traçar seu próprio caminho longe da sombra do irmão maior.
Os novos stills divulgados mostram Baek Ki Tae e Jang Geon Young trocando olhares carregados de desconfiança, enquanto Baek Ki Hyun parece dividido entre apoiar o irmão ou se aliar ao procurador. Hyun Bin comentou que a relação entre os irmãos se tornou “extremamente complicada”, enquanto Jung Woo Sung descreveu Jang Geon Young como “uma figura que surge da sombra para buscar vingança”.
Como chegamos aqui
O sucesso da primeira temporada de "Made in Korea" não foi mera coincidência. O drama chegou ao público num momento em que as produções coreanas ganhavam força global, impulsionadas por plataformas de streaming como a Disney+. A combinação de um enredo político‑econômico ambientado nos turbulentos anos 70, aliado a duas das maiores estrelas da TV coreana, garantiu alta taxa de visualização e críticas positivas.
Entretanto, a própria estrutura da trama — um confronto de poder entre um empresário e um promotor — já carregava o risco de se tornar previsível. Para evitar a armadilha da repetição, os roteiristas decidiram introduzir um terceiro polo: o irmão mais novo, Baek Ki Hyun. Essa escolha abre espaço para novos conflitos internos, além de explorar a dinâmica familiar que muitas vezes fica à margem das grandes narrativas de poder.
Do ponto de vista de produção, a decisão de lançar dois episódios de uma só vez foi estratégica. Ela permite que o público mergulhe rapidamente na nova fase da história, criando um efeito “binge‑watch” que aumenta o engajamento nas primeiras semanas. Também demonstra confiança da Disney+ na capacidade de retenção da série, algo que tem se tornado padrão para dramas de alto investimento.
O que vem depois
Com seis episódios previstos, a temporada deve manter um ritmo de duas novas partes por semana, mantendo a tensão em alta. Os principais pontos que os fãs devem observar são:
- A aliança entre Baek Ki Hyun e Jang Geon Young: se a parceria se consolidar, pode significar o fim do império de Baek Ki Tae.
- Os métodos de Baek Ki Tae: até onde ele está disposto a ir para proteger seu legado? A série já insinuou que ele pode recorrer a medidas ainda mais sombrias.
- O papel da política externa: embora ainda não revelado, a década de 1970 foi marcada por intensas relações entre Coreia do Sul, EUA e Japão. Qual será o impacto desses fatores na trama?
Do ponto de vista crítico, a série corre o risco de sobrecarregar o espectador com demasiados antagonistas. Enquanto alguns argumentam que a multiplicidade de vilões enriquece a trama, outros temem que a falta de foco dilua o impacto emocional. Ainda assim, a presença de atores de calibre como Hyun Bin e Jung Woo Sung pode ser o trunfo que sustenta a narrativa, independentemente das complicações.
Além disso, a escolha de ambientar a história em um período histórico real — a década de 1970 — traz à tona discussões sobre a representação de eventos reais em ficção. A série tem o potencial de despertar interesse por parte do público internacional sobre a história coreana, mas também pode ser criticada por simplificar ou romantizar episódios controversos.
Onde isso pode dar
Se "Made in Korea 2" conseguir equilibrar a complexidade de seus personagens com uma trama coesa, pode se tornar um marco para dramas coreanos de época no cenário global. A série tem tudo para gerar debates sobre poder, ambição familiar e a moralidade dos meios utilizados para alcançar fins. Por outro lado, se a narrativa se perder em subtramas excessivas, corre o risco de se tornar apenas mais um drama de alta produção sem profundidade.
Em última análise, a aposta da redação é que a química entre Hyun Bin e Jung Woo Sung será o elemento decisivo. A rivalidade que se desenha entre eles não é apenas um conflito de personagens, mas um reflexo de tensões históricas que ainda ressoam hoje. O futuro de Baek Ki Tae e de seu império dependerá de como o público aceita ou rejeita as escolhas morais apresentadas ao longo da temporada.
O que falta saber
Até o momento, detalhes como a identidade do diretor da segunda temporada ou a extensão das influências históricas ainda não foram confirmados. Também não sabemos se novos personagens serão introduzidos para ampliar ainda mais o tabuleiro de poder. O que sabemos é que a estreia está próxima e que a expectativa está nas alturas.
Enquanto isso, os fãs podem revisitar a atuação de Hyun Bin em Harbin, disponível na Viki, para se preparar para o que vem pela frente.


