A Guerrilla Games confirmou, via reportagem da Bloomberg, que apenas uma "equipe mínima" está dedicada ao próximo título single-player da franquia Horizon — o que projeta o lançamento para a década de 2030. O estúdio holandês prioriza atualmente o desenvolvimento de horizon hunters gathering, seu primeiro projeto live-service multiplayer, enquanto a sequência direta de horizon forbidden west permanece em estágio inicial de pré-produção.
O que sabemos sobre o futuro da franquia Horizon
- Equipe reduzida no single-player: A Bloomberg relata que a Guerrilla alocou um grupo pequeno — descrito como "tiny team" — para o próximo jogo solo de Aloy. Isso indica que o projeto está em fase conceitual ou de prototipagem, sem estrutura de produção completa.
- Lançamento projetado para os anos 2030: Com a equipe mínima, o cronograma realista coloca o título apenas na próxima década. O primeiro Horizon Zero Dawn lançou em 2017 e Forbidden West em 2022; um intervalo de 8 a 10 anos entre sequências principais seria inédito para a franquia.
- Prioridade ao live-service Horizon Hunters Gathering: O Push Square noticiou em fevereiro de 2026 que este seria o próximo grande lançamento da Guerrilla no PS5. O jogo multiplayer cooperativo absorve a maior parte dos recursos do estúdio em Amsterdã.
- Estratégia live-service da PlayStation sob pressão: A reportagem da Bloomberg contextualiza a decisão dentro das dificuldades da Sony com jogos como serviço. Títulos como Concord (encerrado semanas após o lançamento) e ajustes em Helldivers 2 mostram que a publisher reavalia investimentos no modelo.
- Reboot do projeto multiplayer: Segundo a Bloomberg, Horizon Hunters Gathering passou por um "reboot" interno recente. A mudança de direção no desenvolvimento live-service pode ter drenado mão de obra que iria para o single-player.
- Sem anúncio oficial de Horizon 3: A Sony não confirmou nome, janela ou plataformas para a sequência principal. O subtítulo "3" é usado pela imprensa e comunidade como referência, mas o título final pode ser diferente — assim como Forbidden West não carregou numeração.
- Impacto no ecossistema first-party: Com God of War Ragnarök (2022) e Spider-Man 2 (2023) já lançados, a ausência de um grande single-player da Guerrilla nos próximos anos cria uma lacuna no calendário de exclusivos de peso da PlayStation.
Por que a Guerrilla apostou no multiplayer antes do single-player?
A decisão reflete a diretriz corporativa da Sony Interactive Entertainment de expandir receitas recorrentes via jogos como serviço. Em 2022, a empresa afirmou que planejava lançar 10 títulos live-service até 2026 — meta posteriormente ajustada após falhas comerciais. Horizon Hunters Gathering herdou a responsabilidade de ser um pilar dessa estratégia, aproveitando o universo rico e a base de fãs da franquia para sustentar engajamento de longo prazo.
O reboot interno do projeto multiplayer, revelado pela Bloomberg, sugere que a transição da Guerrilla — estúdio historicamente focado em experiências narrativas single-player — para o desenvolvimento de jogos como serviço encontrou obstáculos técnicos ou de design. A realocação de desenvolvedores experientes para estabilizar Hunters Gathering teria esvaziado a equipe do projeto solo.
O que falta saber
- Se a equipe do single-player será expandida após o lançamento de Horizon Hunters Gathering.
- Qual engine será usada — a Decima Engine evoluiu para suportar multiplayer, mas pode exigir refatoração pesada.
- Se a Sony manterá o compromisso com jogos single-player de grande orçamento como pilar da marca PlayStation.
- Possibilidade de spin-offs ou expansões single-player menores (como Frozen Wilds) para preencher o hiato.
O que vem depois para a franquia
A lacuna até os anos 2030 deixa a franquia Horizon dependente do sucesso de Horizon Hunters Gathering para manter relevância comercial. Se o live-service falhar — como ocorreu com Concord —, a Sony pode acelerar o desenvolvimento single-player para recuperar confiança do público. Por outro lado, um êxito no multiplayer pode consolidar a franquia como plataforma de serviços, reduzindo a urgência de uma sequência narrativa tradicional.
Para os jogadores, a mensagem é clara: a próxima grande aventura solo de Aloy não chega antes da próxima geração de consoles. O foco imediato da Guerrilla está no cooperativo, e o single-player virou aposta de longo prazo — não prioridade de produção.


