Florence Pugh confirmou em entrevista à Vanity Fair que retorna como Yelena Belova em Avengers: Doomsday e Avengers: Secret Wars. Kevin Feige indicou que o filme de 2026 será "ancorado" pela personagem, que liderou os Novos Vingadores em Thunderbolts*.
O que aconteceu
A atriz britânica deu detalhes sobre seu futuro no MCU durante perfil extensivo publicado pela Vanity Fair. A reportagem destaca a capacidade de Pugh de transitar entre cinema de autor, blockbusters e franquias como Dune. Em 2026, ela aparecerá como Yelena Belova — a segunda Viúva Negra — em três produções de grande orçamento: Spider-Man: Brand New Day, Avengers: Doomsday e Dune: Part Three.
O ponto mais relevante da entrevista é a menção de que Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, sinalizou que Avengers: Doomsday será "ancorado" por Yelena Belova. Isso representa uma mudança significativa em relação a participações anteriores, onde a personagem teve tempo de tela limitado. Em Doomsday, a expectativa é de protagonismo real, não apenas cameo ou papel coadjuvante.
A data de lançamento de Avengers: Doomsday está marcada para 18 de dezembro. O filme antecede Avengers: Secret Wars, que encerra a Saga do Multiverso.
Como chegamos aqui
A trajetória de Yelena Belova no MCU começou em Viúva Negra (2021), onde Florence Pugh dividiu tela com Scarlett Johansson. A personagem retornou na série Gavião Arqueiro e, mais recentemente, em Thunderbolts* — filme que reuniu anti-heróis e vilões reformados sob liderança de Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis-Dreyfus). No final de Thunderbolts*, Yelena assume o comando do grupo rebatizado como "Novos Vingadores".
Paralelamente, o relançamento de Avengers: Endgame nos cinemas — batizado de Endgame Encore — trouxe cenas extras que recontextualizam o fim da Saga do Infinito. Segundo informações divulgadas anteriormente, Steve Rogers (Chris Evans) teria quebrado as regras do universo ao usar as Joias do Infinito para alterar a Linha do Tempo Sagrada e obter seu final feliz com Peggy Carter. Essa ação teria desencadeado incursões em massa entre realidades, colapsando o Multiverso.
O Doutor Destino de Robert Downey Jr. surge nesse cenário como uma figura complexa: não exatamente um vilão clássico, mas um líder poderoso lutando contra a extinção de seu próprio modo. A TVA (Autoridade de Variação Temporal) estaria detectando milhares de mundos morrendo simultaneamente, com a Terra-616 (o MCU principal) na mira.
O que vem depois
- Conflito de liderança: Rumores apontam que os Novos Vingadores de Yelena entrarão em choque com a equipe de Sam Wilson (Anthony Mackie), o Capitão América oficial, sobre como proteger a Terra.
- X-Men e Quarteto Fantástico: Mesmo com a chegada de mutantes e da Primeira Família da Marvel, o filme mantém o título "Vingadores" — o que exige que o grupo (em qualquer formação) permaneça no centro da narrativa.
- Agenda lotada: Pugh concilia Doomsday com Dune: Part Three e Spider-Man: Brand New Day, este último com bilheteria projetada acima de US$ 2 bilhões.
- Secret Wars: A confirmação de que Yelena está no filme final da saga sugere que sua liderança terá consequências duradouras, não se limitando a Doomsday.
Para ficar no radar
A aposta da Marvel em Florence Pugh como âncora de Avengers: Doomsday sinaliza uma transição geracional concreta. Após a saída de Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) e Chris Evans (Capitão América original), o estúdio precisa de novos rostos capazes de sustentar o peso narrativo e comercial da franquia. Pugh tem currículo premiado (Midsommar, Adoráveis Mulheres) e carisma comprovado em blockbusters — combinação rara.
O dinamismo entre Yelena e Sam Wilson promete ser o eixo emocional do filme: dois líderes legítimos, com filosofias diferentes, forçados a cooperar diante de ameaça existencial. Se Thunderbolts* serviu de teste para a personagem, Doomsday será a prova de fogo. A bilheteria de Spider-Man: Brand New Day (prevista para ultrapassar US$ 2 bilhões) também servirá de termômetro para o apelo comercial da atriz junto ao público geral.
Resta saber como o Doutor Destino de Downey Jr. se encaixa nessa equação. A descrição de "líder poderoso lutando contra a extinção" sugere antagonismo pragmático, não malícia pura — o que abre espaço para alianças temporárias ou conflitos ideológicos mais interessantes que o bem contra mal tradicional. A resposta chega em dezembro.


