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Google insider revela: por que a cultura 'Don't be evil' virou mito – o que mudou?

· · 3 min de leitura
Um laptop aberto ao lado de um haltere de ferro, com uma mão segurando a tela enquanto a outra levanta o peso
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TL;DR: Claire Stapleton, ex‑comunicadora da google, afirma que a empresa abandonou o lema "Don't be evil" e adotou práticas cada vez mais tóxicas, culminando em sua saída após a greve de 2018.

Como era a cultura da Google em 2007?

Quando Stapleton entrou na Google logo após a faculdade, ela descreve a experiência como "ganhar o bilhete dourado" – um ambiente de inovação, transparência e um forte compromisso com a missão de organizar a informação mundial. A empresa ainda carregava o famoso código de conduta que incluía a frase "Don't be evil" (Não seja mal).

O que mudou na prática?

Aspecto 2007 – Ideais fundadores 2023 – Realidade percebida
Comunicação interna Transparência, feedback aberto e valorização da opinião dos funcionários. Silenciamento de vozes críticas, demissões estratégicas após protestos.
gestão de crises Responsabilidade pública e rápida correção de falhas. Reações defensivas, acusações de retaliação contra organizadores de greves.
Ambiente de trabalho Espaços colaborativos, incentivo à criatividade e projetos experimentais. Estruturas rígidas, falta de direção clara e projetos de "tecnologia otimista" vazios.
política de diversidade Compromisso com inclusão e igualdade de oportunidades. Escândalos de assédio sexual e respostas questionáveis da liderança.

Quais foram os principais gatilhos da mudança?

Stapleton aponta três momentos críticos que marcaram a ruptura entre os ideais e a prática:

  • Transferência para o Google Creative Lab (NY): um ambiente que, segundo ela, misturava utopia e distopia, sem diretrizes claras.
  • Greve de 2018: mais de 20 mil funcionários protestaram contra a forma como a empresa lidou com casos de assédio sexual.
  • Reestruturação de 2019: a autora foi rebaixada, o que ela interpreta como retaliação por sua participação na greve.

O que a ex-funcionária fez depois da saída?

Após deixar a Google, Claire escreveu um ensaio para a Elle que chamou de "tentativa psíquica de encerrar" sua fase na empresa. O texto gerou interesse de agentes literários e, eventualmente, resultou no livro Don't Be Evil: Bad Bosses, Fake Promises, and My Escape from Big Tech. Além disso, ela passou a escrever colunas de aconselhamento profissional e a prestar serviços de comunicação para um fundo de capital de risco fundado por Bill Maris, outro ex‑Google.

Vereditos: o melhor pra cada perfil

Se você é um profissional de tecnologia que busca entender como grandes corporações podem desvirtuar seus valores fundadores, o relato de Stapleton oferece um panorama honesto e crítico. Para quem está pensando em ingressar em empresas de Big Tech, a história serve como alerta sobre a importância de avaliar a cultura interna antes de aceitar uma proposta.

Para ficar no radar

O caso da Google reforça a necessidade de acompanhar não apenas os produtos lançados, mas também as políticas internas das gigantes de tecnologia. A transparência corporativa ainda é um assunto quente, e novas denúncias podem surgir a qualquer momento, impactando investidores, usuários e futuros talentos.

Perguntas frequentes

Por que a Google deixou de seguir o lema 'Don't be evil'?
Segundo Claire Stapleton, a mudança ocorreu devido a reestruturações internas, falta de direção clara e respostas inadequadas a casos de assédio, que enfraqueceram a cultura original.
Qual foi o impacto da greve de 2018 na Google?
A greve mobilizou mais de 20 mil funcionários e trouxe à tona problemas de assédio e transparência, mas também resultou em retaliações contra organizadores, incluindo a demissão de Stapleton.
O que o livro de Claire Stapleton aborda?
O livro narra sua experiência de 12 anos dentro da Google, destacando chefes tóxicos, promessas vazias e o processo de saída da gigante de tecnologia.
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