house of the dragon S3 iguala recorde de 14 anos com 97% no Rotten Tomatoes
TL;DR: A terceira temporada de House of the Dragon alcançou 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, empata o melhor índice da história da franquia e chegou ao topo da hbo max nos Estados Unidos.
Depois de dois anos de hiato, a prequel de game of thrones voltou com tudo, e a crítica parece ter perdoado os tropeços da segunda temporada. Mas será que esse número mágico de 97% realmente representa uma melhora substancial ou apenas um reflexo da hype que acompanha qualquer retorno de grande franquia? Vamos analisar os motivos que levaram a série a esse patamar, os pontos críticos que ainda incomodam e o que isso significa para o futuro da saga.
Por que a pontuação subiu tão drasticamente?
- Roteiro mais focado no conflito interno. A terceira temporada abandona parte das subtramas excessivas da temporada anterior e concentra-se nos embates políticos entre Rhaenyra (Emma D'Arcy) e Alicent (Olivia Cooke). Essa clareza narrativa agrada críticos que reclamavam de ritmo desarticulado.
- Visuais de tirar o fôlego. A batalha da Gullet, agora em tela grande, combina CGI avançado e cenografia prática. A qualidade das imagens eleva a experiência e gera elogios de publicações como variety e Next Best Picture.
- Atuações que superam o original. Emma D'Arcy entrega uma performance mais matizada que a de sua predecessora, enquanto Matt Smith (Aegon) traz carisma inesperado. Alguns críticos afirmam que o elenco rivaliza, e até supera, o da série mãe.
- Correções de falhas da temporada 2. A produção escutou as críticas sobre a adaptação de "Fire & Blood" e ajustou a fidelidade ao material de George R.R. Martin, reduzindo as divergências que irritaram fãs puristas.
- Estratégia de lançamento inteligente. A estreia em junho, acompanhada de um forte calendário de trailers e eventos digitais, manteve o buzz alto, influenciando a percepção inicial dos críticos.
Os argumentos contrários que ainda ecoam
- Alguns críticos ainda consideram a série "reheated", apontando que a estrutura de poder ainda segue fórmulas previsíveis de intriga cortesã.
- O excesso de dragões e efeitos especiais pode saturar o espectador, tornando os momentos épicos menos impactantes, como apontou The Hollywood Reporter.
- O ritmo pós-batalha desacelera, o que pode frustrar quem espera ação constante a cada episódio.
- Desvios ainda persistem em relação ao livro, especialmente em decisões de personagens que divergem da narrativa original.
Mesmo com críticas pontuais, a maioria das avaliações destaca a melhoria geral em relação à temporada anterior, justificando a alta nota no Rotten Tomatoes.
Como a pontuação se compara ao resto da franquia?
| Temporada | RT Críticos | RT Público |
|---|---|---|
| Game of Thrones S2 | 97% | 97% |
| Game of Thrones S4 | 97% | 97% |
| House of the Dragon S3 | 97% | TBC |
| Game of Thrones S8 | 55% | 30% |
O fato de duas temporadas de Game of Thrones e agora a terceira de House of the Dragon compartilharem a mesma marca de 97% evidencia que a qualidade crítica pode ser mantida, apesar das controvérsias de enredo.
O que o topo da HBO Max indica para a série?
Segundo o monitor flixpatrol, House of the Dragon subiu ao primeiro lugar nos EUA logo após a estreia da terceira temporada. Esse salto sugere duas coisas: primeiro, a base de fãs ainda está faminta por conteúdo da saga; segundo, a plataforma de streaming está capitalizando a ausência de lançamentos concorrentes naquele período, reforçando a estratégia de "binge‑ready".
Entretanto, a popularidade nas plataformas não garante longevidade. Se a série não mantiver a qualidade nos próximos episódios, o pico pode ser efêmero, como aconteceu com a última temporada de Game of Thrones, que viu a crítica despencar de 90% para 55%.
A aposta da redação
Nosso veredicto é claro: House of the Dragon S3 representa um renascimento crítico que, embora não elimine todas as falhas, eleva a série a um patamar que poucos spin‑offs conseguem alcançar. A combinação de roteiro focado, produção de alto nível e performances de destaque cria um pacote que justifica a pontuação de 97%.
Se a série continuar a equilibrar drama político com espetáculos visuais, tem tudo para permanecer como a principal porta de entrada da franquia para novos espectadores. Caso contrário, o risco é cair na mesma armadilha da temporada final de Game of Thrones, onde a expectativa superou a entrega.
Onde isso pode dar
O futuro da saga ainda está em aberto. A HBO já sinalizou interesse em mais temporadas, mas a pressão para manter a excelência crítica será imensa. Se a produção conseguir inovar sem sacrificar a coerência narrativa, poderemos ver House of the Dragon consolidar-se como a melhor adaptação da obra de George R.R. Martin.
Por outro lado, se os roteiristas cederem novamente às tentações de mudanças drásticas ou ao excesso de CGI, a série pode perder o apoio dos críticos e, eventualmente, dos fãs. A balança está pendendo, e o próximo episódio será decisivo para definir se a temporada 3 será lembrada como o ponto alto da franquia ou apenas um pico temporário.
O ranking pode mudar
Até agora, a terceira temporada de House of the Dragon está no topo das avaliações da franquia, mas o cenário pode mudar rapidamente. Novas críticas, reavaliações de público e, principalmente, a qualidade dos episódios subsequentes determinarão se o recorde de 97% será mantido ou ultrapassado. Aguardamos ansiosos pelos próximos capítulos para ver se a série consegue transformar esse sucesso momentâneo em um legado duradouro.


