Uma artesã gastou 200 horas construindo um game boy color de Pokémon que mede 1,5 metro de altura e funciona de verdade — roda cartuchos originais, tem botões clicáveis e tela iluminada.
Quem é Paige Powell e por que ela construiu isso?
Paige Powell é uma criadora de conteúdo conhecida no Instagram como Whats_Paige_Making. Ela se dedica a projetos de marcenaria e eletrônica que misturam nostalgia gamer com fabricação artesanal. A ideia do Game Boy Color gigante surgiu como uma brincadeira com a portabilidade do console original: "e se os bolsos fossem do tamanho de uma garagem?". O resultado é uma homenagem funcional ao portátil que definiu a infância de muita gente nos anos 90 e 2000.
Quanto tempo levou a construção do console gigante?
Foram 200 horas de trabalho espalhadas entre corte de madeira, usinagem, soldagem de componentes e testes de firmware. Powell documentou todo o processo em vídeos no Instagram, mostrando desde a modelagem 3D das peças até a montagem final. O projeto não é apenas uma casca bonita: a eletrônica interna replica a arquitetura do Game Boy Color original, incluindo o processador Sharp LR35902 (um Z80 modificado) e a memória de vídeo.
O console gigante roda jogos originais de Pokémon?
Sim. O dispositivo aceita cartuchos originais de Game Boy e Game Boy Color pelo slot traseiro, idêntico ao do hardware de 1998. Nos vídeos, Powell demonstra Pokémon Yellow e Pokémon Crystal rodando sem emulação — a CPU executa o código nativo do cartucho. A tela é um painel LCD moderno adaptado para a resolução nativa de 160x144 pixels, mantendo a proporção e o "look" de pixels quadrados que os fãs reconhecem.
Quais materiais foram usados na fabricação?
- madeira compensada de bétula para o corpo principal, cortada a laser e fresada em CNC.
- acrílico transparente para a lente da tela e janelas dos LEDs de status.
- placa de circuito impresso personalizada que abriga o processador, RAM, reguladores de tensão e conector de cartucho.
- botões de silicone moldados sob medida para replicar o tato do D-pad e botões A/B/Start/Select.
- bateria de íon-lítio interna com circuito de carga usb-c, garantindo algumas horas de jogatina longe da tomada.
Como fica a ergonomia de um portátil de 1,5 metro?
Obviamente, não dá para segurar no colo. O console foi projetado para ficar apoiado em uma mesa ou no chão, com o jogador sentado à frente — quase como um arcade de um jogador só. Os botões estão na altura natural das mãos quando os braços estão apoiados, e a tela fica na linha dos olhos. Powell brinca que o dispositivo "cabe no bolso, desde que sua calça seja uma lona de caminhão".
Onde posso acompanhar o projeto e ver o console em ação?
Todo o making-of está no perfil @whats_paige_making no Instagram. Lá você encontra:
- Reels curtos com timelapse da montagem.
- Stories salvos explicando decisões de design (ex.: por que escolheu madeira em vez de impressão 3D).
- Vídeos de gameplay real com Pokémon, Tetris e The Legend of Zelda: Link's Awakening DX.
Esse projeto tem fins comerciais ou é apenas hobby?
Até o momento, não há planos de venda ou produção em série. Powell trata a peça como um exercício de engenharia criativa e uma forma de engajar a comunidade maker. Ela já mencionou nos comentários que pode disponibilizar os arquivos de corte (DXF/SVG) e o esquema da PCB para quem quiser tentar replicar, mas isso ainda não foi confirmado oficialmente.
Para ficar no radar
O Game Boy Color gigante de Paige Powell mostra como a cultura maker mantém o retrogaming vivo — não só preservando hardware antigo, mas reinventando-o em escalas absurdas. Se você curte eletrônica DIY, vale seguir o perfil para ver se os arquivos de projeto saem. Enquanto isso, o console original continua cabendo no bolso da calça jeans. E, convenhamos, isso ainda é uma vantagem.


