O Hyperkin SupaBoy Prime chegou ao mercado em 2024 como a última tentativa de reviver o SNES em formato portátil, mas falha em atender às exigências de 2026.
Este review repassa a evolução da linha SupaBoy, compara as versões anteriores e avalia se o modelo Prime vale a pena para o colecionador e o gamer brasileiro.
O que é o Hyperkin SupaBoy Prime?
O SupaBoy Prime é um console handheld que aceita cartuchos originais de Super Nintendo Entertainment System (SNES). Fabricado pela empresa americana Hyperkin, ele traz um design inspirado nos portáteis da década de 90, porém com alguns upgrades como tela lcd de 5,5 polegadas, bateria recarregável e portas hdmi para saída de vídeo.
Quais foram as principais mudanças em relação às versões anteriores?
A linha começou em 2012 com um modelo de tela 4:3, seguido em 2016 pelo SupaBoy S, que adotou um display 16:9 esticado. Em 2018 surgiu o SupaBoy SFC, que introduziu botões coloridos ao estilo Super Famicom e um interruptor de proporção 4:3, embora a tela permanecesse 16:9. O Prime tenta corrigir esses problemas ao oferecer:
- Aspect ratio nativo de 4:3 sem distorção, graças a um painel LCD de alta densidade.
- Botões retroiluminados com feedback tátil melhorado.
- Saída HDMI 1080p para jogar em TVs modernas.
- Suporte a firmware customizável via USB.
Apesar das melhorias, a execução deixa a desejar em pontos críticos que analisamos a seguir.
Como é a qualidade da tela do SupaBoy Prime?
A tela LCD de 5,5" tem resolução de 720p, porém o brilho máximo ainda é insuficiente para ambientes bem iluminados, algo comum em casas brasileiras. Além disso, o tempo de resposta da tela é alto, gerando ghosting perceptível em jogos de ação rápida como "Super Mario World" ou "Contra III". Em comparação, dispositivos como o analogue pocket oferecem telas OLED com tempo de resposta quase nulo, tornando a experiência visual do SupaBoy Prime inferior.
Os controles são confortáveis para longas sessões?
Os botões foram redesenhados com silicone mais macio, mas ainda apresentam um “click” ruidoso que pode incomodar em sessões prolongadas. O layout tenta reproduzir o do SNES original, porém o espaçamento entre o D‑pad e os botões A/B está muito próximo, provocando toques acidentais. Para quem joga títulos que exigem precisão, como "The Legend of Zelda: A Link to the Past", isso pode ser frustrante.
Quais recursos modernos o SupaBoy Prime oferece?
Em termos de conectividade, o console possui apenas USB‑C para carregamento e atualização de firmware. Não há Wi‑Fi, Bluetooth ou suporte a cartões de memória, o que impede a inclusão de save states ou cheats via rede. A ausência de um slot para cartão sd também limita a possibilidade de usar ROMs backup, algo que a comunidade retro costuma exigir.
O que os gamers brasileiros devem considerar antes de comprar?
O preço de lançamento nos EUA foi em torno de US$ 149, o que, convertido, fica próximo a R$ 800. No Brasil, o custo final pode ultrapassar R$ 1.200 devido a impostos e importação. Para quem possui uma coleção de cartuchos originais, o SupaBoy Prime pode servir como um meio de jogar em movimento, mas a falta de recursos como save states e bateria de curta duração (cerca de 3 horas de jogo contínuo) reduz significativamente o custo‑benefício.
Vale a pena comparar com outras opções do mercado?
Sim. O Analogue Pocket (US$ 199) oferece tela OLED, suporte a múltiplas plataformas retro e firmware aberto. O nintendo switch lite, embora não aceite cartuchos SNES, tem biblioteca de jogos retro via Nintendo eShop e bateria superior. Para quem busca exclusivamente jogar cartuchos SNES, o retro-bit super retro trio (versão portátil) também pode ser analisado, pois tem preço mais acessível e bateria de maior duração.
Quais são os pontos fortes do SupaBoy Prime?
- Compatibilidade total com cartuchos SNES originais.
- Saída HDMI que permite jogar em TV sem latência extra.
- Design nostálgico que agrada colecionadores.
Quais são as principais deficiências?
- Brilho e tempo de resposta da tela inadequados para ambientes claros.
- Ergonomia dos botões que pode gerar erros de input.
- Ausência de conectividade moderna (Wi‑Fi, Bluetooth, SD).
- Duração de bateria curta comparada a concorrentes.
- Preço elevado frente ao que oferece.
O que falta saber?
A Hyperkin ainda não divulgou planos de atualização de firmware que incluam recursos como save states ou suporte a emuladores adicionais. Também não há informações oficiais sobre a disponibilidade de versões com dublagem em português ou legendas, já que o console não possui mídia de vídeo incorporada.
Para ficar no radar
O SupaBoy Prime será encontrado nas principais lojas de importação e em alguns marketplaces brasileiros a partir de meados de 2024. Caso o preço continue alto, a comunidade retro pode buscar alternativas de segunda mão ou aguardar possíveis descontos sazonais. Enquanto isso, os fãs de SNES que desejam portabilidade devem pesar os prós e contras apresentados aqui.
FAQ
- O SupaBoy Prime aceita cartuchos de Super Famicom? Sim, o console aceita tanto cartuchos NTSC (SNES) quanto PAL (Super Famicom), desde que o firmware esteja atualizado.
- É possível usar o SupaBoy Prime como controle para TV? Não. O dispositivo só funciona como console independente; não há modo de controle remoto para outro aparelho.
- Existe garantia internacional? A Hyperkin oferece garantia limitada de 12 meses, porém o suporte ao cliente no Brasil ainda é limitado a e‑mail.
Onde isso pode dar
Se a Hyperkin lançar um firmware que inclua save states, suporte a Wi‑Fi e um painel de tela OLED, o SupaBoy Prime pode ganhar relevância entre os entusiastas que valorizam a autenticidade dos cartuchos. Caso contrário, o dispositivo tende a ser relegado a nichos de colecionadores que priorizam a estética sobre a jogabilidade prática.


