O estúdio indie japonês Mutsumutsu Project revelou HakoAtama, jogo de terror cooperativo onde jogadores controlam humanos sem cabeça obrigados a entregar pacotes em abrigos subterrâneos infestados de criaturas. O título tem lançamento previsto para 2027 no Windows via Steam, e uma campanha de financiamento coletivo começa em 21 de agosto no Campfire para viabilizar a visão completa do projeto e destacar o modo cooperativo.
HakoAtama mistura Death Stranding e R.E.P.O. com identidade própria
A premissa soa absurda no papel — e é exatamente esse o ponto. Após criaturas estranhas tomarem a superfície, parte da humanidade perdeu a cabeça no caos. Batizados de "HakoAtama" (literalmente "cabeça de caixa"), esses sobreviventes foram isolados pela aparência. Agora, recebem ordens para realizar entregas em abrigos de evacuação em troca de liberdade condicional e a chance de recuperar suas cabeças perdidas.
O loop central gira em torno de transportar encomendas para gerar receita, que mantém o caminhão do seu HakoAtama funcionando entre missões. Pacotes podem ser empilhados nas mãos ou no espaço onde a cabeça estaria — o que facilita carregar vários de uma vez, mas drena stamina e aumenta a chance de ser detectado por monstros. Alguns pacotes escondem conteúdos perigosos que exigem scanners de inspeção espalhados pelos níveis; entregar algo suspeito provavelmente não termina bem.
Contexto: por que importa
HakoAtama é o terceiro projeto do Mutsumutsu Project e chama atenção por fundir mecânicas de loot management e stealth com progressão baseada em veículo — algo raro no terror cooperativo. A aleatoriedade de layouts, destinos, posicionamento de itens e scanners força rejogabilidade e comunicação entre jogadores, já que não há rota decorável.
O visual também foge do padrão: murais desenhados à mão pela ilustradora Yoi Yoi convivem com ambientes 3D realistas de túneis e abrigos, enquanto os monstros usam técnicas de colagem para destoar do cenário. Essa dissonância estética reforça o tom de "algo errado" sem depender apenas de jumpscares.
- Entregas geram dinheiro para manutenção do caminhão entre missões
- Empilhar cargas na "cabeça" aumenta eficiência, mas penaliza stamina e stealth
- Itens (lanternas, armas, ferramentas) equipam-se no corpo ou na cabeça; alguns combinam para efeitos únicos
- Níveis, destinos, itens e scanners são totalmente randomizados
- Co-op permite especialização: um carrega, outro ilumina, outro vigia
Reação dos fãs e mercado
Desde o anúncio, a comunidade indie no Steam e no X (antigo Twitter) destacou a originalidade do conceito "entregador sem cabeça" e a promessa de cooperativo tático não-linear. Comparações com Death Stranding pela logística e R.E.P.O. pelo caos em grupo surgiram, mas a aleatoriedade total de cada partida e a gestão de stamina/visibilidade via empilhamento criam identidade própria. O fato de o crowdfunding ser no Campfire — plataforma japonesa — indica foco inicial no mercado doméstico antes de expansão global.
"A ideia de equilibrar pilhas de caixas no pescoço vazio enquanto monstros caçam pelo som é tensa e cômica na medida certa." — Comentário no fórum da página Steam
Datas e o que vem depois
A campanha no Campfire abre em 21 de agosto e será o termômetro real do escopo final. O Mutsumutsu Project já avisou que os fundos servirão para "realizar plenamente a visão dos desenvolvedores e destacar a empolgação do co-op". Não há meta pública divulgada, nem detalhes de recompensas ou stretch goals.
Até 2027, espera-se divulgação de gameplay estendido, possíveis testes fechados e mais detalhes sobre a variedade de monstros, tipos de pacotes perigosos e progressão de longo prazo (se haverá árvore de habilidades, personalização do caminhão ou narrativa ramificada). A página na Steam já está no ar para wishlist.
O que falta saber antes do lançamento
- Meta de arrecadação e recompensas do Campfire
- Número máximo de jogadores no cooperativo (ainda não confirmado)
- Se haverá demo jogável antes do financiamento
- Suporte a idiomas além do japonês e inglês
- Requisitos de sistema para PC


