Hakos Baelz, a VTuber da Hololive, compartilhou em entrevista recente suas obsessões por tanya the evil, a série de jogos Yakuza e a filosofia "chuuni" que permeia sua personalidade. Ela também revelou curiosidades sobre seu domínio de línguas e seu jeito peculiar de apreciar café.
Por que a entrevista de Hakos Baelz virou assunto?
A conversa aconteceu enquanto a artista se preparava para o quarto concerto em inglês da Hololive, intitulado "Serendipity", marcado para julho. O destaque está no fato de que Baelz não só fala sobre seus gostos culturais, mas também conecta esses interesses ao seu trabalho de performance, criando um ponto de intersecção raro entre streaming, música e gaming.
- O encanto por Tanya the Evil vai além da trama. Baelz admitiu que a primeira impressão foi de choque, mas o que realmente a fisgou foi a atuação de Aoi Yuuki, que consegue transmitir a dualidade entre a mente de um executivo e a inocência de uma garotinha. Esse contraste, segundo ela, eleva a série a um patamar que poucos animes conseguem alcançar.
- yakuza 0 como obra-prima indiscutível. Entre todos os títulos da franquia, a VTuber destaca Yakuza 0 como o ponto alto da narrativa e da jogabilidade. Ela elogia a escrita refinada e a ambientação dos anos 80, afirmando que o jogo ainda resiste ao teste do tempo.
- yakuza 3 merece mais atenção. Apesar de ser menos lembrado, Baelz considera Yakuza 3 subestimado, principalmente pela profundidade de seu personagem Mine. Ela aponta que a história tem camadas emocionais que raramente são reconhecidas pelos fãs mais casuais.
- Chuuni como motor criativo. O termo "chuuni" descreve a fase da adolescência em que se deseja ser um vilão ou possuir poderes ocultos. Baelz relata que esse sentimento sempre esteve presente, servindo como escapismo e inspiração para criar personas distintas nas transmissões e nas apresentações ao vivo.
- Multilinguismo inesperado. Nascida na Austrália, Baelz cresceu em um lar bilíngue (inglês e cantonês) e estudou coreano e japonês por conta própria. Embora reconheça que seu japonês ainda tem lacunas, ela se orgulha de conseguir se comunicar em quatro idiomas diferentes.
- O "witness me" de Mad Max na introdução. O grito de guerra da VTuber faz referência ao clássico de ação, mostrando como ela incorpora referências pop ocidentais ao seu repertório, reforçando sua identidade híbrida entre cultura japonesa e ocidental.
- Café versus chá: a batalha cotidiana. Baelz prefere latte ou café preto no Japão, mas quando viaja ao exterior, busca o "flat white" para testar a habilidade dos baristas. Essa curiosidade gastronômica revela um lado descontraído que contrasta com sua imagem de performer.
Além dos tópicos acima, Baelz também falou sobre a importância de coreografar suas próprias músicas, como "snake eyes", e como a limitação da tecnologia virtual desafia sua criatividade. Ela descreve a diferença entre improvisação e coreografia planejada, ressaltando que o último exige mais disciplina e visão de futuro.
Como o lado chuuni influencia a presença de palco?
Baelz compara o chuuni a uma máscara que coloca quando está em cena. Enquanto nas lives ela mantém um tom mais descontraído e “brain‑questionable”, no palco a energia muda: ela busca transmitir poder e singularidade, como se fosse um personagem de anime que acabou de despertar seu verdadeiro potencial. Essa dualidade, segundo ela, mantém o público engajado, pois oferece duas facetas distintas da mesma personalidade.
O que esperar do próximo concerto "Serendipity"?
O evento promete ser o mais ambicioso da série, com mais ensaios vocais e de dança, além de novas músicas autorais. Baelz acredita que colocar mais de si mesma nas performances pode transformar o show em um marco para a Hololive EN, mas admite que ainda depende da receptividade dos fãs. O que está garantido é que ela continuará a explorar limites da tecnologia virtual, talvez até incorporando mais referências a jogos como Yakuza e animes como Tanya the Evil.
Watch the full video interview here:
O lado que ninguém está vendo
Apesar de todo o brilho nos palcos e das referências pop, Hakos Baelz ainda luta contra a percepção de que um VTuber não pode ser "sério" sobre arte. Seu empenho em estudar idiomas, coreografar músicas e analisar profundamente cada obra que consome demonstra que o rótulo de "entretenimento" não precisa ser sinônimo de superficialidade. Se ela continuar a mesclar chuuni, gaming e cultura otaku, pode acabar redefinindo o que significa ser uma criadora de conteúdo digital nos próximos anos.


