O título "Gang of Dragon" – anunciado como o próximo grande jogo de ação da Nagoshi Studio para PS5 – parece ter sido abandonado após a netease retirar o financiamento que sustentava o projeto.
O que era o Gang of Dragon?
O jogo foi apresentado como um spin‑off da série yakuza, criada por Toshihiro Nagoshi, veterano da sega. A proposta girava em torno de Shin Ji‑seong, interpretado pelo ator sul‑coreano Ma Dong‑seok, um alto escalão de uma máfia coreana que atuaria nos becos de Kabukicho e nas ruas de Shinjuku. A narrativa prometia misturar crime organizado, drama humano e a típica jogabilidade de exploração urbana que os fãs de Yakuza adoram.
Por que a NetEase cortou o apoio?
Em março, surgiram relatos de que a NetEase, publicadora chinesa responsável pelo financiamento, pretendia retirar cerca de ¥7 bilhões (aproximadamente US$ 44 milhões) necessários para concluir o desenvolvimento. A decisão parece estar ligada a questões internas da empresa e à reavaliação de investimentos em títulos ocidentais, especialmente após a instabilidade do mercado de jogos no início de 2026.
Quais são as evidências de que o projeto foi cancelado?
Várias pistas apontam para o fim do Gang of Dragon:
- O canal oficial da Nagoshi Studio no YouTube foi removido sem aviso prévio.
- Toshihiro Nagoshi apareceu na edição da Famitsu sem qualquer menção ao seu estúdio ou ao jogo, algo incomum para um diretor de projeto.
- Daisuke Sato, diretor da Nagoshi Studio, mudou seu perfil nas redes sociais para "ex‑Nagoshi Studio".
- Não houve comunicados oficiais da NetEase ou da própria Nagoshi Studio sobre um adiamento ou replanejamento.
Esses indícios, somados ao silêncio da empresa, sugerem que o título não verá a luz.
Como isso afeta os fãs brasileiros de Yakuza?
Os jogadores no Brasil já aguardam ansiosamente por um novo título da série, especialmente após o sucesso de Yakuza: Like a Dragon no mercado local. O cancelamento de Gang of Dragon deixa um vazio de expectativa e levanta dúvidas sobre o futuro da Nagoshi Studio. Sem um novo projeto, a comunidade pode ficar sem novidades relevantes por um período considerável, a menos que a Sega ou outra editora absorva a equipe.
Existe chance de reviver o projeto?
Embora improvável, não é impossível que outro investidor se interesse pelo conceito. A indústria costuma reciclar ideias abandonadas, e o roteiro já desenvolvido poderia ser adaptado para um título de menor escala ou até mesmo para um serviço de streaming de jogos. Contudo, sem um aporte financeiro imediato, a probabilidade permanece baixa.
O que os desenvolvedores afirmam?
Até o momento, Toshihiro Nagoshi não fez declarações públicas sobre o destino do projeto. Em entrevistas recentes, ele tem focado em projetos pessoais e em apoiar a comunidade indie no Japão, o que pode indicar uma mudança de direção profissional.
Qual o próximo passo para a Nagoshi Studio?
Com a perda de financiamento, a Nagoshi Studio pode encerrar suas atividades ou buscar parcerias menores. A saída de Daisuke Sato já indica um desmantelamento da estrutura atual. Para os fãs, o melhor caminho é acompanhar anúncios oficiais da Sega, que ainda detém os direitos da franquia Yakuza, e ficar atento a possíveis novos projetos que utilizem a expertise da equipe.
O que falta saber?
Faltam confirmações formais sobre o encerramento definitivo da Nagoshi Studio e sobre o destino dos ativos de desenvolvimento (código, arte, roteiro). Também não há informações sobre reembolsos ou compensações para investidores externos que possam ter participado do financiamento.
Para ficar no radar
Mesmo com o cancelamento, o caso serve de alerta para desenvolvedores independentes que dependem de grandes financiadores estrangeiros. A volatilidade do mercado de jogos, sobretudo em plataformas de alto custo como o PS5, pode transformar projetos promissores em histórias de abandono.
Enquanto isso, a comunidade brasileira pode redirecionar sua energia para títulos já confirmados, como Like a Dragon: Ishin! ou futuros lançamentos da Sega que prometem manter a vibe urbana e narrativa profunda que caracterizam a franquia.


