Halloween: The Game, o multiplayer assimétrico 1v4 da IllFonic inspirado no clássico de John Carpenter de 1978, recebeu nota 3,5 de 5 em review internacional. O título chega em 8 de setembro para playstation 5, xbox series e PC via steam e epic games store, e o veredito é claro: é diversão dos dois lados da cerca, com um carinho raro pelo filme — mas os bugs e algumas escolhas de violência incomodam.
IllFonic transforma Haddonfield em arena multiplayer — e o resultado é sólido
O review original publicado pela ComicBook.com aponta que Halloween: The Game é mais do que um simples reskin de Friday the 13th: The Game (outro assimétrico também da IllFonic). Segundo o texto, o jogo representa uma evolução real da fórmula, com gameplay distinta para Michael Myers — apelidado de "The Shape" — e mecânicas que recompensam quem joga como o assassino se comporta no filme: observando, espreitando, escolhendo o momento certo.
O ponto alto citado é justamente a fidelidade ao longa original: a trilha de Carpenter, o cenário de Haddonfield no final dos anos 1970, as sombras caindo sobre as casas e até a paleta visual do filme estão lá. Empatar isso com um multiplayer online que não trava, que tem objetivos variados por rodada e que permite customização pesada de personagens já coloca o jogo em outro patamar dentro do subgênero que Dead by Daylight — sucesso da Behaviour Interactive de 2017 — ajudou a popularizar.
Contexto: por que um Halloween em jogo importa agora
O pipeline "filme de terror vira jogo assimétrico" já virou fórmula. Friday the 13th, Killer Klowns from Outer Space: The Game e The Texas Chain Saw Massacre (todos citados no review) abriram caminho, mas cada um tropeçou em problemas próprios: licença complicada, suporte pós-lançamento irregular, balanceamento duvidoso. A expectativa em torno de Halloween: The Game sempre foi alta porque o filme de Carpenter de 1978 é, na prática, o avô dos slashers — e ninguém havia acertado o tom ainda.
É nesse vácuo que a IllFonic entra. O estúdio tem pedigree no nicho (foi quem fez Friday the 13th e Predator: Hunting Grounds), então a entrega final precisava responder uma pergunta: dá pra capturar aquela tensão慢e metodosa do filme dentro de um jogo 1v4? O review sugere que sim — pelo menos na maioria das vezes.
Reação: o que funcionou, o que irritou e o que dividiu
A review equilibra elogios e críticas com uma lista de prós e contras que reflete bem o tom da experiência:
- Prós: gameplay distinta de Michael Myers, civis divertidos de jogar e atenção obsessiva aos detalhes do filme.
- Contras: bugs e animações esquisitas que rendem memes, além de algumas licenças poéticas que destoam do tom original.
Do lado dos civis, o review destaca que a experiência 1v4 é menos estressante do que jogar como o Boogeyman. Cada personagem tem perks e estatísticas próprias — há quem seja melhor em consertar carros e telefones, quem seja melhor em convencer NPCs do perigo, e até um "corredor certificado" que corre rápido mesmo com medo. Conversar com NPCs rende cartas de perk aleatórias que melhoram status ou permitem respawn como policial depois da morte. Detalhe genial: cerveja e baseados funcionam como consumíveis que dão vantagem — humor que cabe perfeitamente no clima de fim dos anos 70.
Do lado de Myers, o grande trunfo é a mecânica de stalking: uma câmera em primeira pessoa que espelha os planos icônicos do filme, permite ver de onde vem o barulho, travar em alvos e encher um medidor que libera kills mais elaborados. Em outras palavras, o jogo recompensa quem joga Myers do jeito Carpenter — quem sair correndo atrás de todo mundo vai perder. O review ainda frisa que Myers não é imbatível: pode ser derrubado, cegado e enganado, o que mantém a tensão.
Os bugs e a violência que destoam do filme
O lado negativo do veredito se divide em dois pontos. O primeiro são os glitches e animações malucas que aparecem com frequência — o tipo de coisa que rende clip no TikTok e Twitter, mas tira a imersão. O segundo é mais subjetivo: o filme original de Carpenter era metódico e contido, com violência nunca gratuita. O jogo, não. Tem kill com Myers enfiando a faca no topo da cabeça da vítima, estrangulamento com fonte de sangue saindo da boca, e kills ambientais que vão de jogar a cabeça da pessoa contra um ferro de fogão quente até matar com um flamingo de jardim.
O próprio review reconhece que, embora divertido, esse nível de gore parece mais à cara das sequências de Halloween do que do filme de 78. É uma licença de franquia que vai incomodar o fã mais purista e arrancar risada de quem joga de boa.
O que esperar: 8 de setembro e a vida útil do jogo
Halloween: The Game chega no dia 8 de setembro para PS5, Xbox Series, Steam e Epic Games Store. O review foi feito com base em código antecipado cedido pela IllFonic — ou seja, é a versão de pré-lançamento. Isso significa que patches de day one podem corrigir parte dos bugs citados, e ajustes de balanceamento tendem a rolar nas primeiras semanas, como é tradição no gênero.
Quatro mapas, muita customização, perks, cosméticos e a promessa de que nenhuma rodada é igual à outra colocam o jogo na prateleira dos assimétricos com maior rejogabilidade — desde que a IllFonic mantenha o suporte pós-lançamento. O review não comenta sobre roadmap, mas o histórico recente do gênero mostra que sem updates constantes a comunidade migra rápido.
Compra ou pula?
Se você curte o subgênero assimétrico, gosta de Halloween (o filme, não a data) e topa relevar uns bugs em troca de uma das recriações mais fiéis já feitas de um slasher clássico, Halloween: The Game é compra tranquila. A nota 3,5 de 5 não é de meio-termo preguiçoso — é o tipo de jogo que acerta quase tudo, mas tropeça nos próprios exageros.
Se você é fã de carteirinha do filme original de Carpenter e se irrita com violência que parece pertencer a outro tom, talvez valha esperar uma promoção e os primeiros patches. E se você vem de Dead by Daylight e quer algo mais focado, sem a complexidade de千年老asm Survivors, este Halloween entrega uma experiência mais enxuta e cinematográfica — com o bônus de poder, finalmente, jogar do lado do cara de máscara branca.
O review deixa no ar uma sensação clara: este é o Halloween em jogo que os fãs esperavam. Não é perfeito, mas é o mais perto que a IllFonic (e o gênero) já chegou.


