Há 1.200 anos, os deuses abandonaram Tyria, deixando o continente à mercê das guildas e das guerras que se seguiram. O novo MMO Guild Wars 3 vai explorar exatamente esse momento, revelando por que as divindades partiram e como isso moldou o futuro da região.
O que aconteceu
Nos primeiros jogos da série — Guild Wars (2005) e Guild Wars 2 (2012) — o mundo de Tyria já é apresentado como um lugar sem intervenção divina. Essa ausência, porém, não era original: há mais de um milênio, os deuses que habitavam o continente decidiram partir. A decisão foi motivada por um conflito iminente com os Elder Dragons, criaturas cujos poderes poderiam devastar tudo ao redor.
Com a partida dos deuses, as cidades sagradas e templos de Orr — a região favorita das divindades — ficaram vazios, mas ainda mantidos pelos habitantes na esperança de um retorno. Pouco depois, o primeiro dos grandes conflitos conhecidos como Guild Wars começou, envolvendo diversas nações e guildas que lutavam por recursos e poder.
Como chegamos aqui
A escolha de ambientar Guild Wars 3 no período imediatamente anterior à primeira Guild War foi estratégica. Colin Johanson, líder da ArenaNet, explicou em entrevista ao IGN que o estúdio queria “voltar no tempo” para explorar as origens da história que os fãs conhecem, tal como a BioWare fez ao lançar Star Wars: The Old Republic antes dos eventos da saga principal.
Ao situar o jogo em Orr, os desenvolvedores podem mostrar:
- Os templos ainda intactos, oferecendo um contraste visual com o futuro em ruínas.
- Os primeiros sinais de tensão entre as facções, que mais tarde se tornarão as grandes potências de Tyria.
- Missões que revelam a verdadeira razão da partida divina, aprofundando o lore da série.
Além do cenário, o anúncio também trouxe novidades de modelo de negócio: o MMO não terá taxa de assinatura nem battle pass, refletindo a crescente insatisfação dos jogadores com esses sistemas.
O que vem depois
O próximo passo para Guild Wars 3 é a fase de beta, prevista para o próximo ano. A expectativa é que os testes incluam guias de história que ajudem os jogadores a conectar os eventos do jogo com os marcos futuros da série — como a invasão dos Charr e a destruição de cidades icônicas.
Com a partida dos deuses como ponto de partida, os jogadores poderão vivenciar:
- Exploração de locais que ainda não foram mostrados nos jogos anteriores.
- Interação com personagens que testemunharam a saída das divindades.
- Decisões que influenciarão diretamente o futuro de Tyria, criando uma linha do tempo dinâmica.
Se tudo ocorrer como esperado, o MMO pode redefinir a forma como a narrativa é construída em jogos de grande escala, oferecendo ao público tanto novatos quanto veteranos uma experiência única e imersiva.
Para ficar no radar
Fique atento aos anúncios oficiais da ArenaNet nas próximas semanas. As datas de lançamento ainda não foram confirmadas, mas a comunidade já demonstra grande entusiasmo com a proposta de revisitar o passado de Tyria. Enquanto isso, vale acompanhar os canais oficiais da desenvolvedora e os fóruns de discussão para não perder nenhuma atualização.
Com a promessa de um mundo sem assinatura, sem battle pass e repleto de histórias inéditas, Guild Wars 3 tem potencial para se tornar um marco importante na história dos MMOs.


