TL;DR: HBO Max oferece quatro filmes de terror pouco divulgados – cronos, ugetsu, trick ’r treat e house – que são essenciais para quem quer fugir dos títulos mais populares.
Fato
Entre os milhares de títulos disponíveis no catálogo da HBO Max, quatro obras de terror permanecem quase invisíveis ao grande público: Cronos (1992), a estreia de Guillermo del Toro; Ugetsu (1953), clássico japonês de Kenji Mizoguchi; Trick ’r Treat (2009), antologia de Michael Dougherty; e House (1977), horror‑comédia de Nobuhiko Obayashi. Todas estão disponíveis para streaming, mas raramente aparecem nas recomendações da plataforma.
Contexto: por que importa
O mercado de streaming tem transformado a forma como consumimos cinema, mas a lógica de algoritmo costuma favorecer blockbusters e séries de grande apelo. Isso cria um abismo entre o que está disponível e o que realmente chega ao espectador. Quando se trata de terror, o efeito é ainda mais pronunciado: o gênero depende fortemente de atmosfera, tradição cultural e, muitas vezes, de um público de nicho que busca experiências fora do mainstream.
Esses quatro filmes representam diferentes eras e estilos:
- Cronos combina fantasia sombria e drama familiar, mostrando que del Toro já tinha a assinatura estética que viria a definir sua carreira.
- Ugetsu traz um horror poético ambientado na guerra civil japonesa, provando que o terror pode ser tão contemplativo quanto violento.
- Trick ’r Treat oferece uma antologia que celebra (e subverte) os clichês do Halloween, tornando‑se cult rapidamente.
- House mistura comédia surreal e efeitos práticos, criando um visual que ainda hoje inspira diretores de horror experimental.
Ao manter esses títulos escondidos, a HBO Max perde a oportunidade de atrair um segmento de fãs ávidos por descobertas, ao mesmo tempo que subestima a riqueza histórica do gênero.
Reação dos fas/mercado
Os fãs de terror costumam dividir a opinião sobre esses filmes. Por um lado, há quem os adore por sua originalidade e pelo fato de escaparem da fórmula dos blockbusters. Por outro, alguns espectadores reclamam da falta de ritmo acelerado ou de efeitos especiais que consideram ultrapassados.
Exemplos de elogios incluem a crítica que destacou a atuação de Ron Perlman em Cronos como “um dos primeiros indícios do talento que faria dele um ícone do cinema de gênero”. Já Ugetsu tem sido citado como “um dos pilares da era dourada do cinema japonês”, influenciando obras posteriores como The Others. Trick ’r Treat tem ganhado status de culto nas maratonas de Halloween, enquanto House é reverenciado por seu poster icônico e sua abordagem quase psicodélica.
Do ponto de vista do mercado, a ausência desses filmes nas recomendações pode ser vista como uma falha de curadoria. Plataformas como Netflix e Amazon Prime costumam criar coleções temáticas (ex.: “Horror Clássico”), o que facilita a descoberta. A HBO Max ainda não fez isso de forma consistente, deixando os usuários dependerem de listas externas ou de buscas manuais.
O que esperar
Se a HBO Max quiser capitalizar esse acervo, algumas estratégias são possíveis:
- Desenvolver uma seção dedicada a “Terror Esquecido” que destaque esses quatro títulos e outros semelhantes.
- Promover campanhas de marketing sazonais (ex.: durante o Halloween) que incluam Trick ’r Treat e House como recomendações principais.
- Incluir comentários de diretores ou críticos nas páginas dos filmes, oferecendo contexto histórico que enriqueça a experiência do usuário.
- Explorar parcerias com influenciadores de horror para criar playlists temáticas, gerando buzz nas redes sociais.
Enquanto isso, o público que realmente busca por essas obras pode contar com comunidades online – fóruns, subreddits e blogs – que já compilam listas como a que inspirou este artigo. A esperança é que, ao amplificar essas vozes, a HBO Max perceba o valor de colocar esses tesouros à vista de todos.
Onde isso pode dar
A decisão da HBO Max de manter ou promover esses filmes pode influenciar diretamente a percepção da plataforma entre os cinéfilos de terror. Uma curadoria mais ousada pode transformar a empresa em referência para quem procura experiências fora do óbvio, enquanto a estagnação pode reforçar a imagem de “mais do mesmo”. No fim das contas, cabe ao espectador exigir mais visibilidade para obras que, embora não sejam blockbusters, carregam peso cultural e inovador.
On This Day, an Iconic ’80s Franchise Finally Jumped to TV, and Will Return With a New Series This Month


