Os googlebooks chegaram às lojas no dia 4 de outubro e já circulam unidades de avaliação. Recebemos os cinco modelos em menos de 24 horas e colocamos cada um à prova para entender como funciona um laptop que roda Android nativo.
O que os primeiros testes revelam sobre os laptops Android da Google?
-
Design e construção
Os cinco Googlebooks compartilham um chassi de alumínio escovado que dá a impressão de robustez sem pesar demais. As bordas são finas, mas ainda há um leve “click” ao fechar, algo que pode incomodar usuários acostumados a notebooks premium.
-
Qualidade da tela
Todos os modelos trazem painéis IPS de 13 a 15 polegadas, com resolução Full HD que entrega cores vivas e bons ângulos de visão. O brilho máximo ainda fica aquém de concorrentes que usam OLED, então usar sob luz solar direta pode ser um desafio.
-
Performance do processador
Equipados com SoCs da série Google Tensor, os Googlebooks rodam Android 14 fluido para navegação, streaming e apps de produtividade. Jogos pesados ou softwares de edição de vídeo exigem mais do que o hardware oferece, mas para tarefas do dia a dia o desempenho é satisfatório.
-
Sistema operacional e software
O Android nativo traz integração profunda com serviços da Google, como Drive, Docs e o assistente de voz. A experiência de teclado físico ainda sente a falta de alguns atalhos tradicionais de Windows, mas o suporte a teclados externos via Bluetooth compensa.
-
bateria e autonomia
As baterias variam entre 45 Wh e 60 Wh, prometendo até 10 horas de uso contínuo em navegação leve. Na prática, sessões de streaming ou multitarefa reduzem esse número rapidamente, deixando a autonomia abaixo do esperado para um laptop premium.
-
Preço e relação custo‑benefício
Os preços começam em torno de US$ 799, posicionando os Googlebooks como concorrentes diretos de Chromebooks de alta gama. O valor pode ser justificável para quem já vive no ecossistema Android, mas quem busca potência bruta pode achar a proposta cara.
Prós e contras resumidos
- Prós: design premium, tela nítida, integração total com serviços Google.
- Contras: bateria mediana, desempenho limitado em tarefas pesadas, preço elevado.
O que falta saber?
Ainda não temos informações detalhadas sobre atualizações de firmware que podem melhorar a eficiência da bateria ou desbloquear recursos de produtividade. Também esperamos ver como a comunidade de desenvolvedores reagirá ao Android como sistema base de um laptop – se surgirão ROMs customizadas ou ferramentas de otimização.
Em resumo, os Googlebooks são uma aposta ousada da Google para levar o Android a um novo segmento, mas ainda precisam provar que conseguem competir com os Chromebooks e notebooks Windows em termos de preço e performance.
FAQ
- Os Googlebooks rodam Windows? Não. Eles utilizam Android 14 como sistema operacional principal, embora seja possível instalar Linux via Termux ou usar ambientes de desenvolvimento web.
- Qual a diferença entre os cinco modelos? As variações estão na tela (13" vs 15"), capacidade da bateria e configuração de armazenamento interno, que vai de 64 GB a 256 GB.
- É possível usar o Googlebooks como tablet? Sim, o dispositivo tem modo tablet que permite girar a tela e usar o touch como em um smartphone, mas o teclado físico ainda é o principal método de entrada.


