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Grand Blue Dreaming: a comedia que insiste em sabotar a própria história

· · 3 min de leitura
Jovem atlético bebendo cerveja ao lado de equipamentos de mergulho em um cenário praiano ensolarado
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O dilema da comédia infinita

Grand Blue Dreaming, obra escrita por Kenji Inoue e ilustrada por Kimitake Yoshioka, é um daqueles títulos que dividem opiniões no cenário dos mangás. Com 23 volumes publicados pela Kodansha Comics, o mangá acompanha a vida de Iori Kitahara, um calouro de engenharia que, ao se mudar para a loja de mergulho do tio, acaba sendo engolido pela rotina insana do Peekaboo Diving Club. O problema? O mergulho é apenas um detalhe em um mar de álcool, nudez gratuita e ameaças de morte entre amigos.

Se você busca uma narrativa densa ou um amadurecimento constante dos personagens, a verdade é dura: você está no lugar errado. A obra funciona como aquele amigo de bar que insiste em relembrar histórias de bebedeira toda semana. É engraçado na primeira vez, mas, após vinte volumes, a repetição começa a pesar. A grande questão aqui é se o humor pastelão e as expressões faciais exageradas — marca registrada de Yoshioka — são suficientes para carregar uma franquia por tanto tempo.

A estrutura do caos: Vale a pena o investimento?

Para quem está em dúvida se deve começar ou continuar a leitura, preparamos um comparativo entre o que a obra entrega e o que ela ignora. A experiência de leitura muda drasticamente dependendo do seu perfil como leitor.

Ponto de Análise O que Grand Blue Dreaming entrega O que falta na obra
Humor Gags visuais rápidas e situações absurdas. Sutileza ou qualquer tipo de humor inteligente.
Desenvolvimento Momentos raros de humanidade entre os personagens. Progressão de arco real ou profundidade emocional.
arte Expressões faciais cômicas de altíssima qualidade. Consistência no design de cenários dramáticos.

Por que a fórmula cansa?

O maior pecado de Grand Blue Dreaming é a sua própria estrutura. Ao maratonar os volumes, o leitor percebe que qualquer tentativa de criar um laço emocional entre Iori e os outros membros do clube é imediatamente sabotada por uma piada de bêbado ou um insulto gratuito. É um ciclo vicioso: o mangá te dá um vislumbre de uma trama interessante (como as expedições de mergulho em Okinawa ou Palau) e logo em seguida joga tudo fora com uma cena de nudez ou alguém passando mal de tanto beber.

  • O lado positivo: Quando o mangá foca no mergulho, a arte brilha e o senso de aventura é genuíno.
  • O lado negativo: A insistência em piadas de "virgens desesperados" torna a interação entre os personagens extremamente exaustiva.
  • A contradição: Embora o clube seja inclusivo, a dinâmica de gênero é baseada em uma infantilidade que parece estagnada no tempo.

A arte de Kimitake Yoshioka é, sem dúvida, o ponto alto. As expressões faciais, que beiram o grotesco, são tecnicamente impressionantes. No entanto, elas servem a um propósito que, para muitos leitores, perde a graça após o volume 10. A sensação que fica é a de um mangá que tem medo de crescer junto com seu protagonista.

Onde isso pode dar

A aposta da redação é que Grand Blue Dreaming continuará sendo um sucesso de nicho para o público que busca apenas entretenimento descartável. Se você é um leitor que consegue ignorar a falta de substância narrativa e quer apenas dar risada com situações de humor escrachado, o título cumpre seu papel. Contudo, se você espera que a obra evolua para algo mais maduro, prepare-se para a frustração. O final do volume 23 traz uma ponta de esperança com um momento de bondade genuína, mas, conhecendo o histórico de Inoue, é muito provável que o volume 24 comece com alguém vomitando em algum lugar indevido. É o tipo de mangá que você ama ou ignora, mas que, definitivamente, não tenta agradar a todos.

Perguntas frequentes

Grand Blue Dreaming vale a pena para quem não gosta de humor escrachado?
Provavelmente não. O mangá é construído quase inteiramente em torno de piadas de bebedeira, nudez e situações absurdas, deixando pouco espaço para outros tipos de comédia ou drama.
O mangá foca realmente no mergulho ou é apenas um pano de fundo?
O mergulho é um pano de fundo. Embora existam momentos bonitos e bem desenhados sobre a prática do esporte, eles são frequentemente interrompidos por gags cômicas que quebram o ritmo da aventura.
A história de Grand Blue Dreaming tem um final definido?
Até o momento, a série continua em publicação e não apresenta um encerramento definido, mantendo o status quo de seus personagens por muitos volumes.
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