TL;DR: Grant Morrison, renomado escritor da DC, classificou a interpretação de Jason Momoa como lobo em supergirl como uma das piores performances já vistas em filme.
O que aconteceu
Durante a estreia de Supergirl (2026), o universo cinematográfico da DC tentou inserir o caçador de recompensas intergaláctico Lobo, interpretado por Jason Momoa. A expectativa era alta: Momoa já havia provado seu carisma em aquaman, e Lobo, personagem criado nos anos 90, tem uma aura de anti‑herói que combina com o humor ácido da franquia.
Entretanto, nem todos ficaram satisfeitos. Grant Morrison — escritor veterano da DC, responsável por arcos como Animal Man e JLA — enviou sua opinião via newsletter Xanaduum. Morrison afirmou que a performance de Momoa foi "uma das piores que já vi em um filme" e que, apesar de esperar algo grandioso, ficou "bastante perplexo".
O crítico não poupou nem a própria personagem: descreveu Lobo como "um vilão romeno de nível baixo" e questionou a necessidade de um antídoto para krypto, algo que, segundo ele, violava a lógica do sol amarelo.
Embora o restante do elenco, especialmente Milly Alcock (que interpreta a protagonista), tenha sido elogiado por sua credibilidade, a atuação de Momoa acabou se tornando o ponto de discórdia.
Como chegamos aqui
Para entender por que a participação de Lobo gerou tanto alvoroço, precisamos recuar alguns passos:
- Origem do personagem: Lobo nasceu nos quadrinhos como um mercenário cínico, quase uma paródia de anti‑heróis. Seu visual pesado, a tatuagem de correntes e o humor negro o tornaram cult nos anos 90.
- Expectativas da DC: Após o sucesso estrondoso de Aquaman (bilhões de dólares), a warner bros. buscou capitalizar a popularidade de Momoa, colocando-o em um papel que parecia feito sob medida.
- Problemas de produção: Supergirl sofreu cortes de cena entre diretor e estúdio, além de uma adaptação livre da HQ Woman of Tomorrow. Essas inconsistências criaram um ambiente propício a decisões criativas duvidosas.
- Visão de Morrison: Como alguém que escreveu histórias profundas para o Universo DC, Morrison tem um olhar crítico sobre a psicologia dos personagens. Ele acredita que Lobo merece uma abordagem mais violenta, possivelmente R‑rated, para preservar seu espírito "metal pesado".
Esses fatores convergiram para que a tentativa de inserir Lobo parecesse forçada. A própria narrativa do filme acabou suavizando o caráter brutal do caçador, o que, segundo Morrison, diluiu a essência da figura nos quadrinhos.
O que vem depois
O futuro de Lobo no DCU ainda está em aberto. Alguns caminhos possíveis:
- Reboot total: A Warner Bros. pode decidir refazer a história de Lobo em um filme próprio, adotando um tom mais adulto, à la deadpool, para atender ao público que deseja sangue e humor ácido.
- Spin‑off em série: Uma série limitada no streaming poderia explorar o passado de Lobo, permitindo maior profundidade psicológica — algo que Morrison parece desejar.
- Descontinuação: Caso a recepção negativa persista, a DC pode abandonar o personagem, mantendo‑o apenas como easter egg em futuros projetos.
Enquanto isso, a própria Supergirl encontrou refúgio no streaming, indicando que, apesar das críticas, ainda há curiosidade suficiente para manter o filme vivo nas plataformas digitais.
Para os fãs de Lobo, a mensagem de Morrison serve como um alerta: nem todo fan‑service funciona. Se a DC quiser honrar o legado do caçador, precisará alinhar a visão criativa com a brutalidade que o tornou icônico.
Para ficar no radar
Fique de olho nas próximas newsletters de Grant Morrison e nos comunicados da Warner Bros.. Caso decidam lançar um spin‑off, a expectativa será ainda maior, e o nível de exigência dos fãs — e de críticos como Morrison — também.


