TL;DR: O novo googlebook apresenta hardware que vai de bom a excelente, mas o software ainda está longe de ser estável, segundo testes internos.
O que aconteceu
Na última semana, a Google lançou cinco modelos de laptops sob a marca Googlebook. Cada aparelho foi equipado com componentes que variam entre configurações de entrada e de ponta, incluindo processadores intel de 12ª geração, SSDs NVMe de até 2TB e telas de alta taxa de atualização. O ponto alto, porém, não foi o desempenho bruto, mas sim a constatação de que o software – o novo sistema operacional Android‑based que a empresa está tentando posicionar como alternativa ao Windows – ainda apresenta falhas graves.
Um time de quatro jornalistas da The Verge recebeu os dispositivos para avaliação. As discussões internas no Slack da equipe foram marcadas por frustração e perplexidade, com relatos de travamentos frequentes, incompatibilidade com aplicativos tradicionais de produtividade e um processo de instalação de drivers que ainda parece estar em fase beta.
- Instabilidade geral: reinicializações inesperadas ao abrir aplicativos de edição de texto.
- Problemas de compatibilidade: softwares como Adobe Photoshop e Microsoft Office não rodam de forma fluida.
- Experiência de usuário confusa: a transição entre o modo desktop e o modo tablet gera atrasos perceptíveis.
- Falta de otimização: o consumo de bateria não corresponde ao prometido nas especificações de marketing.
Apesar das críticas ao software, o hardware recebeu elogios por sua qualidade de construção, teclados retroiluminados e opções de conectividade, incluindo portas usb‑c, hdmi e leitores de cartão sd.
Como chegamos aqui
A iniciativa do Google de entrar no mercado de laptops não é nova. Desde o lançamento do Chromebook, a empresa tem buscado ampliar seu ecossistema de dispositivos baseados em Chrome OS. O Googlebook representa um salto ambicioso: substituir o Chrome OS por um Android‑based que, em teoria, permitiria rodar a vasta biblioteca de apps da Google Play em um ambiente de desktop.
Essa estratégia visa captar usuários que ainda preferem Windows ou macOS, mas que desejam um dispositivo mais integrado ao ecossistema Google (Gmail, Drive, Docs). No entanto, a transição de um sistema móvel para um desktop completo exige ajustes profundos em gerenciamento de memória, drivers de hardware e suporte a softwares corporativos – áreas onde o Android ainda não tem maturidade.
No Brasil, a expectativa era alta, já que o país possui um grande número de usuários de serviços Google e um mercado de laptops em expansão, especialmente entre estudantes e profissionais de tecnologia. A promessa de um laptop barato, porém poderoso, poderia ter sido um divisor de águas para a concorrência.
O que vem depois
Com os primeiros relatos de falhas, a Google tem um caminho claro: melhorar o sistema operacional antes de ampliar a produção. Atualizações de firmware, correções de drivers e uma revisão da interface de usuário são passos críticos. O feedback da comunidade tech, incluindo os testes da The Verge, provavelmente será usado para priorizar patches nas próximas semanas.
Para os consumidores brasileiros, a decisão de adquirir um Googlebook agora se resume a duas variáveis: preço e risco. Se o preço for competitivo, ainda há quem arrisque, principalmente usuários que já confiam no ecossistema Google e que podem tolerar alguns bugs temporários. Por outro lado, profissionais que dependem de softwares críticos ainda devem esperar por uma versão mais estável.
Em termos de concorrência, fabricantes como Dell, Acer, Asus, Lenovo e HP continuam oferecendo laptops com Windows 11 já consolidados. Caso a Google consiga estabilizar seu software, o Googlebook pode se tornar uma opção de nicho atraente, mas ainda há um longo caminho até ganhar confiança plena.
Para ficar no radar
Os próximos meses serão decisivos. Acompanhe as atualizações de software divulgadas pela Google, bem como eventuais descontos ou bundles que a empresa pode oferecer para estimular a adoção no mercado brasileiro. Fique atento também a análises de desempenho pós‑patch, que poderão mudar a percepção inicial.
Enquanto isso, quem já possui um Googlebook deve monitorar os fóruns de suporte e participar das discussões no Slack ou Reddit, onde desenvolvedores e usuários trocam soluções temporárias. Essa troca de informações pode ser a ponte entre um lançamento problemático e um produto maduro.
FAQ
- O Googlebook já está disponível no Brasil? Ainda não há confirmação oficial de data de lançamento para o mercado brasileiro.
- Qual a principal diferença entre Googlebook e Chromebook? O Googlebook roda um Android‑based desktop, enquanto o Chromebook utiliza Chrome OS, focado em web apps.
- Vale a pena comprar um Googlebook agora? Depende do preço e da tolerância a bugs; usuários que precisam de estabilidade total devem aguardar melhorias de software.


